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Natal sem bolo Rei, não é Natal!

por Paulina Mata, em 09.12.17

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O bolo rei nasceu na Confeitaria Nacional, sendo a sua receita secreta seguida rigorosamente desde meados do séc. XIX. Foi inspirado no Gâteau des Rois, cuja receita, trazida de França pelo filho do fundador, foi modificada por vários mestres confeiteiros. Portanto uma tradição natalícia relativamente recente, mas rapidamente adoptada por todo o País. Tem os seus adeptos, mas também quem não aprecie, por não gostar da frutas cristalizadas. Penso que por causa disso foi criado, bem mais recentemente, o Bolo Rainha.

 

Eu gosto do Bolo Rei, e da graça e doçura que lhe dão as frutas. Um bolo que não dispenso nesta época. Ontem comi a primeira fatia deste ano. A escolha recaíu sobre o Bolo Rei da Alcoa. Uma estreia, dado que nunca tinha provado este Bolo Rei. A forma e a qualidade com que preservam a doçaria tradicional, e a renovam também, davam-me algumas garantias. É de facto é um bolo muito rico em frutas secas e cristalizadas e muito bom.

 

Natal sem Bolo Rei, não é Natal! E sem as luminações da Baixa também não. E sem mais uma série de outras coisas... Mas estas duas já me começam a fazer sentir na época! 

 

 

 

Um encontro com uma velha conhecida

por Paulina Mata, em 01.12.17

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Há muito que a conhecia, desde Dezembro de 2013 - quase há quatro anos. Descobria-a acidentalmente, pesquisei sobre ela e passou a ser um dos temas discutidos nas minhas aulas. Nunca nos tínhamos cruzado, até hoje... Não esperava encontrá-la, e de repente, ela ali estava! Ela não é a mulher na foto, ela está sobre a mesa e é a Black Cow Vodka. A primeira vodka no mundo produzida a partir de leite.

 

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A família de Jason Barber estava envolvida na indústria de laticínios desde 1833, ele seguiu as pisadas da família e criava vacas na sua quinta, sendo o leite usado para produzir queijo Cheddar.

 

Uma das suas bebidas favoritas era vodka. Jason Barber sabia que a partir do leite das éguas se fazia nalguns países uma bebida alcoólica. Então decidiu produzir vodka a partir do leite das suas vacas, ou melhor, a partir do soro obtido no fabrico do queijo. Tinha ainda a vantagem de resolverem o problema de um desperdício, tornando-o útil.

 

Fizeram testes durante três anos, até desenvolverem um método e um produto que o deixou satisfeito. Começaram então a produzir para vender. Uma vodka diferente das outras, mais suave e mais cremosa. O sucesso foi tanto que se inicialmente a vodka era um sub-produto do queijo, rapidamente o queijo se tornou num sub-produto da vodka, como dizem a brincar.

 

Li um artigo no The Guardian sobre isto em 2013, achei muito interessante, passei a falar disto nas aulas. Nunca tinha provado. Até hoje... e se repararem bem no que está em cima da mesa, podem ver que provei todos os produtos daquele leite, ou seja o queijo e a vodka Black Cow. Não bebo vodka normalmente, por isso não sei comparar. Esta provei pura, e gostei.

 

Trouxe também para casa um conjunto destes, para provar " the whole milk" com mais calma:

 

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Gostei mesmo deste encontro inesperado com uma vodka conhecida!

 

 

2ª e 3ª Fotos DAQUI

 

 

 

Espinafres que falam português!

por Paulina Mata, em 18.11.17

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Tirei-os da prateleira, meti-os no carrinho de compras, passei com eles pela caixa registadora, meti-os no frigorífico e, só mais tarde, quando os fui cozinhar, descobri que falavam português!

 

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Não foi uma surpresa e uma descoberta, foram duas de uma vez!

por Paulina Mata, em 17.11.17

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Há dias deram-me estes pequenos frutos. Não os identifiquei. Disseram-me que eram kiwis, mini kiwis. Não pareciam, a casca exterior não tinha a cor nem a penugem que associo aos kiwis, e era bem mais suave. Nada como abrir um para descobrir.

 

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Não restaram dúvidas. E depois de comer ainda menos. 

 

Nunca tinha visto, nunca tinha ouvido falar. Mas uma pequena pesquisa mostrou-me que até se produzem em Portugal.

 

Não foi uma surpresa e uma descoberta, foram duas de uma vez! 

 

 

PS

Hoje comprei uma caixa de mini kiwis e descobri que falavam português...

 

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A embalagem de 125 g tinha 14 kiwis. Resolvi pesá-los, e tinham entre 5,7 e 12 g.

 

Paul's Pastéis de Nata, ou seja, os nossos Pastéis de Nata

por Paulina Mata, em 05.10.17

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Que Lisboa está na moda, todos sabemos. Basta dar umas voltas pela cidade e ver a quantidade de turistas. Mas mesmo longe, também dá para me aperceber disso. Quando num período de poucos meses duas editoras inglesas publicam livros sobre a cozinha de Lisboa (este e este) ou quando abro a televisão, está a dar o The Great British Bake Off, um programa muito popular que já vai na oitava série, e o desafio técnico aos concorrentes é fazerem pastéis de nata.

 

Passou uma boa reportagem sobre os pastéis de Belém, em que foi dado bastante destaque à forma de colocar a massa folhada.

