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Assins & Assados

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27
Mar21

As cores do meu pequeno almoço

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Hoje o pequeno almoço foi bem colorido! E saboroso também!

 

Ontem, depois do jantar, achei que precisava de começar o fim de semana com cor, para ajudar a animar. Mãos à obra... e antes de me deitar já tinha um pão de beterraba pronto para abrir pela manhã.

 

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Um começo de dia animado, pela cor, pelos sabores diferentes e por ter feito uma nova experiência!

 

 

04
Mar21

Um doce azulejo português

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Acabei e comprar este lindíssimo e doce azulejo para ser entregue em casa da minha filha para comemorar o aniversário dela. Espero que seja tão bom como é bonito.

 

A Biscuit Boutique tem um conjunto de produtos lindíssimos! Acho que até deve ser preciso coragem para os comer...

 

As opções são muitas e maravilhosas! Felizmente havia um único com o Portuguese Tile Pattern e a escolha ficou facilitada. Um azulejo português, para uma portuguesa. 

 

Gostei da preocupação de os fazerem veganos e sem glúten, assim são muito mais inclusivos. E gostei muito que um dos padrões fosse inspirado num dos nossos azulejos.

 

 

28
Fev21

Eleven - uma excelente relação custo benefício

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Num daqueles momentos em que comida conforto e comida informal eram tudo aquilo que eu não queria, em que o que precisava mesmo era uma refeição com sabores diferentes e que lembrasse um pouco o glamour de um bom restaurante (gosto tanto! que saudades!), decidi pedir o jantar do Eleven.

 

Comecei a tirar as caixas do saco e achei muito simpático terem enviado também o couvert - um pão e manteiga.  Um couvert simples, mas não o esperava.

 

A entrada era mesmo o que eu estava a precisar. O tipo de coisa que não faria nunca em casa. Uma entrada de um bom restaurante! 

 

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“Que grande lata”
Uma com atum braseado e pickles caseiros, e a outra com uns lingotes dourados de foie gras com compota de ameixas de Elvas e pão de frutos

 

Andava-me a apetecer leitão há uns tempos, e foi o que pedi. Satisfazia a vontade de comer leitão, mas num contexto diferente.

 

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Leitão confitado (24 h) com arroz frito com camarão e manga

 

Estava fantástico, suculento e com uma pele crocante. O arroz excelente e exótico. Tinha um toque q.b. de conforto e outro de aventura.

 

Para terminar... tinha mesmo que ser uma sobremesa de restaurante.

 

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A calçada de Lisboa com mousse de ginja

 

O menu de take away do Eleven promete uma cozinha com uma estrela Michelin em casa. De facto os pratos que me trouxeram, não sendo exatamente os do restaurante, traziam tanto quanto possível a cozinha de um restaurante como o Eleven. Faltam, todas as outras componentes da experiência. e são tão importantes! Mas por agora é o possível.

 

Lamento as fotos, mas foram as melhores que tinha. Mas não podia deixar de relatar esta experiência. Digo no título do post que a relação custo benefício foi excelente. Foi talvez a melhor de todas as refeições que pedi. Por tudo o que mostrei (e que dá para mais do que uma pessoa, ou para mais do que uma refeição) paguei 43 euros.

 

Parabéns, e um obrigada, ao Joachim Koerper e à equipa do Eleven pela experiência que nos proporcionam.

 

 

15
Fev21

Desta vez fui transportada para uma bolha bem fora do momento presente... Um prato do Kanazawa que me encheu as medidas.

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Se me perguntarem qual o prato que mais me marcou no último ano, foi este! A foto está má e, convenhamos, nem sequer é um prato bonito. Mas talvez tenha sido o único prato de que não me vou esquecer deste ano. Tive sorte, pois foi a primeira vez que pedi comida do Kanazawa, e descobri agora que mudam semanalmente os menus, e nos anteriores que vi este prato não estava. Era uma entrada, e quando li - Tarte Fina de Maçã com Foie Gras e Fígado de Tamboril, ficou imediatamente decidido que tinha que a comer. 

