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Assins & Assados

Assins & Assados

29
Set19

Arkhe - Sem carne, sem peixe, mas com muito sabor

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Gosto  muito de melancia. Não foi a primeira vez que a comi como um elemento central de um prato salgado, mas os dedos das duas mãos são demais para contar as vezes que isso aconteceu. Este mês aconteceu duas vezes.

 

Fiquei curiosa quando li vi no menu a entrada de Crocantes de Tapioca e Beterraba com Melancia, Mostarda de Dijon e Alcaparras. Ela chegou, e a melancia era de facto o elemento central. Fatias finas de melancia, bem temperadas e com uma textura que fazia lembrar a carne. Não tenho a certeza se o efeito da cor não se perde no crocante, e até se este é o acompanhamento ideal. Mas gostei do conjunto e adorei a melancia.

 

Esta foi uma entrada de uma boa refeição. Aqui e ali, como em qualquer refeição deste tipo, algo a precisar de ser mais trabalhado, mas pratos muito bons e com características bem diferentes.

 

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Flatbread de Batata, Courgette Grelhada, Mousse de Queijo de Cabra, Pickles de Shimeji e Avelãs

 

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Shiitake, Couve Flor Assada, Demiglace de Umeboshi, Ameixas e Nozes

 

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(Excelente) Tortellini de Kimchi, Creme de Cenoura e Miso, Espuma de Parmesão 

 

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Granita de Abacaxi e Gengibre, Creme de Coco, Abacaxi Assado e Praliné de Amêndoas

 

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Morangos , Bolo de Amêndoa, Creme de Maracujá, Sorvete de Frutos Vermelhos

 

Refeições deste tipo, sem carne e sem peixe, são ainda pouco comuns. Já comi algumas, mas os dedos das duas mãos são demais para contar as vezes que isso aconteceu.  

 

O que acho mais interessante na cozinha nos últimos anos é a criatividade que origina pratos excelentes, sem recurso a produtos de origem animal.  Não vou deixar de comer carne e peixe. Não quero fazê-lo. Mas tem sido a descoberta de "outro mundo", em que se tem que pensar e cozinhar muito fora dos padrões habituais, novas ideias, novas técnicas, novos sabores.

 

PS

Este post é idêntico ao anterior. Duas experiências diferentes em dois países diferentes. Duas experiências com muita coisa em comum, que achei que ficavam bem contadas em paralelo. 

Não foi a primeira fez que fui ao Arkhe e as experiências foram idênticas. Os pratos são mais bonitos do que as fotos deixam ver, mas a luz do restaurante não me permitiu conseguir melhor...

 

Arke - Boqueirão do Duro, 46, Santos, Lisboa

 

27
Set19

Land - Sem carne, sem peixe, mas com muito sabor

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Gosto  muito de melancia. Não foi a primeira vez que a comi como um elemento central de um prato salgado, mas os dedos das duas mãos são demais para contar as vezes que isso aconteceu. 

 

Fiquei curiosa quando li no menu de degustação que me iam servir "Watermelon - Chilli - Coriander - Polenta". Ela chegou, e era de facto o elemento central do prato. Um bom naco de melancia, impregnado com alguns temperos e grelhada. Uma textura que fazia lembrar a carne, um sabor delicioso. A acompanhar, além de uns crocantes de milho, sobretudo melancia em pickle, picante, uma textura bem firme. Melancia com melancia, mas sabores e texturas muito diferentes, e que se complementavam. Adorei!

 

Este foi o terceiro prato de um menu muito bom. Aqui e ali, como em qualquer menu deste tipo, algo a precisar de ser mais trabalhado, neste caso sobretudo as sobremesas, de resto um menu com pratos muito bons e com características bem diferentes.

 

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Tofu - Aubergine - Choi Sum - Shimeji

 

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Oyster Mushroom - Courgette - Cashew

 

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Carrot Terrine - Barley - Miso - Avocado

 

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Apple - Caramel - Bay Leaf - Hazelnut 

 

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Strawberry - Coconut - Elderflower - Shortbread

 

Menus de degustação deste tipo, sem carne e sem peixe, e no caso sem nenhum produto de origem animal, são ainda pouco comuns. Já comi alguns, mas os dedos de uma mão são demais para contar as vezes que isso aconteceu.  

 

O que acho mais interessante na cozinha nos últimos anos é a criatividade que origina pratos excelentes, sem recurso a produtos de origem animal.  Não vou deixar de comer carne e peixe. Não quero fazê-lo. Mas tem sido a descoberta de "outro mundo", em que se tem que pensar e cozinhar muito fora dos padrões habituais, novas ideias, novas técnicas, novos sabores.

 

 

Land Restaurant  -  26 Great Western Arcade, Birmingham 

 

 

 

17
Set19

O pão, no chocolate... e no gelado.

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Enquanto estava aqui a conversar (ou seja, responder aos comentários) no último post, fui buscar um chocolate para comer uns quadradinhos enquanto bebia chá... O chocolate é muito bom!

