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Assins & Assados

Bonsai - voltando ao Japão e recordando outras "viagens"

por Paulina Mata, em 16.01.18

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Gosto muito quando uma refeição não acaba no prazer que nos dá, mas faz pensar, faz procurar mais informações e conhecer mais ou faz despertar memórias.  Foi isto que aconteceu recentemente com uma refeição no restaurante Bonsai.

 

Não me lembro da primeira vez que comi sushi e sashimi, nem exactamente de onde, mas sei que foi em Londres. Mas lembro-me de onde comi pela primeira vez em Lisboa. Foi no restaurante Bonsai, onde comecei a ir há cerca de 25 anos. Até aí as minhas experiências de cozinha japonesa em Lisboa limitavam-se ao Kamikaze - O Vento de Deus, que não tinha pratos com peixe cru, mas tinha uma barriga de porco, que acho que era kakuni, que comi muitas vezes e que ainda hoje, 30 anos depois, me faz sonhar.

 

Estava a tentar situar-me no tempo e uma pesquisa na net ajudou, mas mais do que isso, ajudou a recordar. Encontrei o artigo "Eh pá, isto é peixe cru?" A história do Bonsai, o pioneiro do sushi em Portugal, do Tiago Pais. Gostei de o ler, muito do que ali está é-me muito familiar e despertou-me memórias. 

 

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Ao Bonsai devo ter começado a ir no início dos 1990. Penso que o restaurante já era da família Yokochi. Lembro-me de ver sempre Shintaro Yokochi no restaurante e Irma Yokochi a dirigir a cozinha. A Luísa Yokochi  estudava na minha universidade, no meu departamento. Tanto quanto me lembro nunca fui professora dela, mas conhecia-a de lá, e depois também do restaurante onde estava por vezes na sala. Durante mais de 10 anos fui lá muito frequentemente, depois começaram a abrir outros... não sei... acabei por deixar de ir.  Voltei lá há uns anos quando a Mio e o Ricardo Komori lá estavam. Quando entrei na sala, foi como que um regresso ao passado. Estava tudo mais ou menos na mesma, ou pelo menos como me lembro que era. Foi um excelente jantar, e encontrei lá o Lucas Azevedo que tinha ido a algumas aulas de uma cadeira que dou ao Mestrado em Ciências Gastronómicas. Quando os Komori foram para o Japão, soube que o Lucas Azevedo ficou a chefiar o restaurante e todas as referências que ouvia eram excelente. Ainda não tinha calhado lá ir, fui no mês passado. Fiquei na altura com a ideia de que a família Yokochi continuava ligada ao restaurante, confirmei agora no artigo do Tiago Pais que sim, que recuperaram a gerência do restaurante sendo a Luísa Yokochi a responsável.

 

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Entrar no restaurante voltou a ser como que um regresso ao passado, mas o que se come é diferente, e continua excelente. Pedi conselho ao Lucas, falou-me das beringelas, penso que da Quinta do Poial, compradas naquele dia no mercado do Príncipe Real. Penso que era a primeira vez que faziam aquele prato, e já só havia uma dose, pedi logo para a guardarem para mim. Estavam óptimas, assim como os outros pratos que foram vindo.

 

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Saí a pensar que tenho que voltar mais vezes, e quando voltar a Lisboa vou fazê-lo. 

 

 

Bonsai - R. da Rosa, 248, Lisboa

 

 

1ª Foto DAQUI 

2ª Foto DAQUI

Síria - o pão e muito mais sabores... no Mezze

por Paulina Mata, em 05.01.18

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Li uma vez, não sei onde, que nos emigrantes, nas gerações que já nascem fora do país, se perde mais rapidamente a língua do que os hábitos alimentares e as memórias dos sabores. Não sei se é verdade, mas sei que o que comemos, as memórias gastronómicas são parte intrínseca da nossa identidade. 

 

Compreendo perfeitamente a resposta de Alaa Alhariri, uma estudante síria de arquitectura, quando Francisca Gorjão Henriques e Rita Melo lhe perguntaram de que é  que tinha mais saudades - do pão. Esta resposta foi como que uma alavanca para o projecto Pão a Pão - Associação para a Integração de Refugiados do Médio Oriente, que esteve na base da criação do restaurante Mezze. Recorrendo a uma campanha de crowdfunding, e depois de um período de formação, o Mezze abriu em Setembro no Mercado de Arroios.

