Quando a lei proíbe certas cozinhas, tudo está mal.
O presidente da câmara de Verona promulgou recentemente uma lei em que proíbe a abertura de restaurantes de certos tipos de cozinha - em particular cozinhas étnicas (ver uma notícia aqui), para proteger a tradição da cultura típica de Verona (e certamente por outras razões não explicitadas, mas óbvias…). É grave, muito grave…
Já há alguns anos uma ministra italiana proibiu o uso da cozinha molecular em Itália para proteger a perfeita cozinha italiana. Um lei absurda e que pouco durou.
As coisas têm que se impor, e ser protegidas, pela sua qualidade, não pela proibição de outras! Não faz sentido e é muito perigoso.
O último artigo de Jay Rayner fala precisamente sobre isto e ainda sobre os mecanismos de proteção de alimentos. Apresenta argumentos contra que nunca me tinham ocorrido, mas que fazem pensar… Sendo o objetivo destes mecanismos manter e proteger a cultura tradicional e a qualidade, diz J. Rayner que frequentemente têm efeitos perversos. Dá como exemplos a transformação de produtos básicos tradicionais em produtos de luxo, ou ainda o facto da proteção da receita ou método de fabrico impedir a evolução dinâmica que caracteriza o desenvolvimento dos produtos tradicionais. Argumentos interessantes e que dão que pensar…
Tudo isto me fez lembrar o pastel de bacalhau com queijo da serra que foi/tem sido objeto de fortes reações...
1ª foto DAQUI


