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Prado - os nossos produtos e sabores em propostas originais

por Paulina Mata, em 19.05.18

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Lembro-me do António Galapito, ainda como estagiário, no Bacchus de Nuno Mendes em Londres. Foi em Julho de 2008, deveria ter uns 17 anos. Entretanto, ele continuou por Londres e eu fui ao The Corner Room, ao Viajante e à Taberna do Mercado onde esteve, e fomo-nos cruzando por lá. Em 2013, estava no The Corner Room e foi falar aos alunos do mestrado em Ciências Gastronómicas do trabalho que faziam e do processo de desenvolvimento dos produtos. Recentemente, com 26 anos, voltou para Lisboa e abriu o Prado, onde fui há algumas semanas.  

 

Um espaço bonito e acolhedor. Um menu baseado em ingredientes nacionais e sazonais. Para acompanhar, vinhos exclusivamente orgânicos, biodinâmicos e naturais. No dia em que fui o menu tinha 16 propostas de pratos salgados, e sugeriam que fossem partilhados.

 

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Pão de trigo Barbela, Prado - Gleba; Manteiga fresca de cabra, sal fumado e alface do mar; Gordura de porco preto batida, alho e louro

 

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 Berbigão, acelgas, coentros e pão frito

 

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 Sarrajão, funcho, cedrat e codium

 

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 Couve-coração, massa de pimentão e trigo sarraceno

 

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 Cavala, salsa e vinagrete de alface do mar

 

E no final destes pratos o António Galapito trouxe-nos um que não estava na carta:

 

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 Lúcio perca, azedas e pimentão fumado

 

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Gelado de bolota, cevada e dulse

 

Não sendo uma cozinha tradicional, reconhecemos produtos e, sobretudo, sabores com que nos identificamos, mas em combinações muito originais. Os pratos em geral estavam todos muito bons, se tivesse que destacar um, seria a couve coração com massa de pimentão e trigo sarraceno - muito diferente, mas muito familiar. É interessante quando tal acontece. Não me entusiasmou tanto a sobremesa.

 

Nalguns momentos fez-me lembrar o Viajante, o que não é de estranhar, visto que o António Galapito foi chefe executivo do Viajante. Mas as propostas são diferentes, até porque o local e os produtos são diferentes.

 

Quanto ao preço, achei muito aceitável, os pratos que pedimos e mais uma garrafa de vinho, para duas pessoas, andou pelos 64 euros. Na situação atual em Lisboa, achei bastante razoável tendo em conta a qualidade dos produtos e a originalidade da proposta.

 

Não será um restaurante que agrade a todos, mas não é suposto que assim seja numa cozinha com estas característica. Propostas numa linha muito contemporânea, com uma abordagem à cozinha portuguesa com influências nórdicas. Penso muitas vezes como esta aproximação evoluirá, o que ficará quando a "moda", inevitavelmente, passar. Mas certamente ficarão aspetos importantes, descoberta de novo produtos, combinações e técnicas. A ver vamos!

 

Um espaço simpático, com um bom serviço de mesa, onde fiquei com vontade de voltar.

 

 

Restaurante Prato

Travessa das Pedras Negras, 2  - Lisboa

 

 

 

1º Foto DAQUI