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Assins & Assados

Numa outra vida devo ter vivido num país asiático (III)

por Paulina Mata, em 15.07.17

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Não sei se temos várias vidas. Mas, se tal acontece, numa outra devo ter vivido num país asiático, já que as minhas visitas a países asiáticos foram muito poucas, e por vezes acordo ao fim de semana, tarde, e com uma irresistível de um brunch de dim sum

 

Um bule de chá, que será cheio mais uma ou duas vezes, sabores diferentes, e um gosto umami forte. Há dias foi assim no Grande Palácio:

 

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Sopa de Raviolis de Camarão

 

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Vieiras com Alho

 

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 Patas de Galinha com Feijão Preto (nunca podem faltar)

 

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 Fan Kor Zhiu Zhou

 

Estes nunca tinha comido, e pelo nome não sabia ao que ia, descobri no recheio, amendoim, porco, camarão seco e cogumelos shiitake. Vim a saber depois que são da região de Guangdong no sul da China.

 

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Lichias

 

 

 

 

 

Portugal - os nossos sabores e o conforto que dão

por Paulina Mata, em 27.03.17

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Em  qualquer viajem o momento do regresso a casa é sempre bom. É regressar ao nosso espaço e conforto, e aos nossos sabores. Nesta viagem à volta do mundo à mesa em Lisboa, resolvi fazer uma paragem em Portugal. Para isso escolhi um restaurante onde vou frequentemente há mais de 40 anos, e onde sempre me dei bem - o Cova Funda, perto da Alameda Dom Afonso Henriques. Um restaurante de bairro, sempre muito concorrido, um restaurante simples, mas em que o que importa - a comida - é sempre bem confecionada e com bons produtos.

 

Ir ao Cova Funda é sempre ter uma escolha variada, que muda consoante a oferta da época e o disponivel no momento. É encontrar uma série de pratos e sabores que fazem parte das nossas memórias gastronómicas. As doses são grandes e, desde que complementadas por uma sopa ou umas entradas, dão bem para duas pessoas.

 

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Numa recente ida ao Cova Funda, depois dos salgadinhos iniciais, chamuças e rissóis de camarão, pedimos uma sopa. As sopas aqui têm a particularidade, de que muito gosto, de virem numa terrina. Pedimos sopa para 2 pessoas, e depois de 2 pratos cada, ainda ficou sopa na terrina. Gosto desta forma de servir, que de certa forma nos remete para o passado, um ambiente familiar de generosidade e partilha.

 

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Veio então um óptimo Arroz e Polvo

 

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E para sobremesa apenas uma laranja

 

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Num outro jantar, comemos lá um óptimo Coelho à Caçador

 

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A que se seguiu um leite creme 

 

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Recentemente, a caminho de casa, passei à porta e na montra li "Hoje temos Lampreia". Impossível resistir...

 

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Que continuem a existir muitos restaurantes como o Cova Funda, que nos sirvam os nossos sabores, com produtos de qualidade e bem confecionados, e ainda por cima a preços acessíveis.

 

Cova Funda  -  Rua Augusto Machado, 3A-B

 

 

Suiça - com queijo concerteza

por Paulina Mata, em 24.02.17

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A paragem mais recente nesta viagem à mesa em Lisboa foi na Suíça. Num ambiente muito em consonância com o tipo de cozinha fizemos uma refeição onde o queijo não faltou.

 

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Começámos com uma cerveja, que acompanhou o couvert e toda a refeição.

 

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Para entrada partilhámos: 

 

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Raclette à la Portion - queijo de raclette, batatas, cornichons e pickles de cebolinhas

 

 

Dissemos que íamos partilhar os pratos seguintes e eles chegaram-nos já divididos:

 

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Saumon Poché au Fromage Schabzieger (Queijo de Ervas do Cantão Glarus) com Couves de Bruxelas e Spätzli

 

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Língua de Vitela com Rösti com Speck

 

Para sobremesa pedimos que nos sugerissem algo leve, e veio um agradável doce: 

 

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Mousse de Maçã "Chrige" com sumo biológico não filtrado, Limão e Natas

 

Tanto quanto sei o único restaurante suíço em Lisboa. Um ambiente agradável, acolhedor e muito suíço. O dono é muito simpático e disponível para aconselhar. Uma comida muito familiar. Uma refeição diferente e agradável.