 

Dizem que as pessoas nesta situação que estamos a passar querem comida conforto. Olhando para os menus de alguns restaurantes fico com a sensação que é a esse desejo que tentam responder. São pratos aparentemente diferentes dos habituais do restaurante, são pratos de comida conforto. Outros apostam numa cozinha informal, para partilhar, para comer com as mãos... Tudo apostas válidas! Tudo uma adaptação necessária a um novo formato em que reproduzir a carta do restaurante é impossível. Eu por vezes procuro as coisas anteriores, mas neste momento sobretudo procuro pratos que me surpreendam, com combinações e sabores que me façam "viajar", que me façam sair de casa, que me façam sonhar.

 

Foi exatamente isto que que senti ao comer a Tarte Fina de Maçã com Foie Gras e Fígado de Tamboril. Um prato de sabores fortes, que não será consensual, para mim um prato maravilhoso, que me trouxe o que ainda nenhum outro tinha conseguido.

 

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Veio também um excelente Chirashi (arroz de sushi com fatias de sashimi fresco). Estava óptimo. Mas o fator surpresa, o prato que me transportou para uma bolha, para fora da terrível situação que estamos a viver foi mesmo a tarte. Obrigada Paulo!  (Ainda fui ver se tinha o seu número de telefone para lhe agradecer, mas não tinha...)

 

O Origami que vinha agrafado ao saco foi um pormenor que também fez a diferença!

 

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11
Fev21

100 Maneiras 2GO - pensar dentro da caixa

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Tenho estado a ver na Opto a mini-série documental biográfica sobre o Ljubomir Stanisic. Ele não é de meios termos, ele não é consensual, e dá para entender porquê. Como não é de meios termos, expõe-se muito também, e por vezes comove mesmo. Dá também para ter uma visão do trabalho do Ljubo, pois as facetas que a maior parte das pessoas conhecem, não são as mais interessantes.

 

Um dia, depois de ver um dos episódios, pedi comida do 100 Maneiras 2GO , o serviço de take away e delivery criado no contexto em que vivemos. Diz o site que pela primeira vez pensaram dentro da caixa, e a primeira coisa que chama a atenção são as caixas. Materiais recicláveis e mais amigos do ambiente, adaptados aos produtos que transportam. Todas as embalagens personalizadas com autocolantes que indicam a secção da ementa em que está incluído o produto que transportam: Go Crunchy, Go Bosnian, Go Nasty, Go Cool, Go Hot, Go Happy, Go + e Go Saucy.

 

Da Go Cool veio 

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Terrina de bochecha e língua de vaca com pezinhos e orelha de porco, acompanhada por mostarda e salada de agrião e pickles

 

Aqueles, de certa forma, ingredientes hardcore, resultam numa terrina com uma grande leveza e uma textura fantástica. A salada excelente. Adorei! 

 

Da Go Bosnian veio

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Burek jugoslavo de queijo e espinafres, com molho de iogurte

 

Foi a primeira coisa que comi, um bom bocado antes das outras coisas. Acho que é receita da Mãe do Ljubo. Soube-me tão bem! 

 

Da Go Hot veio

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Entrecosto de porco fumado durante 6 horas com uma mistura de especiarias, pimentos e maçãs fumadas, com chips de batata, molho de mostarda e molho barbecue

 

Nunca vos aconteceu fazer uma escolha e pensar, que não entendem porque estão a fazer aquela escolha? Ninguém me obrigou, a decisão foi minha, e nem sei porque tomei esta decisão... é que não sou particularmente amiga de fumados... e ainda menos de fumados e molho barbecue. Pedi, e imediatamente pensei que este confinamento já estava a afetar com a minha capacidade de escolha...

 

Comi? Claro que sim. A textura era fantástica! O sabor a fumado, confesso que um pouco mais forte do que me apeteceria. Era imenso, deu para duas (boas) refeições.