 

Jantei lá em Outubro, e estive lá mais recentemente para um workshop de cozinha síria, seguida de um jantar em que nos sentámos todos à mesa, partilhámos a refeição que tínhamos preparado e conversámos. Uma óptima experiência! É sempre bom aprender a criar novos sabores, conhecer novos pratos e técnicas. Mas foi sobretudo bom pois as pessoas que ali estavam, a partilhar as suas experiências e a mostrar a sua cozinha, eram quase conhecidos pois já tinha lido sobre eles, as caras eram bem familiares. 

 

A Fátima, o Rafat, o Yasser, a Alaa, e o orgulho e entusiasmo com que nos mostraram a sua cozinha, e o apoio constante da Francisca Gorjão Henriques tornaram a experiência inesquecível. 

 

Começámos, como não podia deixar de ser, pelo pão e o Yasser, um exímio padeiro, demonstrou-nos como se fazia o pão sírio.

 

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Tudo o resto esteve a cargo da Fátima, com o apoio de todos. O Rafat e a Alaa, ambos falando um português excelente, traduziam e explicavam.

 

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No final sobre a mesa tínhamos:  khubz (pão sírio), hummus (pasta de grão), tabbouleh (salada de salsa), baba ganoush (puré de beringela), mandi (arroz fumado com pimentos), meshawi (espetadas de frango), tudo acompanhado de sumo de tamarindo. E para concluir a refeição harissa (bolo de sêmola de trigo) com café sírio (com cardamomo e as borras do café).

 

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Tudo muito bom, mas se pudesse destacar uma só coisa, seria o arroz. Óptimo, como tudo o resto, mas sobretudo por ter aprendido a técnica usada para o fumar que nunca tinha visto. Quase no final faz-se uma pequena cova no meio cobre-se com papel de alumínio (que forma como que uma pequena taça), dentro deita-se uma brasa incandescente, por cima dela um pequeno fio de azeite e tapa-se o tacho. O fumo que se liberta vai fumar o arroz. No final retira-se tudo, mistura-se o arroz e serve-se. E o sabor é espantoso! E a técnica fascinante! Nunca deixa de me espantar o engenho e criatividade para transformar alimentos e criar sabores tão característicos da cultura de cada povo.

 

 

Mezze - Mercado de Arroios, Rua Ângela Pinto, 12, Lisboa

 

1ª Foto DAQUI

 

Índia - a street food que o Chutnify nos traz

por Paulina Mata, em 22.10.17

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Durante muitos anos os (poucos) restaurantes indianos que havia em Lisboa eram restaurantes goeses. Chegou depois um conjunto de restaurantes, indianos, paquistaneses e nepaleses, com uma comida diferente. Ultimamente, em Inglaterra, tenho ido a vários restaurantes com um outro tipo de comida indiana, referida em geral como street food. Uma comida que envolve também uma forma mais descontraída de comer. Quando li que tinha aberto um restaurante indiano em Lisboa com uma cozinha com influências de street food e um espaço que, embora com uma cozinha autêntica, era mais moderno e descontraído, fiquei com vontade de experimentar.

 

O Chutnify é de uma indiana, Aparna Aurora, designer de moda e que trabalhou muito muito tempo nessa área. Vive na Alemanha e, há três anos, abriu o primeiro Chutnify em Berlim, dois anos depois abriu um outro também naquela cidade, e este verão abriu um Chutnify em Lisboa. 

 

Chegámos a um espaço relativamente pequeno, com um longo balcão, pois têm também uma componente de bar, e começámos com duas entradas:

 

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Pani Puri

Puri recheado com grão, batata e romã, e acompanhado de água temperada com especiarias

 

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Shakarkandi Chaat

Batata doce em cubos e romã, regados com molho de iogurte, tamarindo e menta 

 

Como prato comemos

 

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Duck Dosa

Crepe de arroz e lentilhas (dosa) acompanhado de pato cozinhado num molho muito aromático, e chutney de coco

 

Visualmente bonito e diferente do habitual. Partimos em pedaços o crepe, muito fino e crocante, para com eles comermos o pato que estava por baixo. Tanto este prato como as duas entradas anteriores eram bastante saborosos. Acompanhámos tudo com lassi salgado, uma bebida de iogurte com especiarias de que gosto muito.

 

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No final dividimos a sobremesa:

 

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 Pistachio Kulfi

Gelado indiano de pistácio acompanhado de molhos de fruta

 

Um restaurante em linha com o tipo de restaurantes indianos que vejo agora abrir em Inglaterra. Uma refeição interessante e que permite conhecer outros sabores e uma outra comida indiana e ainda viajar à mesa. Para quem gosta de uma refeição mais tradicional há vários pratos de caril. 

