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Abaixo a Discriminação Ímpar!

por Paulina Mata, em 19.11.17

 

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Há uns meses fui ver da possibilidade de marcar um jantar no The Fat Duck. Estava a pensar ir sozinha. Durante o processo de marcação on-line não me aparecia nenhuma opção para marcar para uma pessoa. No mínimo duas... Tentei informar-me melhor e descobri que no The Fat Duck apenas aceitam marcações para 2, 3, 4 e 6 pessoas. Para ir sozinha teria que pagar dois jantares, embora só comesse um. Imagino que seria por estar a impedir que vendessem aquele lugar que estaria à minha frente. Se tivesse um grupo de 5 pessoas, ou arranjava mais uma, ou pagava 6 jantares, ou uma ficava em casa. O preço do jantar, £ 275 (excluindo vinhos e serviço) é pago na íntegra no acto da marcação (cerca de 4 meses antes) e se houver uma desistência só serão devolvidos em condições muito específicas. Ou seja, podem não ser de todo recuperados. 

Portanto, o The Fat Duck tem como objetivo funcionar com todas os lugares ocupados, ou pelo menos todos os lugares pagos. Havendo assim uma discriminação óbvia de pessoas que vão sozinhas ou em grupos de 5.

 

A semana passada recebi um email do Noma. Vão abrir o novo restaurante, iam começar as marcações. Para mesas para 2, 4, 6 e 8 pessoas.  Mandei  um email a pedir que me confirmassem se não era possível marcar para 1 ou para 3. Recebi pouco tempo depois a resposta, dizendo que lamentavam, mas não. Terminavam o email sugerindo que eu arranjasse mais uma pessoa. "I am so sorry for being limited help but there is nothing we could do and we hope you’d be able to find one more to join your party and we will welcome you in 2018.".

 

Números ímpares... não têm direito. O objectivo é lucro máximo, todos os lugares ocupados, e todos os jantares pagos com alguns meses de antecedência. O dinheiro e o lucro são tudo! 

 

Não gosto! Não se está a ir longe demais? 

 

Abaixo a discriminação ímpar!

 

 

 

Imagem  DAQUI onde é dito que "dining with me, myself, and I can be a delicious experience".


 

5 comentários

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    De fernando a 26.11.2017 às 10:01

    Ficou muito mais cómodo comentar como anónimo. O antigo sistema de identificação era mais simples. Mas, não importa, Paulina. O teu blogue, pulsa entre sístoles e diástoles. Tenho pena, quando passo os olhos por alguns blogues sobre gastronomia e os posts estão órfãos de comentadores. Deve provocar uma imensa solidão a quem os escreve.
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    De Adriano a 27.11.2017 às 11:15

    Nem mais, completamente de acordo, ainda por cima numa aldeia como a nossa... também acho que o blog ganhou com o anonimato. Há muita gente que não pode ter opiniões abertas e por diversas razões. Ainda há pouco no Mesa Marcada ouve um comentário razoável, a bater um pouco no vila joya e a dizer que tinha sido o pior ano do Avilez. A primeira coisa que lhe disseram foi do género se tens tantas opiniões é pena seres anónimo. Ora isto são já razões para o anonimato pois parece que a validade do comentário depende do nome. E depende sempre um pouco é certo... mas não deveria depender. A validade ou não deve estar no próprio comentário.
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    De Carlos Alexandre a 28.11.2017 às 13:06

    O argumentum ad hominem é usado com abuso sempre que a conversa não agrada.

    Se não fosse pelo anonimato, seria por outra razão.

    Em boa justiça, não é de modo algum um exclusivo da Mesa Marcada.

    Mas por não sentir isso nesta casa-blog, sinto-me, aqui, mais em casa.

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    De Paulina Mata a 28.11.2017 às 23:52

    Há uns anos inscrevi-me num forum (5 às 8 e continuou depois no Nova Crítica), com um pseudónimo, e escrevi durante 2 meses anónima. O que não era grave pois achava que tanto fazia, ninguém me conhecia. Foi divertido. Ao fim de dois meses uma pessoa mandou-me um email e no fim dizia que estava a gostar. Percebi que havia pessoas que sabiam quem eu era, percebi também que era mais compatível com a minha maneira de ser dar a cara, e ainda que ia perder imenso a continuar assim (havia encontros dos elementos, almoços e jantares, provas de vinhos...). Deixei de ser anónima e gostei muito mais.

    Se digo sempre tudo o que me vai na alma? Não. Mas não o digo de forma anónima. Fica comigo, ou digo aos amigos. Mas é uma questão de opção. Admito que por vezes as pessoas não se sintam à vontade a dar opiniões públicas (e por vezes, pelo que tenho visto, muita gente não as dá mesmo não sendo de todo polémicas), admito que haja pessoas que considerem que não podem, dando a cara, dizer determinadas coisas. Acho que temos que respeitar.

    Para mim tanto anónimo só torna difícil nas respostas indicar a que comentário me estou a referir. Mas outro dia aprendi com o anónimo das 09:59 como fazer. :))

    Devo dizer também que adoro argumentar, tanto me faz que os argumentos do outro lado "tenham cara". A altura em que fui "mais feliz" foi quando escrevia no forum (Nova Crítica). Pois havia sempre debate, e mais do que isso, os posts estavam todos ao mesmo nível (ou seja não havia distinção entre o post e os comentários) e qualquer um podia introduzir um assunto. Acho que mais do que em qualquer outra situação aprendi sobre muitos assuntos, pois aqui só surgem os que eu introduzo e no forum isso não acontecia. E tinha que pensa (e ter opiniao) sobre assuntos sobre os quais nunca tinha pensado. Aprendi a argumentar. Foi muito importante para mim. Acho que me tornou outra pessoa.

    Aqui só há o risco que eu quiser (até tenho os comentários moderados - mas nunca excluí nenhum). Lá havia, e tenho que confessar que gostava disso.
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