Na Rota da Lampreia II
A lição da manhã (ver Na Rota da Lampreia I) deixou toda a gente curiosa… Pelas 12h 30 estávamos sentados à mesa do Restaurante A Lena no Apeadeiro da Barragem de Belver, numa sala onde (a meio da semana e num local isolado) estariam cerca de 40 pessoas para almoçar lampreia.
A curiosidade era muita para todo o grupo, excepto para mim. O que me aguardava era mais comida conforto. Eu sabia que aquela lampreia era cozinhada de uma forma muito semelhante ao que a minha Mãe fazia. Para além disso, em épocas em que a minha Mãe deixou de cozinhar lampreia, era ali que se ia buscar para comer em casa.
Gosto sempre de lampreia, mas em geral acho-as um pouco ácidas por comparação com aquilo a que fui habituada. Gosto mais da forma como é feita no Restaurante A Lena, pois é o sabor de que tenho memória, é a minha referência.
Na mesa uns pratinhos com bons enchidos e bom pão. Chega então a lampreia, que aqui é à descrição. Comemos tanto quanto nos apetecer… um verdadeiro luxo!
Para acompanhar um arroz feito, à parte, com o molho da lampreia e uma salada.
No final da refeição, fruta para uns e um doce da região para outros, a Tigelada.
Estava um dia de sol, portanto o café foi tomado na esplanada, onde se esperou pelo comboio, que parava mesmo ali, para o regresso. Um óptimo dia! Não há nada melhor do que partilhar experiências e conhecimento com quem tem interesses como os nossos.
Ainda trouxe para casa uma caixa com uma lampreia inteira cozinhada, aquela que vimos arranjar. É que tenho uma família que gosta tanto de lampreia como eu e que tem as mesmas memórias de sabores.
Restaurante A Lena, Apeadeiro da Barragem de Belver