 

 

Bistro Edelweiss - Rua de São Marçal, 2

 

 

 

 

México - e a sua colorida comida

por Paulina Mata, em 10.02.17

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A visita ao México, nesta viagem à volta do mundo à mesa em Lisboa, foi ali para os lados do Cais do Sodré. Foi no Las Ficheras.  Uma refeição mais Tex-Mex (uma fusão de cozinha Texana e Mexicana) do que tradicionalmente mexicana. Pela minha experiência esta é a comida oferecida pela maioria dos restaurante mexicanos que tenho encontrado pela Europa.

 

Começámos com

 

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Cacahuates enchilados
amendoins tostados e temperados com sumo de citrinos e chili

Pimientos Padron e Totopos

 

Acompanhadas de Maguerita, cerveja Sol ou um Virgin Mojito (sem álcool), consoante o gosto e a idade.

 

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Seguiram-se duas entradas:

 

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Pico de gallo y totopos
tiras de tortilha de milho crocante, regadas com molho fresco de tomate picado, cebola e sumo de lima, cobertas com queijo fresco esfarelado e creme de coentros. 

 

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Nachos con Carne
totopos com queijo, pico de gallo, jalapeños e chile com carne 

 

Depois partilhámos 3 pratos:

 

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Chile de carne
carne picada estufada com especiarias, variedade de chilis, feijão vermelho, queijo fresco esfarelado e coentros, acompanhada com tortilha de milho crocante

 

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Burrito Las Ficheras
tortilha de trigo recheada com carne de vaca picada, puré de feijão, pico de gallo, arroz e queijos Monterey Jack e Cheddar

 

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Fajitas de Novilho
tortilhas frescas, tiras novilho grelhado, tiras de pimentos e cebola branca, acompanhadas por puré de feijão preto, guacamole e salsas verde e roja

 

Acabámos com umas modernas sobremesas, agradáveis e com sabores mexicanos:

 

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Esponjoso de maracuyá con tequilla

 

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 Cornucopia de Hibiscus e cacahuetes con Mousse de Aguacate

 

Um almoço de sábado agradável e com sabores fortes, a recordar a descoberta, há muitos anos, destes sabores em Londres. Também por isso soube bem.

 

 

Las Ficheras - Rua dos Remolares, 34, Cais do Sodré, Lisboa

 

 

Suécia - um almoço num ambiente a condizer

por Paulina Mata, em 30.01.17

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Há precisamente um ano propus-me viajar à mesa em Lisboa, fazer paragens em tantos países quanto possível, e relatar aqui essas paragens (ou pelo menos algumas, pois há paragens que tenho repetido e sobre outras não me apetece escrever). Durante este ano fiz 23 paragens, em mesas de 22 países diferentes. Outras estão previstas, algumas das que já fiz não poderão ser repetidas, pelo menos nos mesmos locais, pois estes fecharam. A viagem vai prosseguir...

 

A paragem de que hoje dou conta foi na Suécia, num ambiente sueco, ou seja no IKEA. O que se paga pelo que se come, em regime de self-service, é mais do que razoável, o que se come, sobretudo se se tiver em conta a relação preço/qualidade, é bom. Também aqui se adaptam aos gostos ao público e aos tempos que correm, há propostas vegetarianas e há propostas ao gosto nacional, como francesinhas ou o bacalhau assado, por exemplo.  Por todas estas razões os clientes que ali acorrem para as suas refeições são muitos. Eu no IKEA como pratos suecos, afinal vou lá 2 ou 3 vezes por ano no máximo.

 

Para iniciar partilhámos uma entrada, com bandeirinha e tudo!

 

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Wrap de salmão marinado

 

Seguiram-se as inevitáveis almôndegas suecas, um dos meus (non) guilty pleasures. Gosto a combinação com o molho de natas e sobretudo com o doce de arandos e o puré que é muito razoável. 

 

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 Almôndegas suecas

 

Não costumo comer sobremesa, mas post obriga... e partilhámos um bolo

 

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 Tarte de caramelo e chocolate (Daim)

 

Para acompanhar uma bebida de sabor floral e delicado (não, não vinha com bandeira, fui eu que a meti lá, achei que ficava mais compostinha para a foto).

 

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 Bebida de Flor de Sabugueiro

 

Não será a melhor comida sueca. É a possível e é agradável.

