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Assins & Assados

Fazer vinho sem nunca ver uvas

por Paulina Mata, em 29.05.18

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Vi-os pela primeira vez há quase 30 anos, quando também estive um ano por aqui. Continuam nas prateleiras os kits para fazer vinho. Há-os para todos os tamanhos e gostos e todo o equipamento necessário também.

 

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A primeira tendência foi torcer o nariz... depois pensei que até podia ser uma experiência engraçada. Fazer o próprio vinho, sentir a  curiosidade de ver o resultado, de beber algo que fez quase desde o princípio, porque as uvas, essas nunca lhes pôs a vista em cima... Não será o melhor vinho (questiono-me como será...), mas será uma experiência interessante. 

 

E se a escolha for fazer cerveja, as variedades disponíveis são mesmo muitas...

 

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Ocupações bem engraçadas...

 

 

Voltando ao Sentido de Humor...

por Paulina Mata, em 23.05.18

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Se fosse um cartaz normal, nem teria reparado nele... Assim, até o fotografei várias vezes, apesar de não ter conseguido nenhuma foto de jeito...

 

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1ª imagem DAQUI

 

 

Leite de Camela e Tâmaras

por Paulina Mata, em 22.05.18

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Eu sei que vivemos na época do local... também gosto, e acho que se deve valorizar o que é local. Mas também gosto muito do que vem de outras paragens. Não provei o leite de camela, mas foi a primeira vez que o vi a vender assim.

 

Na mesma loja, do lado de fora, estavam uns frutos do tamanho de ameixas. Suspeitámos o que eram, mas fomos confirmar. Tâmaras frescas.  Foi a primeira vez que as vi, trouxemos umas e provámos. Gostei mesmo muito! Fez-me lembrar uma pêra rija, mas com um aroma diferente.

 

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Caixas de tâmaras secas havia muitas. Está a decorrer o Ramadão e tradicionalmente o jejum quebra-se com tâmaras.

 

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Viva a diversidade! Adoro a possibilidade de ter acesso a todas estas coisas de outras culturas e de outras paragens deste mundo.

 

 

Sentido de Humor

por Paulina Mata, em 20.05.18

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Gosto deste sentido de humor. Gosto quando, de forma completamente inesperada, coisas como esta me arrancam um sorriso.

 

 

 

Contando carneiros...

por Paulina Mata, em 18.05.18

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Bedtime: Off to the Land of Nod

Counting Sheep

 

 

 

500

por Paulina Mata, em 22.04.18

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Para festejar é preciso um bolo! E hoje é dia de festejar 500 posts! 

 

Tantas linhas, tantas fotos, tantos assuntos... tantos comentários! Há dias ultrapassaram os 2000. Uma média de 4 comentários por post.

 

Estou contente! Obrigada a todos.

 

Hoje é dia de descanso bem merecido, pois nos últimos 27 meses escrevi 500 posts! 

 

Se não tivesse ido, tinha-me arrependido. Assim, está o assunto arrumado!

por Paulina Mata, em 21.02.18

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Se me perguntarem pelas primeiras e mais fortes memórias que tenho das primeiras vezes que fui a Londres, direi as montras dos restaurantes chineses com as carnes penduradas. Em Queensway, zona em que estavam grande parte dos hotéis oferecidos pelas agências de viagens em Portugal, e sobretudo em Chinatown. Aliás, era fascinante ir a Chinatown, o ar exótico, os restaurantes e as montras, não só com as carnes, mas onde se vê fazer dumplings, os supermercados com ingredientes e vegetais que nem sonhava o que eram, mas fui aprendendo (alguns claro). Enfim... fascinante!