 

 

Chutnify - Travessa da Palmeira, 46, Príncipe Real, Lisboa

 

 

Numa outra vida devo ter vivido num país asiático (III)

por Paulina Mata, em 15.07.17

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Não sei se temos várias vidas. Mas, se tal acontece, numa outra devo ter vivido num país asiático, já que as minhas visitas a países asiáticos foram muito poucas, e por vezes acordo ao fim de semana, tarde, e com uma irresistível de um brunch de dim sum

 

Um bule de chá, que será cheio mais uma ou duas vezes, sabores diferentes, e um gosto umami forte. Há dias foi assim no Grande Palácio:

 

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Sopa de Raviolis de Camarão

 

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Vieiras com Alho

 

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 Patas de Galinha com Feijão Preto (nunca podem faltar)

 

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 Fan Kor Zhiu Zhou

 

Estes nunca tinha comido, e pelo nome não sabia ao que ia, descobri no recheio, amendoim, porco, camarão seco e cogumelos shiitake. Vim a saber depois que são da região de Guangdong no sul da China.

 

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Lichias

 

 

 

 

 

Portugal - os nossos sabores e o conforto que dão

por Paulina Mata, em 27.03.17

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Em  qualquer viajem o momento do regresso a casa é sempre bom. É regressar ao nosso espaço e conforto, e aos nossos sabores. Nesta viagem à volta do mundo à mesa em Lisboa, resolvi fazer uma paragem em Portugal. Para isso escolhi um restaurante onde vou frequentemente há mais de 40 anos, e onde sempre me dei bem - o Cova Funda, perto da Alameda Dom Afonso Henriques. Um restaurante de bairro, sempre muito concorrido, um restaurante simples, mas em que o que importa - a comida - é sempre bem confecionada e com bons produtos.

 

Ir ao Cova Funda é sempre ter uma escolha variada, que muda consoante a oferta da época e o disponivel no momento. É encontrar uma série de pratos e sabores que fazem parte das nossas memórias gastronómicas. As doses são grandes e, desde que complementadas por uma sopa ou umas entradas, dão bem para duas pessoas.

 

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Numa recente ida ao Cova Funda, depois dos salgadinhos iniciais, chamuças e rissóis de camarão, pedimos uma sopa. As sopas aqui têm a particularidade, de que muito gosto, de virem numa terrina. Pedimos sopa para 2 pessoas, e depois de 2 pratos cada, ainda ficou sopa na terrina. Gosto desta forma de servir, que de certa forma nos remete para o passado, um ambiente familiar de generosidade e partilha.

 

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Veio então um óptimo Arroz e Polvo

 

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E para sobremesa apenas uma laranja

 

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Num outro jantar, comemos lá um óptimo Coelho à Caçador

 

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A que se seguiu um leite creme 

 

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Recentemente, a caminho de casa, passei à porta e na montra li "Hoje temos Lampreia". Impossível resistir...

 

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Que continuem a existir muitos restaurantes como o Cova Funda, que nos sirvam os nossos sabores, com produtos de qualidade e bem confecionados, e ainda por cima a preços acessíveis.

 

Cova Funda  -  Rua Augusto Machado, 3A-B

 

 

Suiça - com queijo concerteza

por Paulina Mata, em 24.02.17

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A paragem mais recente nesta viagem à mesa em Lisboa foi na Suíça. Num ambiente muito em consonância com o tipo de cozinha fizemos uma refeição onde o queijo não faltou.

 

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Começámos com uma cerveja, que acompanhou o couvert e toda a refeição.

 

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Para entrada partilhámos: 

 

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Raclette à la Portion - queijo de raclette, batatas, cornichons e pickles de cebolinhas

 

 

Dissemos que íamos partilhar os pratos seguintes e eles chegaram-nos já divididos:

 

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Saumon Poché au Fromage Schabzieger (Queijo de Ervas do Cantão Glarus) com Couves de Bruxelas e Spätzli

 

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Língua de Vitela com Rösti com Speck

 

Para sobremesa pedimos que nos sugerissem algo leve, e veio um agradável doce: 

 

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Mousse de Maçã "Chrige" com sumo biológico não filtrado, Limão e Natas

 

Tanto quanto sei o único restaurante suíço em Lisboa. Um ambiente agradável, acolhedor e muito suíço. O dono é muito simpático e disponível para aconselhar. Uma comida muito familiar. Uma refeição diferente e agradável.

