Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Assins & Assados

Bolos de Chocolate - Cozinhar com as Crianças

por Paulina Mata, em 18.03.20

bolos de chocolate r.jpg

 

beige.jpg

 

O meu neto adora ajudar a cozinhar. Fazer bolos de chocolate é uma das suas atividades preferidas, sempre que estou com ele frequentemente diz.  "Avó, vamos fazer bolos de chocolate.". Mede os ingredientes, mistura, e até parte os ovos sozinho desde os 4 anos. Depois põe pedacinhos de chocolate nos bolos, e aguarda ansiosamente comer o que ficou na tigela. Estes bolos são cozidos no micro-ondas, demoram apenas 2 minutos. Lembro-me da primeira vez em que fizemos, de como olhava admirado para a porta do forno de micro-ondas, e ao ver os bolos a crescer dizer "Oh my goodness! What is happening?".  Nesta altura, em que as crianças estão por casa e é preciso inventar diariamente atividades, pode ser uma boa opção.

 

ing bolo.jpg

 

Misturam tudo numa tigela. Se tiverem formas de queque de silicone, que possam ir ao micro-ondas, dividam a mistura por 5 formas. Ponham-nas num prato raso, e podem pôr lentilhas de chocolate, pedacinhos de uma tablete, frutos secos... o que quiserem por cima. Levem ao micro-ondas, na potência máxima, por 2 minutos. Depois é só comer.

 

Se não tiverem as forminhas, há outra opção, não ficam tão bonitos, mas ficam igualmente bons. Misturem tudo muito bem dentro de uma caneca que possa ir ao micro-ondas. Ponham a caneca os 2 minutos no micro-ondas, depois desenformem e cortem em pedaços. Tempo de cozedura mais longo pode deixar o bolo seco.

 

E se não forem crianças e vos apetecer um bolo de chocolate, façam também. Eu por vezes faço.

 

 

 

 

É altura de ficar por casa, de nos mimarmos

por Paulina Mata, em 13.03.20

mb.jpg

 

beige.jpg

 

Tudo muda por estes dias, de forma muito rápida. Tudo é novo, tudo seria inacreditável há poucos dias. O exterior perdeu atração, esperemos que por pouco tempo. É altura de ficar por casa, de nos mimarmos. Fazer pão pode ser uma boa atividade. Acho que amanhã vou fazer o meu Monkey Bread.

 

Monkey Bread

Parte A

½ chávena de água

½ chávena de natas com umas gotinhas de sumo de limão (ou  metade natas, metade iogurte)

3 chávenas de farinha

1 carteirinha de fermento para pão

1,5 colheres de chá de sal

2 colheres de sopa de manteiga amolecida

2 colheres de sopa de açúcar

 

Parte B

4 dentes de alho picados 

2  colheres de chá de folhas de tomilho 

4 colheres de sopa de manteiga derretida

 

1- Misture todos os ingredientes da Parte A e amasse. Se fôr necessário junte mais um pouco de água (ou farinha), a massa deve ficar elástica e sem se agarrar às mãos, mas não muito seca. Deixe levedar mais ou menos até duplicar de volume.

2 -  Divida a massa em cerca de 40 pedaços.

3 -  Entretanto misture os ingredientes da Parte B e ponha num prato. Com cada pedaço da massa de pão faça uma bolinha e passe-a pela mistura da manteiga. Ponha numa forma de bolo sem buraco. Não deixe muito apertado porque crescem. Pode pôr uma camada em baixo e depois os outros numa segunda camada.

4 - Deixe de novo levedar até quase duplicar.

5 - Leve ao forno a 180 – 200º  entre 20 e 30 minutos, até ficar dourado.

(1 chávena = 250 ml)

 

Para comer não se parte, basta agarrar num dos pedaços e puxar. E a seguir outro, e mais outro...

 

 

Que 2020 seja um bom ano!

por Paulina Mata, em 04.01.20

IMG-20200101-WA0004.jpg

 

beige.jpg

 

Que 2020 seja um bom ano! Já não peço que seja um ano excelente, óptimo, feliz...  Nesta época um pouco louca em que vivemos, se for bom já vale muito.

 

O meu começou com uns dias a preguiçar, e com a realização, logo no dia 1, de um projeto que há muito queria pôr em prática, um afternoon tea vegano para um lanche em família. Agora é fazê-lo melhor ainda e mais variado. 

