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Um encontro à Esqina com sabores do Mundo

por Paulina Mata, em 30.11.19

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O Esqina Gastro & Cocktail Bar, no hotel Esqina Cosmopolitan Lodge, na Rua da Madalena, é chefiado por Nicolás López, um argentino que já viveu na Venezuela, na Austrália, em Nova Iorque, na Noruega, no Chile e, mais recentemente, na Colômbia, em Bogotá, onde o seu restaurante  Villanos En Bermudas obteve em 2018 o 15º lugar nos The 50 Best Restaurants of Latin America.

 

Há algumas semanas recebi um convite para ir conhecer a proposta de Nicolás López, sabia apenas que apresentava uma cozinha sazonal contemporânea, muito atenta às raízes portuguesas e com alguns reflexos do seu legado e história pessoal. Tive nesse almoço oportunidade de provar alguns pratos de uma carta que tinha muito recentemente mudado, já que a sazonalidade o exigiu.

 

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Peixe Cru com Ostras e Abacate

 

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Salada de Abóbora, Castanha, Dióspiro e Iogurte

 

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Salada de Maçã, Aipo, Rábano, Creme de Amendoim e Amendoim Picante

 

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Tosta de Sardinha, Cebola Confitada em Manteiga, Pickles de Rabanete e Espuma de Funcho

 

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Bacalhau com Batata Doce, Kale e Molho Pil-Pil

 

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Carabineiro com Cebolinha e Alho

 

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Tarte de Mascarpone com Fruta da Época

 

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Mousse de Chocolate com Amêndoas

 

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Flan de Doce de Leite com Natas

 

É arriscado fazer bacalhau em Portugal, achei interessante a apresentação e a combinação menos habitual, mas nós precisamos de uma mão mais pesada no sal no bacalhau. Mas gostei muito do Carabineiro e do Peixe Cru com as Ostras e o Abacate.

 

A lista baseia-se principalmente nas entradas, em que para além das referidas e outras interessantes como um tártaro de cordeiro,  inclui presunto, ostras, tábua de queijos... O que me parece incentivar a refeições mais leves, ou petiscos para acompanhar os cocktails do bar. A lista de pratos principais é curta, apenas três pratos.

 

Ao comer sentem-se referências bem diferentes das nossas, mesmo que não se saiba, adivinha-se que o Chefe não é português. Somos desafiados a sair da nossa zona de conforto. Gosto disso, da oportuniade de viajar à mesa, e sentir o percurso de vida de quem criou os pratos.

 

 

Esqina Gastro & Cocktail Bar  -  Rua da Madalena, 195, Lisboa

1º Foto DAQUI

 

4 comentários

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    De Paulina Mata a 14.12.2019 às 23:35

    Não pagar a conta, não é um fator que para mim torne uma refeição melhor. Não são muitos os convites que recebo, ainda menos os que posso aceitar. Valorizo-os bastante, até porque me permitem conhecer coisas novas, que possivelmente de outra forma não conheceria. Procuro ser correta e justa naquilo que escrevo, valorizando nuns casos mais uns aspetos e noutros outros aspetos.

    No entanto, apesar de valorizar muito estes convites, gosto muito de pagar as minhas refeições, o que me permite também valorizá-las de outra forma. Gosto da liberdade de escolher onde vou, o que como e eventualmente escrever, ou não...

    No que escrevo, tenho um limite para a % de posts sobre restaurantes que tenho no blog (pois este não é um blog sobre restaurantes), mais do que isso, por princípio a maioria destes posts são sobre refeições que paguei. São questões de princípio para mim.


    Não pagar a conta, de facto, no meu caso, não contribui de forma nenhuma na apreciação final.
  • Sem imagem de perfil

    De Anónimo a 15.12.2019 às 11:55

    "Procuro ser correta e justa naquilo que escrevo, valorizando nuns casos mais uns aspetos e noutros outros aspetos."

    - Nem outra coisa seria de esperar da Paulina. Ainda assim os aspetos a valorizar não devem ser os mesmos independentemente de se pagar ou não a conta?

    "No entanto, apesar de valorizar muito estes convites, gosto muito de pagar as minhas refeições, o que me permite também valorizá-las de outra forma."

