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Assins & Assados

Um saltinho aos sabores da Argentina

por Paulina Mata, em 09.03.19

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As minhas viagens à mesa em Lisboa andam pouco variadas. Tenho-as feito, mas em geral revisitando destinos onde já estive. É altura de novas aventuras... uma, recente, foi para um destino há muito adiado.

 

Há anos que planeava ir ao Café Buenos Aires. E quando digo anos, eram mesmo muitos anos... já que o Café Buenos Aires abriu em 2002. Há dias estava ali perto, estávamos a pensar onde jantar, e o destino foi, finalmente, o Café Buenos Aires. Felizmente chegámos cedo, porque as mesas estavam quase todas reservadas.

 

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Gostei do ambiente e gostei da música. Há quem diga que lembra os cafés de Buenos Aires, não sei pois nunca lá estive. Mas o ambiente, as mesas com estrangeiros a beberem um copo de vinho, o ruído de fundo, davam a sensação de estar num outro local. Estava a precisar de fugir um pouco do quotidiano, por isso foi um bom começo.

Quanto ao menu, tem alguns pratos argentinos, outros de cozinha mais global, e pratos de outras cozinhas também. Era a primeira vez que estávamos no Café Buenos Aires, decidimos ficar pelos pratos da Argentina, que acompanhámos com um vinho também argentino. Aliás a opção da maior parte das pessoas que ocupavam as outras mesas foram também os pratos de carne.

 

Começámos com 

 

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Pastéis de Carne Argentina 

 

Para prato principal comi o bife indicado como "Especialidade"

 

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Tira de Carne Argentina  Grelhada. Com Chimichurri e Batata Doce de Aljezur 

 

Excelente carne e bem confeccionada. O Bife Argentino que foi para a mesa ao lado, tinha um óptimo ar também. Para terminar, uma sobremesa para partilhar, que acompanhei com uma infusão argentina, um Mate-Cocido.

 

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Bola de Gelado Caseiro de Dulce de Leche

 

Soube-me bem esta visita a outras paragens. Hei-de voltar, pela comida e pelo ambiente, e até para experimentar outros pratos.

 

 

Café Buenos Aires  -  Calçada do Duque - 31B, Lisboa

O pequeno-almoço Español

por Paulina Mata, em 03.02.19

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Gosto de longos pequenos almoços. Gosto da diferença de hábitos relativamente aos pequenos almoços. Fascinam-me a diferença de hábitos, mesmo quando a distância é curta. Há umas semanas fui com as minhas três irmãs a Badajoz. De tempos a tempos fazemos um fim se semana algures só nós quatro, sem famílias. Desta vez escolhemos Badajoz porque era lá que antes do Natal, ou quando precisávamos de roupa, ou quando precisávamos apenas de espairecer, os meus pais nos levavam em crianças. A "nossa" loja de brinquedos mágica era  Las Três Campanas, do supermercado Simago vinham os caramelos, os melocotones, os patés... Dos Preciados a roupa. Recordações que são certamente as de muitos portugueses, há quem as descreva de forma a que nos revemos completamente no relato.

 

Cerca de 50 anos depois dessas excitantes viagens a Badajoz, resolvemos voltar, na viagem fomos fazendo a lista de tudo o queríamos ver, como se o tempo não tivesse passado. Badajoz é outra agora, porque os tempos mudaram no quase meio século que passou e a cidade evoluiu, porque os portugueses deixaram de ir comprar caramelos e melocotones. Mas foi igualmente divertido.Estivemos à porta de Las Três Campanas, que já fechou, e o bonito edifício vai ser transformado num hotel. Fomos ao Simago, que já não é Simago, nem tem já os perritos calientes de que nos lembrávamos. Mas foi numa cafetaria lá que acabámos por tomar o nosso primeiro pequeno almoço. Tostadas com cachuela, tomate /hamón ibéricotomate/queso, aceite com miel.

 

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Gosto particularmente das de tomate com presunto que me fizeram lembrar outras (melhores) que tinha comido umas semanas antes em Sevilla.

 

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Há dias li que uma empresa espanhola tinha aberto na Baixa uma loja, que funcionava como charcutaria, mas também servia refeições ligeiras, incluíndo pequenos almoços. Vieram-me logo à memória estas lembranças e uma grande vontade de lá ir tomar o pequeno almoço. E assim foi...

 

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Soube-me bem! Recordou-me também que está na altura de voltar a viajar à mesa em Lisboa. Enquanto comia pensei no que diria se alguém me perguntasse como era um pequeno almoço característico de Portugal. Não sei bem. Algumas sugestões?