 

 

Restaurante do IKEA de Alfragide

 

1ª Foto DAQUI

 

 

Tailândia - uma cozinha de aromas frescos e intensos

por Paulina Mata, em 21.11.16

 

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Nesta 23ª paragem (e 22º país) na viagem que me propus fazer à volta do mundo em Lisboa o destino foi a Tailândia.

 

A cozinha tailandesa, que não está muito presente na nossa restauração, é uma cozinha de que muito gosto. A minha primeira experiência foi há mais de 20 anos em Londres, o impacto foi grande pois aqueles sabores e aromas eram-me completamente desconhecidos. Há uns meses soube que tinha aberto um restaurante de comida tailandesa em Lisboa, o Sala Thai, perto da Av. de Roma. Fui lá almoçar, o restaurante estava completamente vazio e, por isso, foi com grande alegria que num sábado recente lá estive e encontrei o restaurante com bastante movimento. Espero que este se mantenha, e de preferência aumente, e que a oferta seja cada vez melhor. É bom ter mais um espaço onde desfrutar destes sabores em Lisboa.

 

A refeição começou com

 

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Satay Goong - espetadas de camarão grelhadas com molho de amendoim tailandês

 

Gosto muito das entradas de satay, em geral como de frango, e também já a comi na Sala Thai, desta vez experimentámos a de camarão, também bastante boa e com uma dose muito generosa.

 

Seguiu-se outro dos meus pratos preferidos. Os caris tailandeses são únicos, pela mistura de ervas aromáticas e outros temperos. Completamente distintos dos de outras cozinhas, acho que foram eles que inicialmente despertaram o meu encantamento pela cozinha tailandesa.

 

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Gang Keaw Waan Gai - caril verde de frango cozinhado com leite de coco, beringelas e folhas de mangericão frescas

 

E para terminar

 

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Sagu - Tapioca em leite de coco com manga doce, lima e fios de ovos

 

Sobremesas diferentes, gosto muito desta e foi bom encontrá-la aqui. Os fios de ovos deram-lhe um toque especial, sobretudo porque foram levados pelos portugueses para a Tailândia, uma das nossas influências em cozinhas de países distantes.

 

Uma refeição muito agradável que me deu vontade de voltar para experimentar outros pratos. Uma sugestão, deveriam ter na mesa apenas colheres e garfos (em vez da faca e garfo) como acontece na Tailândia.

 

 

1ª Foto DAQUI

Índia - os sabores do sul

por Paulina Mata, em 05.11.16

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Foi à denominada Costa do Malabar, que Vasco da Gama chegou em 1498, e Costa do Malabar é também o nome de um restaurante de cozinha indiana, tanto quanto sei o primeiro a nos trazer os sabores do sul da Índia. Na imprensa muito se tem falado deste restaurante, que abriu em Julho, e ele transformou-se num caso de sucesso. Na primeira vez que lá fui, tinha aberto há menos de um mês, apenas outra mesa estava ocupada. Quando recentemente lá fui jantar, a uma sexta feira, tivemos sorte em arranjar logo mesa, a única livre, e pouco depois havia um grupo à porta à espera de mesa.

 

Começámos com duas entradas

 

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Uzhunnu Vada

pastéis de lentilhas, gengibre, pimenta preta e folhas de caril com chutneys

 

costa do malabar 2.jpgCherayi Koonthal

lulas marinadas com especiarias do sul da Índia

 

A que se seguiu uma das famosas dosas

 

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Masala Dosa

crepe de arroz e lentilhas, recheado com puré de batata levemente temperado

 

Como prato partilhámos

 

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Meen Pollichath

peixe grelhado, marinado, enrolado em folha de bananeira

 

que acompanhámos com

 

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Lemon Rice

Arroz basmati cozinhado com limão, especiarias e amendoins

 

E porque o que é doce nunca amargou, e sabe sempre bem terminámos com

 

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Bebinca

uma sobremesa da culinária indo-portuguesa de Goa

 

Pratos diferentes do habitual, novos sabores, relativamente suaves, comida pouco picantes. Uma experiência interessante que terminou com a bem familiar, e que muito aprecio, bebinca. Muitas coisas desconhecidas para experimentar em próximas visitas que certamente farei. Preços baixos, e isso tem como consequência que os produtos também por vezes não tenham a qualidade ideal... mas, como em tudo, tem-se aquilo que se paga e de certa forma o que o mercado aceita. Com peixes com mais qualidade, certamente a experiência seria ainda melhor, mas por 3,9 euros pelo prato de lulas e 7,9 euros pelo de peixe, não é possível fazer milagres.