    - Parece que afinal influi na valorização da refeição o ter ido a convite. Em qur resulta isso? Benevolencia? Menor sentido critico? Impossibilidade de pontualizar o que está mal?

    "Gosto da liberdade de escolher onde vou, o que como e eventualmente escrever, ou não...".

    - Condicionamento relativamente ao restaurante a visitar. Entende-se. E o resultado? Textos (mais) simpáticos ou mesmo ausência de texto como forma de branquear e não dar visibilidade a uma refeição menos boa? Receio em nao voltar a ser convidado para esse restaurante ou para outro do mesmo chef? Inimizade com o chef?

    Afinal os convites condicionam ou não o que se escreve?
  • Imagem de perfil

    De Paulina Mata a 15.12.2019 às 23:25

    Vou responder em baixo ao longo do seu texto. Espero que fique claro.

    Questão:

    "Procuro ser correta e justa naquilo que escrevo, valorizando nuns casos mais uns aspetos e noutros outros aspetos."

    - Nem outra coisa seria de esperar da Paulina. Ainda assim os aspetos a valorizar não devem ser os mesmos independentemente de se pagar ou não a conta?

    Resposta:

    Não me entendeu bem referia-me aos aspetos a valorizar poderem variar de restaurante para restaurante e não quando pagava ou não.


    Questão:
    "No entanto, apesar de valorizar muito estes convites, gosto muito de pagar as minhas refeições, o que me permite também valorizá-las de outra forma."

    - Parece que afinal influi na valorização da refeição o ter ido a convite. Em qur resulta isso? Benevolencia? Menor sentido critico? Impossibilidade de pontualizar o que está mal?

    Resposta:
    Normalmente quando recebo um destes convites, a refeição é oferecida a um grupo de pessoas. Assim, os companheiros de mesa são determinados por quem convida. Por vezes é apenas mais uma ou 2 pessoas, outras vezes são 6, 8, 10... varia. Por vezes conheço as pessoas, outras vezes não. Frequentemente conheço a maior parte. Gosto destas refeições com "companhia surpresa", gosto do que aprendo por vezes, da troca de experiências... mas é diferente de uma refeição em que há uma outra relação com quem partilho a mesa.

    Há aqui uma outra coisa que acho que é importante esclarecer. Eu não me considero crítica de restaurantes. Não gostaria de o ser. Não tenho a menor pretenção a fazer crítica. Tal exigiria nalguns casos um objetividade maior, textos diferentes. Este é o meu blog e quero ter aqui toda a subjetividade que me apetecer. Conto as minhas experiências, por isso misturo emoções com aspetos mais objetivos.

    Quem é pago para fazer crítica diz muitas vezes que tem uma relação de compromisso para com o leitor. Que é um serviço que fazem. Eu valorizo muito os meus leitores, mas o que faço não é um serviço para o público. É apenas partilhar as minhas experiências. Não me sinto obrigada a falar de um restaurante em que tive uma má experiência, não tenho que proteger ninguém de lá ir. Relato apenas experiências que me marcaram, que tiveram aspetos que achei relevantes. Não pretendo ser uma "justiceira".

    Como 730 refeições por ano, e aqui não falei nestes anos todos de mais de 150. Ou seja, nestes 4 anos falei apenas de cerca de 5% das minhas refeições. Nem sei o critério para as escolher, porque houve algumas muito boas de que não falei. Há muitas coisas a considerar, incluíndo falta de tempo por vezes.

    Não me lembro de nenhuma refeição a que fui a convite que tenha sido má. Algumas são muito boas, outras boas. Mas é uma refeição preparada para mostrar um trabalho, claro que há cuidado com o que servem. Eventualmente houve um número pequeno de restaurantes sobre os quais não escrevi nada. Mas nem sou capaz de listá-los. Não me sinto obrigada a escrever, se não fizer sentido para mim. Mas tenho consciência de que não me convidaram apenas porque sou simpática. Mas também acho que não se faz crítica de restaurantes com base em refeições com as características das que referi.


    (já respondo ao resto que não tenho espaço para tudo neste comentário)
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