O Filho do Menino Júlio dos Caracóis
Foi em 1958 que tudo começou. Os caracóis ganharam fama. O negócio consolidou-se. E, sobretudo, continuam a servir bons caracóis.
Tão bons que na época dos caracóis nem servem jantares, apenas caracóis e outros petiscos. Tão bons que há sempre fila à porta. Tão bons que, a avaliar pelas fotos nas paredes, tudo quanto é figura pública já por lá passou.
A decoração, bem exuberante e excêntrica, pode não ser do gosto de todos, sobretudo dos que não são sportinguistas.
Um sentido estético que não é o meu. Mas que importa? Os caracóis são bons. E sinto-me bem lá. Muito genuíno, muito português.
Fui lá pela primeira vez há uns 4 anos, levada pela minha filha mais nova (que adorava caracóis, e agora é vegana - as voltas que o mundo dá!!!). Continuo a lá ir. Este ano já fui duas vezes.
"Então se não gostam de caracóis o que é que vieram aqui fazer? Vieram passear?" Foram as questões que o empregado pôs a algumas pessoas na minha mesa que (vá-se lá acreditar!), não gostavam de caracóis. Comi muitos, mas também caracoletas grelhadas (sem o molho de margarina, desse não gostei muito), e ainda berbigões que estavam óptimos.
A primeira vez deste anos foi no dia do primeiro jogo de Portugal no Europeu. Coincidência, nem sabia que havia jogo... A RTP transmitia de lá, a animação era grande. Há ecrãs de TV para onde quer que se olhe. Uma experiência interessante!
Ir comer caracóis ao Filho do Menino Júlio dos Caracóis é uma experiência a ter pelo menos uma vez na vida. E se se esquecer de levantar dinheiro, não se preocupe. É o único restaurante que conheço que tem dentro uma caixa multibanco.
O Filho do Menino Júlio dos Caracóis - Rua Vale Formoso de Cima 140 - B - Lisboa