 

Da Go + veio ainda 

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Pão Rosa

 

O nome está relacionado com a forma, mas certamente também com a Rosa, a Mãe do Ljubo. Foi o meu pequeno almoço do dia seguinte.

 

Gostei muito. Há outras coisas que vou experimentar, estou tentada a pedir duas terrinas (com a salada à parte) para ir comendo, a pedir bureks com outros recheios, a experimentar outras coisas. Quem sabe um dos cocktails do bar do Bistro...

 

É bom ver surgir tantas novas opções. É bom poder disfrutar delas. Mas não há nada como ir aos restaurantes! Não há mesmo.

 

 

09
Fev21

Uma ideia brilhante!

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Quando vi não pude evitar uma gargalhada, a que se seguiu um sorriso persistente. Tudo isto não é de somenos importância nos dias que correm.

 

Um "ovo" de Páscoa vegano. Alguns irritam-se pois a ideia base foi a designação da beringela em inglês dos EUA (eggplant), mas o nome em inglês do Reino Unido (aubergine) não ajudava. O que interessa? A ideia é brilhante! O nome dá para um engraçado trocadilho com a designação da linha de produtos (Plant Kitchen).

 

E vai mais um sorriso! Gosto mesmo! Vou ter que ter um, nem que seja para comer no Natal...

 

Foto DAQUI

 

07
Fev21

O rótulo encantou-me! E o chocolate também! Mas houve mais...

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Quando olhei para a embalagem fiquei mesmo contente. Além de bonita, tinha um conjunto de informações que, como já referi, acho importantes e normalmente não são disponibilizadas.  Ainda não tinha provado o chocolate e a embalagem já me tinha criado grandes, e boas, expetativas. No verso ainda tinha mais informações, sobre a origem, a forma como o cacau tinha sido processado e até sobre a película que envolvia o chocolate. 

 

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Contudo, o que de facto me cativou mais foi a informação sobre  as características sensoriais, e as sugestões de pairing

 

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Os chocolates podem ser tão diferentes! Impossível conhecê-los todos, e informações destas permitem opções de compra mais informadas. Nem todos somos especialistas de tudo, e era tão bom que muitos mais produtos tivessem na embalagem este tipo e informação.

 

Ah! Sim! Tinha um Sencha que preparei cuidadosamente. Soube-me muito bem um momento de descanso a saborear o chocolate da colheita de 2017, acompanhado por uma chávena do sencha de 2016.

 

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Descobrir a craft chocolate revolution, como referida no rótulo, tem sido uma atividade fascinante nos últimos três anos. E, convenhamos, às vezes limitarmo-nos apenas ao local é mesmo muito limitativo. O mundo é grande! Neste caso, o cacau veio da região de Sambirano em Madagáscar e foi transformado em chocolate na Suécia, o chá veio da perfeitura de Shizuoka no Japão, saboreei-os em Portugal, e a vida era mais pobre sem estas experiências.

 

Detalhes como estes dão mais qualidade, e ajudam a passar os dias que nesta altura vivemos.

 

 

06
Fev21

O almoço veio do Boi Cavalo e deu muito em que pensar.

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É tão bom comer aquilo que é preparado por outros! Para além da técnica, há a diversidade de aproximações, há o que cada prato reflete da personalidade de quem o cria, há as combinações de sabores... vários aspetos relacionados com o emissor. Mas, na forma como o prato é percepcionado, há ainda que considerar o recetor, o seu gosto, a sua personalidade, o seu estado de espírito, o seu percurso de vida e referências. Assim como duas pessoas com os mesmos ingredientes e a mesma receita cozinham dois pratos diferentes, também duas pessoas que comem o mesmo prato o percepcionam de forma diferente. O almoço de há uns dias, fez-me refletir sobre tudo isto.