 

Há pouco mais de um ano e meio descobri os Cocoa Runners, e de repente percebi que tinha que repensar todas as minhas experiências com chocolate... 20 meses (e 80 chocolates diferentes - nunca repetem - depois) o padrão mudou muito. A diversidade é fascinante.

 

Um dia descobri que um dos produtores, Pump Street Chocolate,  também enviava caixas com 4 chocolates surpresa de 2 em 2 meses, também subscrevi. Neste caso repetem. Este mês aconteceu com um dos chocolates deles de que mais gostei, o Sourdough & Sea Salt 66%  Hacienda Limon no Ecuador - colheita de 2018. O chocolate é delicioso. Complexo, com um leve sabor a caramelo, mas suave (pouco ácido ou amargo). A tablete tem uma textura muito lisa, mas quando se mete na boca tudo muda, o pão foi torrado e foi moído, juntamente com os grãos de cacau, portanto de forma muito fina. Apesar disso, quando se mastiga sente-se, é extremamente crocante, sabe a pão... e a chocolate... o sal realça os sabores todos.  Adoro!

 

Ao comê-lo lembrei-me de uma das minha maiores vergonhas gastronómicas... A minha irmã mais nova viveu uns anos em Londres, eu ia lá muitas, muitas vezes. Ela vivia num quarto pequeno, numa casa com uma grande cozinha com uma mesa grande e um sofá, e passávamos lá muito tempo. Lá em casa vivia também um inglês que cozinhava bastante. Um dia disse que estava a fazer um gelado de pão torrado. Eu comentei que era estranho e a expressão facial deve ter demonstrado pouco interesse em provar. Nem sei porque reagi assim... como tudo e gosto de experimentar tudo. Mais tarde ele deu a provar às outras pessoas da casa, mas não me deu (culpa minha... quem me mandou ser parva?). Não tive coragem de pedir, mas o gelado, e a experiência que não tinha tido, não me saíam da cabeça. Mal cheguei a casa procurei uma receita de gelado de pão torrado. Fiz e comi, e constatei que era excelente e também jurei nunca mais fazer figuras daquelas.

 

Um dia destes acho que vou fazer um gelado de pão torrado e chocolate. É capaz de ser bom... Para já vou comer mais um quadradinho (já não há muitos, a tablete só tem 70 g).

 

Foto DAQUI

 

 

 

14
Set19

As férias e a angústia da página em branco...

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Estas férias tiveram uma característica especial, estive quase um mês sem sequer ligar o computador.  Soube bem. Mas as férias não foram tão longas quanto as 8 semanas de ausência do blog poderiam levar a concluir. A culpa para as primeiras duas semanas foi o trabalho, que não me deixou tempo livre. As quatro seguintes, foram aquelas em que não liguei o computador. Para as duas últimas podia arranjar n desculpas mas, basicamente, foi a angústia da página em branco. Aconteceu-me quando comecei o blog. Escrevi o primeiro post a 4 de Janeiro de 2016 depois, durante 3 semanas, não me ocorreu nada para escrever e só o pus visível mais tarde, depois de escrever o segundo post a 25 de Janeiro.

 

Hoje não tenho a menor ideia sobre o que vou escrever, mas é altura de vencer a angústia da página em branco... De facto, no primeiro post dizia que cada vez tenho menos certezas e posições bem definidas sobre gastronomia (e sobre quase tudo). Que precisava de pensar, de reflectir, de descobrir o que sentia. De repensar tudo. Basicamente acho que continuo no ponto zero... tudo muda muito rapidamente.

 

Quando comecei o blog mal se falava da necessidade de alterar a nossa forma de comer. Hoje ouvimo-lo todos os dias. Em Londres vi alguns milhares de pessoas, mais de uma dezena de milhar, manifestando-se pelos direitos dos animais. Gente de todas as idades, seguramente dos 8 meses aos 88 anos...

 

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Continuo a comer tudo, mas de forma diferente. Há dias ao ver um anúncio de um supermercado pensei - isto começa a ser muito controverso.  Está tudo a mudar depressa... e todos vamos ter que nos adaptar.

 

Nas férias comi coisas simples, mas algumas muito boas. Gosto muito de ir às lojas e restaurantes que muitas quintas  produtoras de alimentos, ou mesmo garden centres, têm no UK. Sempre muito concorridos e com uma excelente oferta.

 

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Constatei mais uma vez a óptima oferta de pratos veganos, mesmo num restaurante de bairro de pizzas.

 

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Descobri filhoses quase iguais às que a minha Avó fazia a milhares de quilómetros de distância. E ninguém copiou ninguém...

 

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Mas foi bom também fazer coisa simples, como procurar pedras pintadas no parque. Uma atividade que os elementos mais novos da família muito apreciam, sobem até às árvores para as procurar. Eu adoro a ideia das pessoas pintarem pedras e as esconderem nos parques para as crianças procurarem e as esconderem noutro local.

 

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Ou jogar escape games de tabuleiro ao serão, ou mesmo em escape rooms, esta uma atividade muito popular entre os membros mais velhos da família.

 

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Agora é hora de voltar à vida real, espero que escrever ajude. Mas decidir sobre o que escrevo está a ser um desafio... 

 

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