 

Aqui fica também um desejo. Este depende de vós... Que os comentários anónimos deixem de ser completamente anónimos. Não preciso de saber o nome real e não preciso de associar cada nome a uma cara. Mas cada um de vós tem uma personalidade que vamos aprendendo a conhecer. Se são todos apenas anónimos fica difícil fazê-lo. Não tenho que vos conhecer melhor, mas é mais interessante se assim for... Podem ser o Anónimo nº 99, o Anónimo dos Olhos Azuis (mesmo que os tenha castanhos)... o que quiserem! O objetivo é associar cada conjunto de comentários a uma pessoa.  Gostava muito!

 

Mais uma vez um BOM 2020 para todos!

 

Pós-Natal...

por Paulina Mata, em 28.12.19

IMG-20191227-WA0003.jpg

 

beige.jpg

 

Diálogo num supermercado com as prateleiras muito vazias em resultado de um período de festas...

Eu - Leva dois pacotes de batatas fritas.

Ela - Já tirei umas com sal, queres algumas com aromas?

Eu - Detesto batatas com aromas. Leva duas com sal.

 

Umas prateleiras adiante, com saldos de final de época...

Eu - Adoro! Já viste estas são para quem gosta de couves de Bruxelas, aquelas para quem não gosta. Vamos levar as das couves de Bruxelas?

Ela - Mas não acabaste de dizer que não gostas de batatas com aromas?

Eu - Sim. Mas quem é que consegue resistir a umas batatas fritas com sabor a couves de Bruxelas? 

 

IMG-20191227-WA0004.jpg

 

Divertido! Acho que até poderiam ter o seu mercado.

 

As de Turkey & Stuffing também reproduziam o sabor. Mas passadas várias horas ainda tinha aquele cheiro nas mãos, apesar de as ter lavado várias vezes. Já estava enjoada! Falta provar as de Pigs in Blankets! Fica para amanhã... De facto ninguém cá por casa gosta muito de batatas com aromas. Mas quem é que resiste a umas batatas fritas com aroma a Couves de Bruxelas? Todos temos o nosso preço...

 

 

Bom Natal!

por Paulina Mata, em 23.12.19

Lisboa Natal 19 r.jpg

 

beige.jpg

 

 

BOM NATAL!

 

 

O Cais do Ginjal com a sua beleza dura... e Lisboa na outra margem...

por Paulina Mata, em 01.06.19

IMG_20190401_155043.jpg

 

beige.jpg

 

 

Gosto muito de Lisboa vista do outro lado do Tejo. Gosto da azáfama de Cacilhas. Gosto de atravessar o Tejo de barco (mas não dos barcos, são bonitos vistos de fora, dentro nem por isso). Usar o comboio que atravessa a ponte para regressar a Lisboa dá-me a sensação de "regresso do trabalho", usar o barco dá-me a sensação de "sair da rotina do quotidiano, de quase férias". Faço-o frequentemente às sextas feiras, ou quando estou distraída e me esqueço de sair no Pragal (o que aconteceu hoje à tarde, e aproveitei para comer uns caracóis antes de apanhar o barco).

 

Há anos que andava a pensar dar um passeio ali pelo Cais do Ginjal. Nunca o tinha feito. Numa sexta feira recente  estava tão cansada que achei que precisava mesmo de algo diferente, que me fizesse sentir de férias, ainda mais do que o barco, e meti-me a caminho.

 

A vista de Lisboa do outro lado do rio deixa-me sempre com a respiração suspensa... é tão bonito! Gosto daquela visão de fora, sem sentir as pessoas, o movimento, os sons, quase sem vida, como se fosse uma pintura. Podemos distanciar-nos e  imaginar a cidade como quisermos. 

 

IMG_20190401_141228.jpg

IMG_20190401_141628.jpg

 

A caminhada durou uns 15 minutos, sabia que havia uns restaurantes no final, mas durante muito tempo nem vestígios deles. De um lado o rio, do outro um conjunto de prédios degradados.

 

IMG_20190401_141807.jpg

IMG_20190401_141657.jpg

IMG_20190401_141759.jpg

 

IMG_20190401_141920.jpg

IMG_20190401_142033.jpg

 

O rio limpíssimo, as águas completamente transparentes.