 

Costa do Malabar

Rua Rosa Damasceno 6A, Lisboa

 

1ª foto DAQUI

 

 

Líbano - Muito Bey um pedaço de Beirute em Lisboa

por Paulina Mata, em 19.10.16

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Gosto muito de comida do Médio Oriente e dos seus misteriosos sabores, já aqui o disse, de modo que quando soube da abertura de um novo restaurante libanês em Lisboa, não demorei muito tempo a lá ir. Aconteceu recentemente à hora do almoço, num dia em que estava pela zona do Cais do Sodré.

 

O nome do restaurante intrigava-me: Muito BEY. Fiquei esclarecida ao ler o verso do menu:

"O nosso nome diz tudo: somos de Beirute e somos apaixonados por Lisboa, a nossa cidade adotiva. Para exprimir esse sentimento, combinámos BEY - o acrónimo do aeroporto de Beirute, que simboliza a nossa abertura e a nossa simpática diáspora, com Muito Bem - a nossa expressão favorita em português! Muito Bey é basicamente o que aconteceria se puséssemos um pedaço de Beirute em Lisboa."

 

Cheguei a um espaço cheio de luz, alegre, decorado com bom gosto e onde me senti bem.

 

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Optei pelo menu de almoço (13,5 euros) que inclui 1 sopa ou salada, 2 mezze, 1 grelhado e 1 bebida. A escolha era variada e apetecia-me provar tudo (tenho que voltar), mas optei por:

 

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Tabulé (salada de salsa picada com bulgur, tomate, cebola e hortelã fresca), Mutabal (pasta de beringela assada com tahini) e Labné Meklié (almôndegas panadas fritas de iogurte cremoso coado), que vieram acompanhados por um pão. Tudo muito fresco e saboroso.

 

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Kafta (espetadas de carnes de vaca e de borrego picadas com salsa e cebola) muito bom também e que combinou muito bem com a salada que tinha chegado antes e com a pasta de beringelas.

 

Decidi provar também uma sobremesa.

 

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Reze Bi Halib (mil folhas de arroz doce aromatizado com água de flor de laranjeira). Uma sobremesa que faz bem a ponte entre Beirute e Lisboa, o "nosso" arroz doce, com um sabor e textura bem familiares, mas com o toque exótico que lhe dá a água de flor de laranjeira, entre camadas de uma fina massa crocante e com a indispensável canela.

 

Gostei muito! O serviço ainda precisa de uma afinação, o que é normal num restaurante que abriu há apenas uma semana, mas é um espaço que promete e que nos proporcionará certamente novas e boas experiências.

 

Chukran, que significa obrigado (e que no bem humorado lisbeiruti, a língua do Muito Bey, se diz Chukrado). É bom ter um restaurante assim em Lisboa.

 

 

Muito Bey, Rua da Moeda, 4A, Cais do Sodré, Lisboa

 

2ª Foto DAQUI

 

 

China - uma nova paragem para uma verdadeira aventura

por Paulina Mata, em 07.10.16

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Na Viagem à Mesa em Lisboa, que há uns meses comecei e tem andado em fase de pausa, voltei até à China. O objectivo foi comer pratos diferentes dos que alguma vez tivesse comido em restaurantes chineses. O restaurante escolhido foi o The Old House no Parque das Nações. Importante também foi arranjar companhia que alinhasse nas minhas (diferentes) escolhas.

 

De entrada comemos:

 

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Conjunto de Carne Marinada

 

Patas, línguas e moelas de pato marinadas e cozinhadas. Gosto destes sabores, gosto de pratos onde se usam estas partes dos animais menos habituais. São bem características de uma cozinha tradicional em que nada se desperdiçava, e onde a criatividade permitiu desenvolver formas interessantes de as comer. Não foi a minha estreia nas línguas de pato, mas foi a de quem me acompanhou. Uma experiência diferente, mas de que ambos gostámos muito. Já as patas de pato, uma estreia para ambos, não nos entusiasmou tanto. São difíceis de comer, e também têm pouco que comer. A nossa referência eram as patas de galinha, que nos habituámos a comer na canja em crianças, e que como muito em restaurantes chineses preparadas de outras formas, e de que gostamos bem mais - da textura e da recompensa pelo trabalho que temos.

