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A fazer Hanjies... várias vezes já foram uma bóia de salvação

por Paulina Mata, em 05.04.20

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Há duas coisas sem as quais nunca saio de casa: um par de brincos  e um livro de Hanjies. Normalmente não uso qualquer outro adereço, mas se por acaso saio sem brincos, sinto-me meio nua e não sou eu. Já me aconteceu ir comprar brincos quando reparo que saí sem eles. Não me peçam para explicar porquê... mas se me pedirem para explicar porque é que tenho sempre um livro de Hanjies na carteira, isso já sei explicar. 

 

Os Hanjies são puzzles de lógica, que me ocupam a cabeça e me acalmam. Numa altura complicada, aprendi que contar os quadradinhos, não de cinco em cinco, mas um por um, e de forma relativamente lenta me acalma, passei a fazê-lo sempre. Disse que me ocupam a cabeça, mas de facto fazer Hanjies ocupa-me apenas parte da cabeça, a outra parte continua calmamente a pensar, e tenho resolvido muita coisa e tomado muitas decisões a fazer Hanjies.

 

O objetivo quando se faz um Hanjie é preencher os quadradinhos a branco ou preto, com base nos números indicados e usando um raciocínio lógico. No final obtém-se uma imagem. No caso deste, no final ficará assim:

 

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Para mim, é indiferente o que fica, o problema lógico é o que me atrai. Penso até que se fizesse várias vezes o mesmo livro o desafio seria igual. 

 

Na vida normal, há duas situações principais em que faço Hanjies, nos transportes públicos (que uso diariamente) e quando tenho que esperar por alguma coisa, é óptimo pois nem dou pelo tempo passar. De vez em quando faço-os quando tomo o pequeno almoço ou lancho fora de casa sozinha. Não me lembro de na última década fazer Hanjies em casa. Agora faço, como não saio o livro não está na carteira, está ao lado do sofá em que me sento, e o efeito terapêutico dos Hanjies tem sido bem útil. 

 

Tenho sempre vários livros para garantir que nunca me faltam, só os encontro no UK, em apenas uma cadeia de lojas, e não em todas as lojas dessa cadeia. Cheguei a ficar um pouco preocupada porque para além do livro que estou a fazer, só tenho outro. Mas lembrei-me que há uns 15 anos comprei uns em tamanho A4, grandes demais para fazer nos transportes, e até com alguns puzzles a cores, bem mais complexos. Fiquei mais descansada, tenho que os procurar, foram-me úteis numa época de crise, em que fazia Hanjies em casa, depois nunca mais lhes peguei.

 

Mas voltando a este Hanjie específico, que se chama Pizza, fiquei com vontade de fazer uma. Faltava pouco para o jantar e a fome não aconselhava todo o processo de amassar e levedar. Lembrei-me da Pizza-Omelete que fazia quando as minhas filhas eram crianças. O jantar foi assim:

 

Pizza-Omelete

4 ovos

1 colher de sopa de salsa

1/2 colher de sopa de óleo

40 g de fiambre

1 tomate médio

6 azeitonas recheadas

100 g de queijo Mozzarella em fatias finas

oregãos

sal e pimenta

1 - Batem-se os ovos com 2 colheres de sopa de água, a salsa, o sal e a pimenta.

2 - Deita-se o óleo numa frigideira de fundo não aderente, que possa ir ao forno, e leva-se a aquecer.

3 - Deitam-se os ovos na frigideira e cozem alguns minutos, até os ovos prenderem, mas devem continuar líquidos por cima.

4 - Cobrem-se com o tomate em rodelas, as azeitonas e o fiambre. Leva-se ao grelhador do forno 2 a 3 minutos. Retira-se a frigideira, polvilha-se com oregãos, cobre-se com o queijo e polvilha-se com mais alguns oregãos. Leva-se de novo ao grelhador até o queijo ficar derretido e levemente corado.

Nota: Podem-se substituir os ingredientes da cobertura por qualquer outra combinação, por exemplo pode usar atum, cogumelos, milho, anchovas...

 

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