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Assins & Assados

O cesto de compras de uma pessoa vegana

por Paulina Mata, em 12.11.18

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Quando uma pessoa vegana vai às compras, o seu cesto tem seguramente muitos vegetais, leguminosas e frutos. Poderá ter certamente arroz e massa, e até outros cereais. Mas não tem que se ficar por aqui. Cada vez mais há opções para diversificar pratos e sabores.

 

Um hambúrguer para grelhar nas brasas ou na frigideira pode ser uma opção. Já provei o No Bull Burguer da cadeia de supermercados Iceland, e que está representado na imagem. Faz lembrar o de carne, mas sobretudo permite uma refeição agradável. O sucesso foi tanto que esta cadeia de supermercados lançou uma extensa linha de produtos veganos.

 

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Foram agora lançados em Inglaterra uns hambúrgueres que dizem ser chocantemente (para alguns veganos) idênticos aos de carne, na textura, no cheiro e no sabor, e até "sangram". São os Beyond Burgers já comercializados nos US há cerca de dois anos e meio. Sobre eles saiu hoje um artigo no The Guardian, pois vão começar a ser vendidos em supermercados no UK, embora já sejam servidos nalguns restaurantes há cerca de duas semanas.

 

Curiosamente estes hambúrgueres são colocados junto aos de carne, penso que de forma a ganhar visibilidade para além dos consumidores veganos e atrair o interesse de quem procura os de carne.

 

Mas o cesto de compras vegano também pode conter 100% plant based minced, que pode ser usado para fazer umas almôndegas ou uma bolonhesa.

 

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Para aqueles dias em que a energia não dá senão para meter uma pizza no forno, cada vez há mais disponíveis. 

 

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Mas se o que se quer é servir aos amigos uma tábua de "queijos" cada vez a variedade e a qualidade são maiores.

 

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Também há substitutos da charcutaria ou do salmão fumado.

 

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Um cesto de uma pessoa vegana já não é o que era, e cada vez a disponibilidade de produtos é maior. De facto eles estão lá para todos os que querem reduzir o consumo de carne. Que dizem ser no UK já 22 milhões de pessoas.

 

Em geral não sabem ao mesmo, e se a expectativa for essa, não vai ser satisfeita, pois é irreal. No entanto, fazem lembrar, e comem-se com prazer. Isso posso dizer, pois já comi alguns dos que referi, e muitos outros.

 

Tem sido espantoso assistir à dinâmica de lançamento deste tipo de produtos e oferta nos restaurantes no último ano, e sobretudo nos últimos meses, e ainda à enorme evolução na sua qualidade.

 

O mundo como o conhecemos está a mudar, e muito depressa...

 

 

Foto do hambúrguer DAQUI

Foto do 100% Plant Based Mince DAQUI

Foto da Pizza DAQUI

1ª Foto dos "Queijos" DAQUI

2ª Foto dos "Queijos" DAQUI

Fotos da charcutaria DAQUI

Foto do "salmão" DAQUI

 

 

 

A abóbora mais bonita que já vi!

por Paulina Mata, em 11.11.18

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Estava em cima de uma mesa onde jantei há dias a abóbora mais bonita que já vi.

 

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Linda!

Tinha saudades destes sabores e destes lugares!

por Paulina Mata, em 06.11.18

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Depois do pequeno almoço passei em frente da Manteigaria Silva. Lisboa está mesmo cheia de turistas! Tive que esperar um pouco para conseguir passar. As castanhas à porta chamaram-me a atenção.

 

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O outono já se sente, o fim de semana ia estar chuvoso e eu adoro castanhas cozidas. Entrei para comprar castanhas. Lá dentro esqueci-me delas. O requeijão que vendem a peso é delicioso! Uns turistas ao lado estavam a mandar cortar paio do cachaço... eu também queria! As manteigas do Açores são de longe as minha preferidas e a Rainha do Pico só encontro aqui...

 

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Saí com todos estes tesouros. Quando cheguei à praça da Figueira reparei que me tinha esquecido das castanhas. Estive para voltar atrás, mas do outro lado da praça estava o Mercado da Figueira. Nunca lá tinha entrado, lembrei-me de que mais do que uma vez já me tinham perguntado se conhecia. Diziam que valia a pena.

 

A porta estreita entre uma loja de sapatos e uma de hamburgueres não deixa prever o que está dentro. Uma boa loja com uma grande variedade de produtos. Ia-me distraindo com tudo o que vi. Mas saí com castanhas e erva doce.

 

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A caminho do Chiado passei na Casa Pereira, sei que vendem chás Andorinha. Estava mesmo a precisar de um Oolong para enfrentar o outono... Comprei ainda um marron glacé, que vendem à unidade.

 

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Fui depois à Vida Portuguesa e saí de lá com uma tacinha de marmelada. Excelente! Sabe quase à que a minha Mãe fazia. Quilos, para todo o ano para uma família grande. Lembro-me muito bem do dia de fazer a marmelada e da azáfama que isso envolvia. Gosto desta, vem numa taça de barro vidrado e tapada com o papel vegetal, como a da minha Mãe, e sem plásticos desnecessários.