 

 

Beher - Rua da Prata, 249 - Lisboa

 

 

 

 

 

Bonsai - voltando ao Japão e recordando outras "viagens"

por Paulina Mata, em 16.01.18

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Gosto muito quando uma refeição não acaba no prazer que nos dá, mas faz pensar, faz procurar mais informações e conhecer mais ou faz despertar memórias.  Foi isto que aconteceu recentemente com uma refeição no restaurante Bonsai.

 

Não me lembro da primeira vez que comi sushi e sashimi, nem exactamente de onde, mas sei que foi em Londres. Mas lembro-me de onde comi pela primeira vez em Lisboa. Foi no restaurante Bonsai, onde comecei a ir há cerca de 25 anos. Até aí as minhas experiências de cozinha japonesa em Lisboa limitavam-se ao Kamikaze - O Vento de Deus, que não tinha pratos com peixe cru, mas tinha uma barriga de porco, que acho que era kakuni, que comi muitas vezes e que ainda hoje, 30 anos depois, me faz sonhar.

 

Estava a tentar situar-me no tempo e uma pesquisa na net ajudou, mas mais do que isso, ajudou a recordar. Encontrei o artigo "Eh pá, isto é peixe cru?" A história do Bonsai, o pioneiro do sushi em Portugal, do Tiago Pais. Gostei de o ler, muito do que ali está é-me muito familiar e despertou-me memórias. 

 

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Ao Bonsai devo ter começado a ir no início dos 1990. Penso que o restaurante já era da família Yokochi. Lembro-me de ver sempre Shintaro Yokochi no restaurante e Irma Yokochi a dirigir a cozinha. A Luísa Yokochi  estudava na minha universidade, no meu departamento. Tanto quanto me lembro nunca fui professora dela, mas conhecia-a de lá, e depois também do restaurante onde estava por vezes na sala. Durante mais de 10 anos fui lá muito frequentemente, depois começaram a abrir outros... não sei... acabei por deixar de ir.  Voltei lá há uns anos quando a Mio e o Ricardo Komori lá estavam. Quando entrei na sala, foi como que um regresso ao passado. Estava tudo mais ou menos na mesma, ou pelo menos como me lembro que era. Foi um excelente jantar, e encontrei lá o Lucas Azevedo que tinha ido a algumas aulas de uma cadeira que dou ao Mestrado em Ciências Gastronómicas. Quando os Komori foram para o Japão, soube que o Lucas Azevedo ficou a chefiar o restaurante e todas as referências que ouvia eram excelente. Ainda não tinha calhado lá ir, fui no mês passado. Fiquei na altura com a ideia de que a família Yokochi continuava ligada ao restaurante, confirmei agora no artigo do Tiago Pais que sim, que recuperaram a gerência do restaurante sendo a Luísa Yokochi a responsável.

 

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Entrar no restaurante voltou a ser como que um regresso ao passado, mas o que se come é diferente, e continua excelente. Pedi conselho ao Lucas, falou-me das beringelas, penso que da Quinta do Poial, compradas naquele dia no mercado do Príncipe Real. Penso que era a primeira vez que faziam aquele prato, e já só havia uma dose, pedi logo para a guardarem para mim. Estavam óptimas, assim como os outros pratos que foram vindo.

 

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Saí a pensar que tenho que voltar mais vezes, e quando voltar a Lisboa vou fazê-lo. 

 

 

Bonsai - R. da Rosa, 248, Lisboa

 

 

1ª Foto DAQUI 

2ª Foto DAQUI

Síria - o pão e muito mais sabores... no Mezze

por Paulina Mata, em 05.01.18

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Li uma vez, não sei onde, que nos emigrantes, nas gerações que já nascem fora do país, se perde mais rapidamente a língua do que os hábitos alimentares e as memórias dos sabores. Não sei se é verdade, mas sei que o que comemos, as memórias gastronómicas são parte intrínseca da nossa identidade. 

 

Compreendo perfeitamente a resposta de Alaa Alhariri, uma estudante síria de arquitectura, quando Francisca Gorjão Henriques e Rita Melo lhe perguntaram de que é  que tinha mais saudades - do pão. Esta resposta foi como que uma alavanca para o projecto Pão a Pão - Associação para a Integração de Refugiados do Médio Oriente, que esteve na base da criação do restaurante Mezze. Recorrendo a uma campanha de crowdfunding, e depois de um período de formação, o Mezze abriu em Setembro no Mercado de Arroios.