 

 

Bistro Edelweiss - Rua de São Marçal, 2

 

 

 

 

México - e a sua colorida comida

por Paulina Mata, em 10.02.17

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A visita ao México, nesta viagem à volta do mundo à mesa em Lisboa, foi ali para os lados do Cais do Sodré. Foi no Las Ficheras.  Uma refeição mais Tex-Mex (uma fusão de cozinha Texana e Mexicana) do que tradicionalmente mexicana. Pela minha experiência esta é a comida oferecida pela maioria dos restaurante mexicanos que tenho encontrado pela Europa.

 

Começámos com

 

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Cacahuates enchilados
amendoins tostados e temperados com sumo de citrinos e chili

Pimientos Padron e Totopos

 

Acompanhadas de Maguerita, cerveja Sol ou um Virgin Mojito (sem álcool), consoante o gosto e a idade.

 

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Seguiram-se duas entradas:

 

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Pico de gallo y totopos
tiras de tortilha de milho crocante, regadas com molho fresco de tomate picado, cebola e sumo de lima, cobertas com queijo fresco esfarelado e creme de coentros. 

 

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Nachos con Carne
totopos com queijo, pico de gallo, jalapeños e chile com carne 

 

Depois partilhámos 3 pratos:

 

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Chile de carne
carne picada estufada com especiarias, variedade de chilis, feijão vermelho, queijo fresco esfarelado e coentros, acompanhada com tortilha de milho crocante

 

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Burrito Las Ficheras
tortilha de trigo recheada com carne de vaca picada, puré de feijão, pico de gallo, arroz e queijos Monterey Jack e Cheddar

 

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Fajitas de Novilho
tortilhas frescas, tiras novilho grelhado, tiras de pimentos e cebola branca, acompanhadas por puré de feijão preto, guacamole e salsas verde e roja

 

Acabámos com umas modernas sobremesas, agradáveis e com sabores mexicanos:

 

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Esponjoso de maracuyá con tequilla

 

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 Cornucopia de Hibiscus e cacahuetes con Mousse de Aguacate

 

Um almoço de sábado agradável e com sabores fortes, a recordar a descoberta, há muitos anos, destes sabores em Londres. Também por isso soube bem.

 

 

Las Ficheras - Rua dos Remolares, 34, Cais do Sodré, Lisboa

 

 

Suécia - um almoço num ambiente a condizer

por Paulina Mata, em 30.01.17

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Há precisamente um ano propus-me viajar à mesa em Lisboa, fazer paragens em tantos países quanto possível, e relatar aqui essas paragens (ou pelo menos algumas, pois há paragens que tenho repetido e sobre outras não me apetece escrever). Durante este ano fiz 23 paragens, em mesas de 22 países diferentes. Outras estão previstas, algumas das que já fiz não poderão ser repetidas, pelo menos nos mesmos locais, pois estes fecharam. A viagem vai prosseguir...

 

A paragem de que hoje dou conta foi na Suécia, num ambiente sueco, ou seja no IKEA. O que se paga pelo que se come, em regime de self-service, é mais do que razoável, o que se come, sobretudo se se tiver em conta a relação preço/qualidade, é bom. Também aqui se adaptam aos gostos ao público e aos tempos que correm, há propostas vegetarianas e há propostas ao gosto nacional, como francesinhas ou o bacalhau assado, por exemplo.  Por todas estas razões os clientes que ali acorrem para as suas refeições são muitos. Eu no IKEA como pratos suecos, afinal vou lá 2 ou 3 vezes por ano no máximo.

 

Para iniciar partilhámos uma entrada, com bandeirinha e tudo!

 

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Wrap de salmão marinado

 

Seguiram-se as inevitáveis almôndegas suecas, um dos meus (non) guilty pleasures. Gosto a combinação com o molho de natas e sobretudo com o doce de arandos e o puré que é muito razoável. 

 

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 Almôndegas suecas

 

Não costumo comer sobremesa, mas post obriga... e partilhámos um bolo

 

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 Tarte de caramelo e chocolate (Daim)

 

Para acompanhar uma bebida de sabor floral e delicado (não, não vinha com bandeira, fui eu que a meti lá, achei que ficava mais compostinha para a foto).

 

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 Bebida de Flor de Sabugueiro

 

Não será a melhor comida sueca. É a possível e é agradável.