 

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Na véspera tinha ido à Isco em Alvalade e tinha trazido pão de trigo e pão de espelta e centeio. Voltei para casa e o almoço foram todos estes tesouros!

 

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Tinha saudades destes sabores e destes lugares!

 

 

 

Quando as saudades batem... há que matá-las! (4)

por Paulina Mata, em 05.11.18

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Gosto de pequenos almoços, sentada à mesa, com tempo, variados. Durante o ano que estive fora tinha maior flexibilidade de tempo e frequentemente tinha pequenos almoços assim, em casa ou fora. A escolha era vasta e havia que desfrutar das oportunidades.

 

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Uma vez até fui até Warwick para tomar o pequeno almoço, pois soube que havia lá uma café português.

 

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Não é que cá não haja hipótese de tomar um bom pequeno almoço. As nossas pastelarias, oferecem grande variedade, e se forem boas, pode ser mesmo muito bom. Mas queria matar saudades, e não era isso que me apetecia. Mais, nunca bebi café, um expresso ainda é algo que não bebo, a não ser muito, muito raramente, mas o ano passado habituei-me aos omnipresentes cappuccinos, lattes, mochas e quejandos, e apetecia-me um bom cappuccino ou qualquer coisa semelhante.

 

Sexta à noite resolvi planear o pequeno almoço de sábado e a escolha recaiu no Fábrica - Coffee Roasters, onde nunca tinha ido, pois achei que cumpria os requisitos para matar as saudades. Cheguei a um espaço quase cheio (alguns minutos depois e seria um espaço com fila de espera), sentei-me, pedi, e fui olhando em volta. Pareceu-me que uma percentagem muito elevada das pessoas eram estrangeiros, o espaço era agradável e pelo que fui vendo chegar para as outras mesas achei que não me tinha enganado na escolha do local. 

 

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Quando comi os ovos escalfados com salmão, sobre pão escuro e abacate, com rúcula e tomate seco, acompanhados de um excelente sumo de laranja e de um ótimo e cremosos cappuccino, confirmei que não me tinha enganado mesmo. Soube-me tão bem!

 

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Vou voltar, e também descobrir outros espaços assim em Lisboa.

 

À saída passei à porta da Igreja de São Domingos, e entrei, é um espaço que sempre me impressiona.

 

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Depois fui matar outra saudades...

 

 
Fábrica - Coffee Roasters - Rua das Portas de Santo Antão, 136, Lisboa
 
 
 

 

Paredes de Mação que promovem saberes e sabores

por Paulina Mata, em 23.08.18

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Em algumas paredes de Mação estão a começar a surgir receitas de pratos tradicionais do concelho. Esta, de que apenas vi a foto, parece-me muito bonita.

 

Muito interessante, pois é um trabalho para uma dissertação de mestrado sobre tradições alimentares e sua valorização, em que a arte urbana é usada como um dos meios de divulgação e valorização.  

 

Uma excelente iniciativa! Para mim, tem ainda um sabor acrescido por Mação ser o concelho onde nasci e cresci.

 

 

Qual é coisa, qual é ela?

por Paulina Mata, em 05.08.18

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Que é o produto mais mal tratado na restauração?

 

 

Quando as saudades batem... há que matá-las! (3)

por Paulina Mata, em 04.08.18

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Durante muitos anos poucas referências havia fora de Portugla aos nossos produtos e cozinha. Agora vão aparecendo mais. Se calhar é um pouco parolo (mas o que importa? é bom ser parolo de vez em quando...), mas sempre que vejo fico contente.  Acontece que a cadeia de cafés Costa, já há uns tempos, tem à porta e por todas as montras cartazes a divulgar um novo menu de café com pastel de nata.

 

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Há dias entrei para ver, e havia um tabuleiro cheio. Não tinham ar dos melhores pastéis de nata que tinha visto. Mas eram pastéis de nata, e a vida não é só feita do melhor...

 

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Comprovei que não eram os melhores pastéis de nata do mundo, mas deu para matar saudades.

 

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Quando as saudades batem... há que matá-las! (2)

por Paulina Mata, em 29.07.18

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Ambiente bem característico, entra-se a porta e está-se noutro país... 

 

 

Diferentes pontos de vista...

por Paulina Mata, em 28.07.18

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Tem estado calor, mas ainda não passou dos 31ºC ...  Com temperaturas idênticas em Portugal diz-se que o verão ainda não chegou...

 

 

Haja bom senso no empratamento!

por Paulina Mata, em 26.07.18

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Num restaurante italiano pedi arancini de entrada. Quando me trouxeram o prato fiquei boquiaberta com a escolha para o empratamento. Os dois pastéis de arroz fritos vinham sobre um papel que absorvia a gordura, mais que isso, estava pingado de gordura extra. Escorrer os fritos é na cozinha, não no percurso entre a mesa e a cozinha... Estavam sensaborões e sem grande graça, mas sequinhos, mas não foi essa a imagem com que fiquei.

 

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Haja bom senso no empratamento!