 

IMG_20190401_155029.jpg

 

A certa altura vislumbrei os restaurantes que sabia ali estarem.

 

IMG_20190401_142113.jpg

IMG_20190401_142341.jpg

IMG_20190401_143251.jpg

 

Sentei-me numa mesa, curiosamente o empregado de mesa fez um enorme esforço para me convencer a ficar dentro do restaurante, numa sala escura, sem vista para o exterior... não entendi o objetivo. Fiquei na esplanada.

 

IMG_20190401_151023.jpg

 

Pedi algo para comer, nada de memorável... Estava a começar a ficar fresco, e eu tinha-me esquecido de trazer o casaco, pedi uma manta. Ainda dava uma maior sensação de férias, estar ali com uma manta pelos ombros a ver Lisboa do outro lado...

 

Ao fundo um elevador que permite um acesso diferente aquele espaço. Deve ser uma experiência engraçada, mas não o usei. Talvez noutra oportunidade.

 

IMG_20190401_145914.jpg

 

Regressei pelo mesmo caminho.

 

IMG_20190401_141315.jpg

 

Todos aqueles edifícios degradados e todos aqueles graffitis coloridos, têm uma beleza própria e dura de que gosto muito. Contudo, acho difícil entender como é que um espaço como aquele, com uma vista belíssima e o rio logo ali ao lado, está naquele estado. Li posteriormente que há planos para ali serem construídos casas, hostels, espaços para indústrias criativas, lojas, praças e passeios largos. De facto o espaço tem todo o potencial para isso. Mas não terá mais aquele tipo de beleza e encanto... 

 

No final reparei em dois graffitis que não tinha visto inicialmente.

 

IMG_20190401_155943.jpg

IMG_20190401_160055.jpg

 

Reparei também que estava bem menos cansada, e pronta para o fim de semana.

 

Sandwich - provavelmente a mais icónica invenção culinária britânica

por Paulina Mata, em 30.05.19

500John_Montagu_4th_Earl_of_Sandwich.jpg

 

beige.jpg

 

 

A semana passada foi a British Sandwich Week. Uma semana para celebrar aquilo que o site oficial diz provavelmente ser a mais icónica invenção culinária britânica.  Diz-se, eventualmente sem grande fundamento, que Lord John Montague, o 4º Conde de Sandwich,  um grande jogador, achava que o tempo era melhor gasto a jogar do que a fazer uma refeição. Assim, pedia aos empregados do casino que lhe trouxessem fatias de carne entre duas fatias de pão. Os amigos que com ele jogavam, começaram a pedir "o mesmo que Sandwich!", rapidamente (possivelmente para não se distraírem do jogo) o pedido passou a ser apenas "Sandwich".

 

IMG_20180803_154938.jpg

 

Se inicialmente eram algumas fatias de carne entre duas fatias de pão, rapidamente as possibilidades foram aumentando. No seu país de origem, em qualquer loja que as venda para uma refeição rápida, as variedades são inúmeras, com todos os ingredientes, com sabores mais comuns ou mais exóticos, com vários tipos de pão... Lembro-me que quando há muitos anos comecei a ir a Inglaterra (mesmo sendo a variedade bem inferior à que existe agora) me fascinavam, particularmente as sandwiches de camarão. Por cá comia camarão em dias de festa, de modo que duas fatias de pão de forma recheadas com muitos camarões com um pouco de maionese sabia a festa. Agora raramente as como, mas uma vez por outro apetece-me matar saudades.

 

Para além das sandwiches embaladas, que se vendem um pouco por todo o lado, muitos cafés as vendem também, com variados recheios e sempre acompanhadas de uma salada, a que por vezes juntam umas batatas fritas. São mesmo, em casa ou fora, o menu de almoço de eleição de muitos ingleses.

 

IMG_20170918_142451.jpg

IMG_20180607_115740.jpg

 

Mas não só ao almoço as comem, os famosos high tea têm sempre no prato inferior uma variedade de pequenas sandwiches que são comidas antes dos scones e dos bolos e doces que surgem nos pratos acima.

 

IMG_20190427_160304.jpg

 

Por cá, apesar de não ser da nossa tradição, bem podíamos ter um pouco mais de imaginação e qualidade nas nossas sandwiches...