 

Há muito anos que na altura do Ano Novo Chinês pensava sempre "um dia tenho que ir a Chinatown por esta altura". Imaginava a animação, as bancas de comida... Este ano estive indecisa, e a certa altura disse-me "se não fores vais-te arrepender". E fui, no dia a seguir ao início do ano do Cão. O que vi? Uma Chinatown igual à do costume, sem bancas nenhumas e com 10 vezes mais pessoas. Grupos com dragões dançando, sobretudo em frente dos restaurantes onde iam pedir dinheiro. Acontece que as pessoas paravam para ver e fazer fotos e era impossível circular, e não se via quase nada. E eu pensava... onde eu me vim meter...

 

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Antes de ir, tentei planear o almoço num restaurante com comentários positivos. Depois de muitos encontrões consegui lá chegar. Tinha fechado para remodelações (pelo que entendi foi obrigado a isso pelas entidades sanitárias). Entrei noutro "Não, está cheio, e toda a gente começou agora...". Entrei num outro "Só aquela mesa", ainda perguntei se não tinha outra "Não". Sentei-me, era ao pé da porta, cada vez que abriam a porta entrava uma enorme corrente de ar frio. E estavam sempre a abrir. Levantei-me e saí. Chegava!

 

Pensei "Há que tempos que não vou ao Yauatcha!",  o nível era outro, até tinha uma estrela Michelin. Fui. Cheguei lá... "Mesa, só daqui por 45 minutos a 1 hora". Estava com fome, não estava para isso. Decidi que não ia ser almoço chinês, fui ao Kiln (um tailandês de um inglês, muito na moda - vinha uma entrevista com ele no 1º número da National Geographic Food). Entrei e estava cheio. Lugar, só ao balcão, mas estava completamente cheio, e gente à espera. Como eu detesto comer em balcões, bancos altos, a ter que dar e receber cotoveladas dos vizinhos... A cozinha era à vista. Olhei para a cara dos cozinheiros - exaustos! Não, eu não queria de todo comer a um balcão, aos encontrões aos vizinhos do lado e a olhar para umas pessoas exaustas (por favor, repensem os horários dos cozinheiros e as cozinhas à vista!). 

 

Se calhar devia ter ficado no Yauatcha! Mas agora já não voltava. Estava outra vez perto de Chinatown, resolvi voltar lá e tentar a sorte. Sempre era Ano Novo Chinês e há anos que pensava que gostava de lá  ir por essa altura. Durante estas voltas tinha passado pela loja de chocolates do Paul A Young - comprei meia dúzia de bombons custaram-me quase 11 libras. Estava com fome! Comi um bombom. Não me encheu as medidas... mais à frente outro, também não... Ainda por cima eram caros (dos 6, só de um é que gostei mesmo).

 

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Cheguei a Gerrard Street as filas enormes à porta dos restaurantes continuavam. Havia um que tinha uma fila mais pequena, tinha a montra com as carnes. Não procurava mais, era nesse! Fiquei à porta, só havia um homem com uma criança à minha frente. Esperámos, esperámos... A certa altura chegou um grupo com um dragão, dançou ali à porta, vieram os empregados a correr pendurar no topo da porta uma alface com um envelope vermelho (1ª, 2ª e 3ª fotos, no canto superior direito), os envelopes onde se mete o dinheiro que se oferece no ano novo chinês. No final da dança o dragão saltou, apanhou a alface, retirou o dinheiro, desfez a alface toda, atirou os bocados, alguns vieram para cima de mim. Pelo menos distraiu-me um bocado e estava integrado no espírito da época e do local..

 

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Entrei, mandaram-me para uma cave, sem janelas, muitos chineses, mas não só, na mesa ao lado tinha uma família de brasileiros. Com várias mesas vazias, questionei-me porque razão tinha estado tanto tempo à espera, mas não valia a pena... Comi pato e barriga de porco, igual aos que tinha visto o cozinheiro cortar enquanto esperava. Um pouco secos, mas mataram a fome...

 

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Durante anos tinha um refúgio, quando andava por aquela zona e estava cansada ia até Regent St, subia um pouco, entrava por Heddon St e tinha o MoCafé, ao lado do restaurante marroquino Momo. Estava sempre tudo muito calmo, parecia que estava noutro mundo, noutra cultura, era tão agradável. Resolvi ir lá. A rua calma, as plantas a fazerem a fronteira, a esconderem aquele refúgio de calma.