 

Jantei lá em Outubro, e estive lá mais recentemente para um workshop de cozinha síria, seguida de um jantar em que nos sentámos todos à mesa, partilhámos a refeição que tínhamos preparado e conversámos. Uma óptima experiência! É sempre bom aprender a criar novos sabores, conhecer novos pratos e técnicas. Mas foi sobretudo bom pois as pessoas que ali estavam, a partilhar as suas experiências e a mostrar a sua cozinha, eram quase conhecidos pois já tinha lido sobre eles, as caras eram bem familiares. 

 

A Fátima, o Rafat, o Yasser, a Alaa, e o orgulho e entusiasmo com que nos mostraram a sua cozinha, e o apoio constante da Francisca Gorjão Henriques tornaram a experiência inesquecível. 

 

Começámos, como não podia deixar de ser, pelo pão e o Yasser, um exímio padeiro, demonstrou-nos como se fazia o pão sírio.

 

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Tudo o resto esteve a cargo da Fátima, com o apoio de todos. O Rafat e a Alaa, ambos falando um português excelente, traduziam e explicavam.

 

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No final sobre a mesa tínhamos:  khubz (pão sírio), hummus (pasta de grão), tabbouleh (salada de salsa), baba ganoush (puré de beringela), mandi (arroz fumado com pimentos), meshawi (espetadas de frango), tudo acompanhado de sumo de tamarindo. E para concluir a refeição harissa (bolo de sêmola de trigo) com café sírio (com cardamomo e as borras do café).

 

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Tudo muito bom, mas se pudesse destacar uma só coisa, seria o arroz. Óptimo, como tudo o resto, mas sobretudo por ter aprendido a técnica usada para o fumar que nunca tinha visto. Quase no final faz-se uma pequena cova no meio cobre-se com papel de alumínio (que forma como que uma pequena taça), dentro deita-se uma brasa incandescente, por cima dela um pequeno fio de azeite e tapa-se o tacho. O fumo que se liberta vai fumar o arroz. No final retira-se tudo, mistura-se o arroz e serve-se. E o sabor é espantoso! E a técnica fascinante! Nunca deixa de me espantar o engenho e criatividade para transformar alimentos e criar sabores tão característicos da cultura de cada povo.

 

 

Mezze - Mercado de Arroios, Rua Ângela Pinto, 12, Lisboa

 

1ª Foto DAQUI

 

Índia - a street food que o Chutnify nos traz

por Paulina Mata, em 22.10.17

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Durante muitos anos os (poucos) restaurantes indianos que havia em Lisboa eram restaurantes goeses. Chegou depois um conjunto de restaurantes, indianos, paquistaneses e nepaleses, com uma comida diferente. Ultimamente, em Inglaterra, tenho ido a vários restaurantes com um outro tipo de comida indiana, referida em geral como street food. Uma comida que envolve também uma forma mais descontraída de comer. Quando li que tinha aberto um restaurante indiano em Lisboa com uma cozinha com influências de street food e um espaço que, embora com uma cozinha autêntica, era mais moderno e descontraído, fiquei com vontade de experimentar.

 

O Chutnify é de uma indiana, Aparna Aurora, designer de moda e que trabalhou muito muito tempo nessa área. Vive na Alemanha e, há três anos, abriu o primeiro Chutnify em Berlim, dois anos depois abriu um outro também naquela cidade, e este verão abriu um Chutnify em Lisboa. 

 

Chegámos a um espaço relativamente pequeno, com um longo balcão, pois têm também uma componente de bar, e começámos com duas entradas:

 

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Pani Puri

Puri recheado com grão, batata e romã, e acompanhado de água temperada com especiarias

 

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Shakarkandi Chaat

Batata doce em cubos e romã, regados com molho de iogurte, tamarindo e menta 

 

Como prato comemos

 

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Duck Dosa

Crepe de arroz e lentilhas (dosa) acompanhado de pato cozinhado num molho muito aromático, e chutney de coco

 

Visualmente bonito e diferente do habitual. Partimos em pedaços o crepe, muito fino e crocante, para com eles comermos o pato que estava por baixo. Tanto este prato como as duas entradas anteriores eram bastante saborosos. Acompanhámos tudo com lassi salgado, uma bebida de iogurte com especiarias de que gosto muito.