 

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Os sete concorrentes fizeram a sua versão, todos com base numa receita que lhes foi dada, o que envolvia fazer a massa folhada e o creme, montar os pastéis e cozê-los. Fazer em fornos domésticos é difícil, nunca fica a mesma coisa. Os resultados foram variados, mas o que ganhou pareceu-me uma boa versão. A análise pelo júri era bem completa, o pastel era virado ao contrário para ver se os círculos da massa eram visíveis, era analisado globalmente, depois cortado, a textura do creme analisada e finalmente eram provados.

 

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Uma pequena busca e já deu para ver algumas repercussões, de que destaco o caso de um hotel que "aproveitando a boleia " do programa os disponibiliza e, inclusivamente, puseram on-line um filme com todo o processo de produção:

 

 

 Ah! e para confirmar que Lisboa está na moda, o apresentador do programa, este senhor:

 

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disse que as pessoas em Lisboa são tão, tão bonitas, que foi a cidade em que ele se sentiu mais feio. Como diria Fernando Pessa, “E esta, hein?” 

 

 

Seguindo bons conselhos..

por Paulina Mata, em 02.10.17

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E sempre bom seguir os conselhos de quem nos lê.

 

Olhe, pelos filhos comemos vegan e muito mais, não tenho qualquer dúvida, mas um dia que ela vá festejar com os amigos, a Paulina vai ao St. John comer uns tutanos, umas morcelas e um caldinhos de borrego. Vai ver que não se arrepende e desenjoa-se um bocado.

 

E eu segui o conselho. Fui ao St John Bread and Wine comer uns tutanos. Que bem que me souberam! Mas a comida vegan também. Viva a variedade!

 

 

Sabe-se que se está num outro país quando... (I)

por Paulina Mata, em 22.09.17

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Sabe-se que se está num outro país quando se vai ao supermercado, um supermercado de bairro, relativamente pequeno, e as caixas de saquinhos de chá à venda têm 240 saquinhos, 160 saquinhos, e as mais pequenas de alguns tipos de chá 80 saquinhos.

 

 

Um chouriço com mais de três metros

por Paulina Mata, em 25.08.17

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Gosto tanto quando as coisas passam a ter outro significado porque as associamos a pessoas ou memórias. Na cidade onde estou em Inglaterra há, no centro, um supermercado polaco relativamente grande. Gosto de conhecer comidas diferentes, entraria sempre. Mas nos últimos dois anos tive várias alunas de Erasmus polacas, que me falaram da comida do país delas. Assim passou a ter outro significado. Entrar lá faz-me recordá-las e a conversas que tivemos.

 

A primeira a falar de kabanos foi a Dorota, depois foi à Polónia no Natal e ela, a Izabella e a Krystyna trouxeram para provarmos vários produtos polacos, entre eles kabanos, com vários temperos. A Monika dizia que não gostava nada dos nossos enchidos, que os deles eram diferentes e falava de kabanos. São um enchido de porco temperado com especiarias e fumado, muito fino e longo.

 

Já fui duas vezes ao supermercado polaco nos últimos dias e trago sempre uma embalagem de kabanos, e lembro-me sempre delas e destas conversas. Da primeira vez quando cheguei a casa, metade já estava comido. Da segunda vez contive-me, tinha curiosidade em saber o comprimento.  Medi: 3 metros e 5 centímetros.

 

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De vez em quando parto um pedaço para comer. Descreveria o sabor como sendo entre o chouriço e as salsichas. Gosto muito e aquela forma permite um modo de consumo diferente.

 

Ah! e trouxe também uma lata da pasta de fígado que a Mãe da Monika lhe mandava e que ela levou um dia para me dar a provar.

 

 

Coco com abertura fácil

por Paulina Mata, em 15.08.17

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Há dias no supermercado vi uma prateleira cheia de cocos como este. Um coco com abertura fácil!!!!???? Meti logo um no cesto.

 

Ao chegar  casa chegou também a hora de o observar bem e, claro, beber a água de coco. 

 

Por baixo a palhinha, bem arrumada no suporte usado para o manter de pé:

 

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Pequei nele, com cuidado e atenção. O anel da abertura fácil até tinha a cor e o aspecto da casca do coco... detalhes que são importantes. Fundamental para dar um ar mais natural e orgânico.

 

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Segui as instruções, meti o dedo na argola e puxei. Não foi preciso fazer força, imediatamente a argola saiu. Tapava um pequeno orifício. Um quadradinho da casca dura tinha ido tirado, mas o acesso ao interior continuava fechado. A polpa do coco não tinha sido furada. Que precisão... Um aspecto importante para manter a água de coco inalterada.

 

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Depois foi só colocar a palhinha e beber.

 

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Adorei! Uma ideia brilhante!

 

 

 

Se não fosse a minha cidade, queria lá ir de certeza...

por Paulina Mata, em 01.08.17

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Estava a passar as páginas da revista Good Food  e de repente um artigo sobre Lisboa de Marina O' Loughlin. Na primeira página surgia uma questão:

 

Marina's fell in love with Lisbon ancient quarters, beautiful tiled buildings, and gorgeous food years ago. Would the city live up to her rose-tinted memories?

Fui lendo...

 

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Lendo... e pensando: Se não conhecesse, queria visitar esta cidade.

 

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 E no final foi bom ler: 

Does my love for lisbon survive?  Hell, yes. This is a dazzling city - even if it has been well and truly discovered. But there's always an upside, the eating is now even better.

 

Eu também acho.