 

 

O Brexit e o que se come e bebe

por Paulina Mata, em 03.04.19

IMG-20190323-WA0001.jpg

 

beige.jpg

 

 

Tenho acompanhado o complexo (para ser simpática) processo do Brexit e vou registando algumas coisas relacionadas com o que se come e bebe (quando se pensa principalmente nisso, é normal...). Guardei as imagens destes dois cartazes que vi já não sei onde.

 

1750.jpg

 

Mas a melhor de todas foi um comentário do meu neto. Tem 4 anos, e quando os Pais viam a BBC News perguntou:

"Mamã, why are BBC News always talking about soft breadsticks and hard breadsticks?"

 

O que se pode querer mais quando se tem um neto que faz estas perguntas?

 

Desta vez era mentira...

por Paulina Mata, em 02.04.19

social-1.jpg

 

beige.jpg

 

 

A imagem acima era a do post do 1º de abril do blog da empresa The Meatless Farm Cº. A empresa produz produtos substitutos da carne, 100% de origem vegetal, que são já comercializados no Reino Unido (idênticos a carne picada e hambúrgueres). No 1º de abril "apresentou" este novo produto, um kit com sementes para uma planta que daria algo semelhante a carne picada.

 

O mais engraçado é que várias pessoas acreditaram que era verdade. Interpreto isso como um sinal da qualidade de muitos novos produtos que ontem se pensava serem impossíveis, inconcebíveis mesmo, e que hoje estão aí prontos a serem consumidos.

 

A forma como comemos vai de facto mudar, muito e muito rapidamente. Está a ser fascinante acompanhar o surgimento destes novos produtos. O início de uma revolução na forma como comemos, uma revolução que me parece bem mais profunda, e sobretudo com uma influência mais extensa, do que a que aconteceu há cerca de uma década e meia na alta cozinha.

 

 

 

Não me parece que a intenção seja a mesma... e não gostei...

por Paulina Mata, em 16.03.19

IMG_20190309_135533.jpg

 

beige.jpg

 

Há dias fui ao aeroporto, passei junto ao Starbucks e vi este poster. Achei interessante, lembrei-me de um post que escrevi recentemente e fiquei contente por cá se começar também a incentivar as pessoas a levarem o seu próprio copo, até porque o desconto era convidativo. De repente olhei melhor e verifiquei que o desconto apenas se aplicava a quem tivesse copos ou termos daquela cadeia. Seria? Entrei e fui perguntar. Confirmaram-me isso. Para não haver dúvidas perguntei se se eu trouxesse de casa outro copo faziam desconto. A empregada, simpaticamente, disse-me que não fariam desconto, mas serviam o café e eu estava a contribuir para melhorar o ambiente.

 

Dei meia volta e enviei um sms à minha filha a pedir-lhe que confirmasse se em Inglaterra se passava o mesmo. Tinha quase a certeza que não, tanto que há várias cadeias a fazer o mesmo e ninguém andaria com um copo de cada uma. No dia seguinte ela entrou num café da mesma cadeia e foi perguntar. O desconto aplica-se quando se leva qualquer copo, seja deles, seja de outra cadeia, seja a caneca que trouxe de casa. Ainda passou numa loja, que vende termos e copos para estas situações e tirou uma foto da informação sobre o desconto que as várias cadeias ofereciam.

 

53681365_2203061196428424_2606375722184343552_n.jp

 

Como se pode ver o desconto é maior cá que no café da mesma cadeia em Inglaterra. Curiosamente o copo é mais caro cá (2 euros, segundo fui informada) do que em Inglaterra (1 libra). Curiosamente também, em Inglaterra cobram mais 5p a quem pede a bebida em copos descartáveis.

 

O espírito em Inglaterra é, ou pelo menos é essa a imagem que transmitem, o de incentivar a consumir menos produtos descartáveis, a produzir menos lixo. O espírito cá, apesar de nos quererem transmitir que é idêntico, parece ser o de fidelizar clientes. Se cá várias cadeias fizessem o mesmo, tínhamos que andar com um copo de cada?!

 

Sinceramente não gostei, era melhor um desconto menor e estendê-lo a todos os que levavam o seu próprio copo, assim fazia sentido. Desta forma, para mim, não faz pois parece-me que a intenção é bem diferente do que a que pretendem transmitir.