 

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No final dividimos a sobremesa:

 

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 Pistachio Kulfi

Gelado indiano de pistácio acompanhado de molhos de fruta

 

Um restaurante em linha com o tipo de restaurantes indianos que vejo agora abrir em Inglaterra. Uma refeição interessante e que permite conhecer outros sabores e uma outra comida indiana e ainda viajar à mesa. Para quem gosta de uma refeição mais tradicional há vários pratos de caril. 

 

 

Chutnify - Travessa da Palmeira, 46, Príncipe Real, Lisboa

 

 

Numa outra vida devo ter vivido num país asiático (III)

por Paulina Mata, em 15.07.17

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Não sei se temos várias vidas. Mas, se tal acontece, numa outra devo ter vivido num país asiático, já que as minhas visitas a países asiáticos foram muito poucas, e por vezes acordo ao fim de semana, tarde, e com uma irresistível de um brunch de dim sum

 

Um bule de chá, que será cheio mais uma ou duas vezes, sabores diferentes, e um gosto umami forte. Há dias foi assim no Grande Palácio:

 

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Sopa de Raviolis de Camarão

 

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Vieiras com Alho

 

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 Patas de Galinha com Feijão Preto (nunca podem faltar)

 

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 Fan Kor Zhiu Zhou

 

Estes nunca tinha comido, e pelo nome não sabia ao que ia, descobri no recheio, amendoim, porco, camarão seco e cogumelos shiitake. Vim a saber depois que são da região de Guangdong no sul da China.

 

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Lichias

 

 

 

 

 

Portugal - os nossos sabores e o conforto que dão

por Paulina Mata, em 27.03.17

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Em  qualquer viajem o momento do regresso a casa é sempre bom. É regressar ao nosso espaço e conforto, e aos nossos sabores. Nesta viagem à volta do mundo à mesa em Lisboa, resolvi fazer uma paragem em Portugal. Para isso escolhi um restaurante onde vou frequentemente há mais de 40 anos, e onde sempre me dei bem - o Cova Funda, perto da Alameda Dom Afonso Henriques. Um restaurante de bairro, sempre muito concorrido, um restaurante simples, mas em que o que importa - a comida - é sempre bem confecionada e com bons produtos.

 

Ir ao Cova Funda é sempre ter uma escolha variada, que muda consoante a oferta da época e o disponivel no momento. É encontrar uma série de pratos e sabores que fazem parte das nossas memórias gastronómicas. As doses são grandes e, desde que complementadas por uma sopa ou umas entradas, dão bem para duas pessoas.

 

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Numa recente ida ao Cova Funda, depois dos salgadinhos iniciais, chamuças e rissóis de camarão, pedimos uma sopa. As sopas aqui têm a particularidade, de que muito gosto, de virem numa terrina. Pedimos sopa para 2 pessoas, e depois de 2 pratos cada, ainda ficou sopa na terrina. Gosto desta forma de servir, que de certa forma nos remete para o passado, um ambiente familiar de generosidade e partilha.

 

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Veio então um óptimo Arroz e Polvo

 

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E para sobremesa apenas uma laranja

 

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Num outro jantar, comemos lá um óptimo Coelho à Caçador

 

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A que se seguiu um leite creme 

 

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Recentemente, a caminho de casa, passei à porta e na montra li "Hoje temos Lampreia". Impossível resistir...

 

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Que continuem a existir muitos restaurantes como o Cova Funda, que nos sirvam os nossos sabores, com produtos de qualidade e bem confecionados, e ainda por cima a preços acessíveis.

 

Cova Funda  -  Rua Augusto Machado, 3A-B

 

 

Suiça - com queijo concerteza

por Paulina Mata, em 24.02.17

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A paragem mais recente nesta viagem à mesa em Lisboa foi na Suíça. Num ambiente muito em consonância com o tipo de cozinha fizemos uma refeição onde o queijo não faltou.

 

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Começámos com uma cerveja, que acompanhou o couvert e toda a refeição.

 

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Para entrada partilhámos: 

 

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Raclette à la Portion - queijo de raclette, batatas, cornichons e pickles de cebolinhas

 

 

Dissemos que íamos partilhar os pratos seguintes e eles chegaram-nos já divididos:

 

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Saumon Poché au Fromage Schabzieger (Queijo de Ervas do Cantão Glarus) com Couves de Bruxelas e Spätzli

 

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Língua de Vitela com Rösti com Speck

 

Para sobremesa pedimos que nos sugerissem algo leve, e veio um agradável doce: 

 

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Mousse de Maçã "Chrige" com sumo biológico não filtrado, Limão e Natas

 

Tanto quanto sei o único restaurante suíço em Lisboa. Um ambiente agradável, acolhedor e muito suíço. O dono é muito simpático e disponível para aconselhar. Uma comida muito familiar. Uma refeição diferente e agradável.