 

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Entrei... cheio, cheíssimo, grupos, famílias, tudo bebia chá e comia bolos num ambiente ruidoso. Voltei a sair... era mesmo hora de sair daquela zona.

 

Ano Novo Chinês em Chinatown, nunca, mas nunca mais! E Londres já foi mais agradável... Mas se não tivesse ido, tinha-me arrependido, e houve momentos bons e risquei várias coisas da minha lista de coisas a fazer em Londres...

 

 

 

 

Mais uma fascinante montra de doces

por Paulina Mata, em 20.02.18

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Era mesmo dia de ficar colada às montras das lojas de doces... E eu que nem sou de doces. Depois do bolinho comemorativo do ano do cão da Minamoto Kitchoan só podia mesmo ir até Chinatown. Mal cheguei, mais uma pastelaria me despertou a atenção, uma pastelaria chinesa, mas os bolinhos, os Taiyaki, esses são japoneses. Taiyaki significa Pargo Assado, e os bolinhos em forma de peixe são formados por massa de panqueca estaladiça recheada com um creme.

 

O que me chamou a atenção não foram os bolinhos, mas a máquina que os fazia. Fascinante! Um conjunto de formas aquecidas que um mecanismo faz rodar. Dois recipientes um com a massa exterior, outro com o creme do recheio. A massa exterior é deitada nas formas, imediatamente a seguir o creme é injectado no meio da massa e a forma fechada. Depois, durante o percurso, em que as formas são viradas duas vezes, a massa exterior coze. No final saem os bolinhos em forma de peixe recheados. 

 

Não era hora de comer mais bolos, e eles são bons mornos, mas da próxima vez que ali for tenho que provar. Tenho mesmo...

 

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Vou ter saudades...

por Paulina Mata, em 15.02.18

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Ontem de manhã quando acordei tinha isto à porta. Gosto muito de me levantar e ir ali buscar o leite para o pequeno almoço. Gosto também que venha em garrafas de vidro. Acabei agora de fazer a encomenda para amanhã - leite e ovos - e de pôr 4 garrafas vazias à porta, para serem levadas para reutilização. 

 

Nunca vi quem me vem pôr estas coisas à porta, tal como Anna Turns, jornalista do The Guardian, não tinha visto, até recentemente, quem deixa o seu leite à porta. Porém, há alguns dias acompanhou o leiteiro na sua ronda, e escreveu o artigo Best in glass - can the return of the milkround help squash our plastic problem?  sobre este serviço que tem vindo a crescer. Curiosamente, esteve em declínio nos últimos 20 anos, mas a tendência inverteu-se. Procura-se um consumo de proximidade e maior humanidade, e o conforto de abrir a porta de manhã e ali estar o que precisamos e pedimos na véspera (no meu caso os pedidos são on-line e posso fazê-los até à meia noite para serem entregues na manhã seguinte, bem cedo). Mas não é apenas isto, a tendência crescente de reduzir a quantidade de plástico utilizada, e a consciencialização para esse aspeto, parecem ser outras das razões.

 

Segundo o artigo, nas últimas semanas tem havido uma grande procura por parte de novos clientes, o leiteiro que a jornalista do The Guardian acompanhou diz que em média estão a receber 9 novos pedidos por dia. Diz ainda acreditar que o programa da BBC Blue Planet II foi um dos incentivos. 

 

Um serviço de que gosto muito, mas que acho muito difícil de implementar numa cidade com as características de Lisboa, sendo mais fácil aqui, onde predominam pequenas vivendas. Mas vou ter saudades... Muitas saudades.

 

 

A tradição ainda é o que era...

por Paulina Mata, em 14.02.18

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E que bem que sabe num pequeno almoço tardio de fim de semana!

 

Por vezes em versão completa, por vezes em versão reduzida...

 

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