A Taberna Fina é mesmo Fina e Muito Boa!

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A Taberna Fina foi um dos primeiros restaurantes a que fui neste regresso a Lisboa. Conheço o André Magalhães há muito anos, o que significa conhecer bem a sua paixão pela cozinha, e o seu profundo conhecimento de muito do que com cozinha se relaciona. Depois do grande sucesso da sua Taberna da Rua das Flores, abriu há uns meses, no hotel Le Consulat, no Chiado, a Taberna Fina. Na cozinha está Guilherme Spalk, tinha muita curiosidade de conhecer o trabalho deste duo num registo bem diferente do da Rua das Flores.
Na Taberna Fina é servido um menu de degustação com propostas que vão variando. O jantar a que fui, a convite do André Magalhães, começou com uns amuse-bouche que foram acompanhados por um Espumante Bruto da Quinta da Lapa.

Bolacha de Sapateira - Camarão, Abacate e Pepino - Aipo, Iogurte e Noz Pecan
Seguiu-se um prato muito interessante - mexilhão, com molho do mesmo e falsas cascas. Com ele chegou um Arinto dos Açores de António Maçanita.

Mexilhão
O terceiro momento do menu foi o do pão, intacto em cima, mas dividido em quatro em baixo, para facilitar a partilha à mesa, um óptimo pão da Gleba, do Diogo Amorim.

Pão Artesanal de Trigo Barbela e Manteigas, Tradicional e de Cebola
Depois um prato só de tomate - vários tipos, vários processos de o confeccionar, um creme de pimentos e um óleo de mangericão, o que resultou num sabor muito rico e fresco.

Tomate
Em seguida, foi a vez do peixe, um pargo braseado com percebes e molho de caldeirada, algas e planta halófitas. Para o acompanhar um Quinta de Carvalhão Torto Encruzado.
Pargo e Percebes
Para os pratos seguintes foi servido um outro vinho - O Fugitivo da Casa da Passarella, e com ele veio um outro prato vegetariano. Muito bom!

Abóbora, Cebolas e Caril Verde
Foi a vez do prato de carne, peito de perdiz fumado, milho em seis formas diferentes, que incluía um molho de milho, e um gel de nectarina.

Perdiz, Milho, Nectarina e Shiso Verde
Como pré-sobremesa veio um puré de tâmaras com hortelã, brunoise de ananás, espuma de ananás com pimenta e uma lâmina de ananás desidratada. Com ele foi servido um Moscatel de Joaquim Arnault que acompanhou as sobremesas.

Ananás dos Açores, Tâmara e Hortelã
Para concluir, uma óptima e fresca sobremesa de pêra rocha em três texturas e uma pana cotta. Muito coerente com o resto do menu, proporcionando um momento muito agradável e leve.

Pêra, Tomilho, Limão e Mel
Finalmente, com o café, os petit fours - uma mini bola de Berlim, um cookie e um crocante de chocolate com creme de baunilha.

Um ambiente acolhedor, confortável e sofisticado, um óptimo serviço e uma excelente cozinha! O que comi revelava um elevado nível técnico e uma combinação de sabores muito bem feita. Pratos com uma simplicidade aparente, mas com uma complexa combinação de sabores e texturas.
É um privilégio poder usufruir de uma cozinha como esta. Foi um regresso em cheio!
1ª Foto DAQUI