 

 

Bistro Edelweiss - Rua de São Marçal, 2

 

 

 

 

México - e a sua colorida comida

por Paulina Mata, em 10.02.17

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A visita ao México, nesta viagem à volta do mundo à mesa em Lisboa, foi ali para os lados do Cais do Sodré. Foi no Las Ficheras.  Uma refeição mais Tex-Mex (uma fusão de cozinha Texana e Mexicana) do que tradicionalmente mexicana. Pela minha experiência esta é a comida oferecida pela maioria dos restaurante mexicanos que tenho encontrado pela Europa.

 

Começámos com

 

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Cacahuates enchilados
amendoins tostados e temperados com sumo de citrinos e chili

Pimientos Padron e Totopos

 

Acompanhadas de Maguerita, cerveja Sol ou um Virgin Mojito (sem álcool), consoante o gosto e a idade.

 

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Seguiram-se duas entradas:

 

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Pico de gallo y totopos
tiras de tortilha de milho crocante, regadas com molho fresco de tomate picado, cebola e sumo de lima, cobertas com queijo fresco esfarelado e creme de coentros. 

 

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Nachos con Carne
totopos com queijo, pico de gallo, jalapeños e chile com carne 

 

Depois partilhámos 3 pratos:

 

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Chile de carne
carne picada estufada com especiarias, variedade de chilis, feijão vermelho, queijo fresco esfarelado e coentros, acompanhada com tortilha de milho crocante

 

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Burrito Las Ficheras
tortilha de trigo recheada com carne de vaca picada, puré de feijão, pico de gallo, arroz e queijos Monterey Jack e Cheddar

 

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Fajitas de Novilho
tortilhas frescas, tiras novilho grelhado, tiras de pimentos e cebola branca, acompanhadas por puré de feijão preto, guacamole e salsas verde e roja

 

Acabámos com umas modernas sobremesas, agradáveis e com sabores mexicanos:

 

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Esponjoso de maracuyá con tequilla

 

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 Cornucopia de Hibiscus e cacahuetes con Mousse de Aguacate

 

Um almoço de sábado agradável e com sabores fortes, a recordar a descoberta, há muitos anos, destes sabores em Londres. Também por isso soube bem.

 

 

Las Ficheras - Rua dos Remolares, 34, Cais do Sodré, Lisboa

 

 

Suécia - um almoço num ambiente a condizer

por Paulina Mata, em 30.01.17

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Há precisamente um ano propus-me viajar à mesa em Lisboa, fazer paragens em tantos países quanto possível, e relatar aqui essas paragens (ou pelo menos algumas, pois há paragens que tenho repetido e sobre outras não me apetece escrever). Durante este ano fiz 23 paragens, em mesas de 22 países diferentes. Outras estão previstas, algumas das que já fiz não poderão ser repetidas, pelo menos nos mesmos locais, pois estes fecharam. A viagem vai prosseguir...

 

A paragem de que hoje dou conta foi na Suécia, num ambiente sueco, ou seja no IKEA. O que se paga pelo que se come, em regime de self-service, é mais do que razoável, o que se come, sobretudo se se tiver em conta a relação preço/qualidade, é bom. Também aqui se adaptam aos gostos ao público e aos tempos que correm, há propostas vegetarianas e há propostas ao gosto nacional, como francesinhas ou o bacalhau assado, por exemplo.  Por todas estas razões os clientes que ali acorrem para as suas refeições são muitos. Eu no IKEA como pratos suecos, afinal vou lá 2 ou 3 vezes por ano no máximo.

 

Para iniciar partilhámos uma entrada, com bandeirinha e tudo!

 

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Wrap de salmão marinado

 

Seguiram-se as inevitáveis almôndegas suecas, um dos meus (non) guilty pleasures. Gosto a combinação com o molho de natas e sobretudo com o doce de arandos e o puré que é muito razoável. 

 

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 Almôndegas suecas

 

Não costumo comer sobremesa, mas post obriga... e partilhámos um bolo

 

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 Tarte de caramelo e chocolate (Daim)

 

Para acompanhar uma bebida de sabor floral e delicado (não, não vinha com bandeira, fui eu que a meti lá, achei que ficava mais compostinha para a foto).

 

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 Bebida de Flor de Sabugueiro

 

Não será a melhor comida sueca. É a possível e é agradável.

 

 

Restaurante do IKEA de Alfragide

 

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