 

 

Restaurante do IKEA de Alfragide

 

1ª Foto DAQUI

 

 

Tailândia - uma cozinha de aromas frescos e intensos

por Paulina Mata, em 21.11.16

 

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Nesta 23ª paragem (e 22º país) na viagem que me propus fazer à volta do mundo em Lisboa o destino foi a Tailândia.

 

A cozinha tailandesa, que não está muito presente na nossa restauração, é uma cozinha de que muito gosto. A minha primeira experiência foi há mais de 20 anos em Londres, o impacto foi grande pois aqueles sabores e aromas eram-me completamente desconhecidos. Há uns meses soube que tinha aberto um restaurante de comida tailandesa em Lisboa, o Sala Thai, perto da Av. de Roma. Fui lá almoçar, o restaurante estava completamente vazio e, por isso, foi com grande alegria que num sábado recente lá estive e encontrei o restaurante com bastante movimento. Espero que este se mantenha, e de preferência aumente, e que a oferta seja cada vez melhor. É bom ter mais um espaço onde desfrutar destes sabores em Lisboa.

 

A refeição começou com

 

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Satay Goong - espetadas de camarão grelhadas com molho de amendoim tailandês

 

Gosto muito das entradas de satay, em geral como de frango, e também já a comi na Sala Thai, desta vez experimentámos a de camarão, também bastante boa e com uma dose muito generosa.

 

Seguiu-se outro dos meus pratos preferidos. Os caris tailandeses são únicos, pela mistura de ervas aromáticas e outros temperos. Completamente distintos dos de outras cozinhas, acho que foram eles que inicialmente despertaram o meu encantamento pela cozinha tailandesa.

 

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Gang Keaw Waan Gai - caril verde de frango cozinhado com leite de coco, beringelas e folhas de mangericão frescas

 

E para terminar

 

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Sagu - Tapioca em leite de coco com manga doce, lima e fios de ovos

 

Sobremesas diferentes, gosto muito desta e foi bom encontrá-la aqui. Os fios de ovos deram-lhe um toque especial, sobretudo porque foram levados pelos portugueses para a Tailândia, uma das nossas influências em cozinhas de países distantes.

 

Uma refeição muito agradável que me deu vontade de voltar para experimentar outros pratos. Uma sugestão, deveriam ter na mesa apenas colheres e garfos (em vez da faca e garfo) como acontece na Tailândia.

 

 

1ª Foto DAQUI

Índia - os sabores do sul

por Paulina Mata, em 05.11.16

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Foi à denominada Costa do Malabar, que Vasco da Gama chegou em 1498, e Costa do Malabar é também o nome de um restaurante de cozinha indiana, tanto quanto sei o primeiro a nos trazer os sabores do sul da Índia. Na imprensa muito se tem falado deste restaurante, que abriu em Julho, e ele transformou-se num caso de sucesso. Na primeira vez que lá fui, tinha aberto há menos de um mês, apenas outra mesa estava ocupada. Quando recentemente lá fui jantar, a uma sexta feira, tivemos sorte em arranjar logo mesa, a única livre, e pouco depois havia um grupo à porta à espera de mesa.

 

Começámos com duas entradas

 

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Uzhunnu Vada

pastéis de lentilhas, gengibre, pimenta preta e folhas de caril com chutneys

 

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lulas marinadas com especiarias do sul da Índia

 

A que se seguiu uma das famosas dosas

 

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Masala Dosa

crepe de arroz e lentilhas, recheado com puré de batata levemente temperado

 

Como prato partilhámos

 

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Meen Pollichath

peixe grelhado, marinado, enrolado em folha de bananeira

 

que acompanhámos com

 

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Lemon Rice

Arroz basmati cozinhado com limão, especiarias e amendoins

 

E porque o que é doce nunca amargou, e sabe sempre bem terminámos com

 

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Bebinca

uma sobremesa da culinária indo-portuguesa de Goa

 

Pratos diferentes do habitual, novos sabores, relativamente suaves, comida pouco picantes. Uma experiência interessante que terminou com a bem familiar, e que muito aprecio, bebinca. Muitas coisas desconhecidas para experimentar em próximas visitas que certamente farei. Preços baixos, e isso tem como consequência que os produtos também por vezes não tenham a qualidade ideal... mas, como em tudo, tem-se aquilo que se paga e de certa forma o que o mercado aceita. Com peixes com mais qualidade, certamente a experiência seria ainda melhor, mas por 3,9 euros pelo prato de lulas e 7,9 euros pelo de peixe, não é possível fazer milagres.

 

Costa do Malabar

Rua Rosa Damasceno 6A, Lisboa

 

1ª foto DAQUI