 

Seguiu-se o prato principal.

 

TOH2.jpgPeixe Assado da Casa

 

Um robalo assado com acompanhamentos menos habituais - pepino, brócolos, amendoins e batata. Bem diferente de algum peixe assado que alguma vez tivéssemos comido. Uma experiência que valeu a pena.

 

Finalmente para sobremesa:

 

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Bing Fen

 

Uma sobremesa típica de Sichuan, caramelo, um xarope, cubos de um gel de agar praticamente sem sabor, cujo papel era essencialmente a textura que conferia, sésamo, bagas de goji e outros frutos secos. Disseram-nos para misturar tudo muito bem antes de comer. E... adorámos! Um género de sobremesa bem diferente das nossas, uma sobremesa leve, mas muitíssimo boa.

 

Fomos com o objectivo de comer apenas coisas bem diferentes do que algumas vezes tivéssemos comido... Uma óptima experiência. A repetir seguramente. Sair completamente para fora da nossa zona de conforto, de espírito aberto, é uma componente importante destas viagens à mesa.

 

The Old House

Rua da Pimenta - Parque das Nações

 

 

França - os seus sabores num dia em que todos os olhos estão virados para Paris

por Paulina Mata, em 10.07.16

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Dia de final do europeu é uma boa justificação para ir até Paris nesta viagem à volta do mundo à mesa em Lisboa. E assim foi... um almoço no Comptoir Parisien, um restaurante francês que recentemente abriu em Belém.

 

Decidimos sentar-nos dentro do restaurante, pareceu-nos mais agradável. O acolhimento foi bom e, posteriormente, o serviço bem simpático. Ouvia-se falar francês, e o menu chegou-nos também em francês, mas com a tradução.

 

De entrada escolhemos uma das sugestões do dia:

 

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 Pâté de Campagne et Saucisson

 

Muito francês, muito agradável, acompanhado por um copo de vinho branco, que também acompanhou o prato seguinte.

 

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Salade Niçoise "La vraie"

 

Não sei se era mesmo a autêntica, mas soube quase bem... Eu explico o "quase". Nos últimos anos houve uma praga que invadiu a restauração, um molho adocicado e escuro a que chamam redução de vinagre balsâmico. Um molho que em 99% (o 1% que falta é uma salvaguarda para alguma situação que não estou a ver neste momento) não faz lá falta nenhuma, de facto tudo era bem melhor se ele não estivesse lá, seja em que cozinha fôr. E esta salada, e também a que acompanhava o pâté, eram bem melhores se aquele molho não estivesse lá.  As azeitonas também eram das "pintadas", a salada ganharia com melhores azeitonas.

 

Ao longo da refeição a esplanada foi chamando por nós...

 

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Fomos para lá comer a sobremesa. Escolhi uma tarte Tatin. A última que tinha comido, num outro restaurante em Lisboa, deixou-me muitas dúvidas, e estava curiosa. Achei engraçada a apresentação. Gostei das gotinhas de mel e do caramelo levemente salgado. Comemos com agrado.

 

IMG_20160709_170254 (3).jpgTarte Tatin avec Glace Vanille

 

Mas deixou-me sérias dúvidas também. Na tarte Tatin cozem-se as maçãs com açúcar caramelizado e pôe-se uma massa folhada por cima que é a seguir cozida, sobre as maçãs. A massa não me pareceu folhada, e a parte de baixo não estava corada, portanto penso que não deve ter sido feita dessa forma. E a massa era mesmo o ponto fraco da sobremesa.

 

São poucos os restaurantes franceses em Portugal. Este, aberto recentemente por um casal de franceses que teve antes dois restaurantes em Paris e que se apaixonou por Lisboa e decidiu abrir cá um restaurante, dá-nos a oportunidade de comer comida francesa.  Fiquei com vontade de voltar para provar outros pratos. Mas da próxima deixo bem claro que quero tudo sem a redução de vinagre balsâmico, é que tudo será bem melhor.

 

Comptoir Parisien  -  Rua Vieira Portuense, 44, Belém, Lisboa