 

Estou farta do que cozinho. Já não há pachorra! Há dias estavam-me a apetecer sabores diferentes e variedade. Há muito que andava com vontade de pedir comida do Boi Cavalo. Aliás, antes disso, há muito que andava a pensar lá voltar, mas ainda não tinha calhado. Calhou desta vez, não ir lá, mas pedir comida. Não é a mesma comida que teria no restaurante, é a que criada pelo Hugo Brito para este novo modelo de consumo, e acho que reflete bem as características do emissor. Já a percepção, foi muito influenciada também pelo recetor...

 

Olhei para o menu, queria variedade, nada melhor do que pedir as três entradas.

 

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Croquetes de entrecosto, mostarda de satay

 

Dois bons croquetes, saborosos e com uma boa textura. A mostarda avivava o sabor, e no final persistia o aroma do satay, relativamente discreto, mas o suficiente para lembrar outras experiências e situações mais exóticas. Quando se olhava tudo era familiar, quando se provava havia ali um discreto toque de irreverência. Impossível não sorrir!

 

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Gyozas de berbigão, molho ponzu

 

Neste caso a situação era diferente, sem relação com a nossa cultura alimentar, apesar de familiar em consequência de muitas viagens à mesa. Quando se trincava, o sabor e os berbigões remetiam para memórias de sabores bem antigas, para a infância, bem antes de ter alguma vez ouvido falar de gyozas. E eu gosto tanto de berbigão! Impossível não sorrir!

 

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Koftas de batata-doce fumada, maionese de amêndoas

 

Se nas duas propostas anteriores havia algo de familiar, nesta não havia referências a que associar à imagem visual. Mais não havia que fazer do que provar, com alguma expetativa. Um contraste absoluto de cores, um sabor exótico, diferente... Um pulo no desconhecido. Impossível não ficar pensativa! Conclusões? Agradável, mas acho que melhorava com a inclusão de alguma textura que contrastasse.

 

Objetivos atingidos, guardei para o fim algumas gyosas, era aquele o sabor com que queria ficar no final.

 

Para acompanhar a refeição, uma Bread Combo.

 

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Não esta, mas uma que estava no meu frigorífico. Uma cerveja resultante de uma parceira entre a Musa e a Gleba. Assim descrita no site da Musa:

É filha da mãe massa que a Gleba preparou e do pão que o Diogo amassou. Uma experiência complexa com notas de citrinos, pimenta e padaria aos sábados de manhã. Boa para cacete! 

Era mesmo. Ainda por cima, pouco tempo antes tinha convidado o Diogo Amorim, que há alguns anos frequentou o mestrado em Ciências Gastronómicas, para falar para os atuais alunos sobre o projeto Gleba. Também a cerveja me fez pensar no percurso do Diogo, na forma como aprofunda o conhecimento, na paixão pelo que faz...

 

Foi um bom almoço! Tanto quanto possível...  é que não há nada como ir a um restaurante! 

 

Menu DAQUI

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20
Jan21

Há alturas em que um soufflé de chocolate faz milagres!

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Há alturas em que um soufflé de chocolate faz milagres!

 

Há uns anos comprei este postal:

 

things are getting worse please send chocolate | Send chocolates,  Lettering, Chocolate

 

Está no espelho do meu quarto, assim nunca me esqueço deste recurso se necessário for.

 

Mas há alturas em que um soufflé de chocolate está em vantagem, já que ao sabor forte, aos estimulantes cafeína, serotonina, teobromina e fenietilamina, junta uma textura leve, uma espuma mais sólida numas zonas, e mais cremosa noutras, é quente (o que nestes dias de frio não é de importância menor), e ainda dá o prazer de o vermos crescer e transformar-se no forno.

 

Não é que eu ambicione um prémio Nobel (ou qualquer outro), mas há que considerar também o que diz Eric Cornell,  um físico americano a quem em 2001 foi atribuído o prémio Nobel da Física: 

 

"I attribute essentially all my success to the very large amount of [dark] chocolate that I consume."

 

Será que o soufflé de chocolate também funciona para isto?

 

 

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