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Paul's Pastéis de Nata, ou seja, os nossos Pastéis de Nata

por Paulina Mata, em 05.10.17

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Que Lisboa está na moda, todos sabemos. Basta dar umas voltas pela cidade e ver a quantidade de turistas. Mas mesmo longe, também dá para me aperceber disso. Quando num período de poucos meses duas editoras inglesas publicam livros sobre a cozinha de Lisboa (este e este) ou quando abro a televisão, está a dar o The Great British Bake Off, um programa muito popular que já vai na oitava série, e o desafio técnico aos concorrentes é fazerem pastéis de nata.

 

Passou uma boa reportagem sobre os pastéis de Belém, em que foi dado bastante destaque à forma de colocar a massa folhada.

 

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Os sete concorrentes fizeram a sua versão, todos com base numa receita que lhes foi dada, o que envolvia fazer a massa folhada e o creme, montar os pastéis e cozê-los. Fazer em fornos domésticos é difícil, nunca fica a mesma coisa. Os resultados foram variados, mas o que ganhou pareceu-me uma boa versão. A análise pelo júri era bem completa, o pastel era virado ao contrário para ver se os círculos da massa eram visíveis, era analisado globalmente, depois cortado, a textura do creme analisada e finalmente eram provados.

 

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Uma pequena busca e já deu para ver algumas repercussões, de que destaco o caso de um hotel que "aproveitando a boleia " do programa os disponibiliza e, inclusivamente, puseram on-line um filme com todo o processo de produção:

 

 

 Ah! e para confirmar que Lisboa está na moda, o apresentador do programa, este senhor:

 

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disse que as pessoas em Lisboa são tão, tão bonitas, que foi a cidade em que ele se sentiu mais feio. Como diria Fernando Pessa, “E esta, hein?” 

 

 

Seguindo bons conselhos..

por Paulina Mata, em 02.10.17

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E sempre bom seguir os conselhos de quem nos lê.

 

Olhe, pelos filhos comemos vegan e muito mais, não tenho qualquer dúvida, mas um dia que ela vá festejar com os amigos, a Paulina vai ao St. John comer uns tutanos, umas morcelas e um caldinhos de borrego. Vai ver que não se arrepende e desenjoa-se um bocado.

 

E eu segui o conselho. Fui ao St John Bread and Wine comer uns tutanos. Que bem que me souberam! Mas a comida vegan também. Viva a variedade!

 

 

Sabe-se que se está num outro país quando... (I)

por Paulina Mata, em 22.09.17

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Sabe-se que se está num outro país quando se vai ao supermercado, um supermercado de bairro, relativamente pequeno, e as caixas de saquinhos de chá à venda têm 240 saquinhos, 160 saquinhos, e as mais pequenas de alguns tipos de chá 80 saquinhos.

 

 

Um chouriço com mais de três metros

por Paulina Mata, em 25.08.17

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Gosto tanto quando as coisas passam a ter outro significado porque as associamos a pessoas ou memórias. Na cidade onde estou em Inglaterra há, no centro, um supermercado polaco relativamente grande. Gosto de conhecer comidas diferentes, entraria sempre. Mas nos últimos dois anos tive várias alunas de Erasmus polacas, que me falaram da comida do país delas. Assim passou a ter outro significado. Entrar lá faz-me recordá-las e a conversas que tivemos.

 

A primeira a falar de kabanos foi a Dorota, depois foi à Polónia no Natal e ela, a Izabella e a Krystyna trouxeram para provarmos vários produtos polacos, entre eles kabanos, com vários temperos. A Monika dizia que não gostava nada dos nossos enchidos, que os deles eram diferentes e falava de kabanos. São um enchido de porco temperado com especiarias e fumado, muito fino e longo.

 

Já fui duas vezes ao supermercado polaco nos últimos dias e trago sempre uma embalagem de kabanos, e lembro-me sempre delas e destas conversas. Da primeira vez quando cheguei a casa, metade já estava comido. Da segunda vez contive-me, tinha curiosidade em saber o comprimento.  Medi: 3 metros e 5 centímetros.

 

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De vez em quando parto um pedaço para comer. Descreveria o sabor como sendo entre o chouriço e as salsichas. Gosto muito e aquela forma permite um modo de consumo diferente.

 

Ah! e trouxe também uma lata da pasta de fígado que a Mãe da Monika lhe mandava e que ela levou um dia para me dar a provar.

 

 

Coco com abertura fácil

por Paulina Mata, em 15.08.17

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Há dias no supermercado vi uma prateleira cheia de cocos como este. Um coco com abertura fácil!!!!???? Meti logo um no cesto.

 

Ao chegar  casa chegou também a hora de o observar bem e, claro, beber a água de coco. 

 

Por baixo a palhinha, bem arrumada no suporte usado para o manter de pé:

 

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Pequei nele, com cuidado e atenção. O anel da abertura fácil até tinha a cor e o aspecto da casca do coco... detalhes que são importantes. Fundamental para dar um ar mais natural e orgânico.

 

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Segui as instruções, meti o dedo na argola e puxei. Não foi preciso fazer força, imediatamente a argola saiu. Tapava um pequeno orifício. Um quadradinho da casca dura tinha ido tirado, mas o acesso ao interior continuava fechado. A polpa do coco não tinha sido furada. Que precisão... Um aspecto importante para manter a água de coco inalterada.

 

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Depois foi só colocar a palhinha e beber.

 

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Adorei! Uma ideia brilhante!

 

 

 

Se não fosse a minha cidade, queria lá ir de certeza...

por Paulina Mata, em 01.08.17

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Estava a passar as páginas da revista Good Food  e de repente um artigo sobre Lisboa de Marina O' Loughlin. Na primeira página surgia uma questão:

 

Marina's fell in love with Lisbon ancient quarters, beautiful tiled buildings, and gorgeous food years ago. Would the city live up to her rose-tinted memories?

Fui lendo...

 

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Lendo... e pensando: Se não conhecesse, queria visitar esta cidade.

 

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 E no final foi bom ler: 

Does my love for lisbon survive?  Hell, yes. This is a dazzling city - even if it has been well and truly discovered. But there's always an upside, the eating is now even better.

 

Eu também acho.

 

 

Coisas simples que mudam os dias

por Paulina Mata, em 31.07.17

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Coisas simples, mas que mudam os dias. Tão bonito!

 

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Há dois dias era tudo verde. Hoje já não.

por Paulina Mata, em 25.07.17

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Há dois dias era tudo verde. Hoje já não.

 

Foi aqui que eu nasci e passei a minha infância, e depois muitas férias. O fogo entrou dentro da terra. Felizmente não arderam casas, mas arderam hortas e quintais. Parte do nosso quintal ardeu. Ardeu o loureiro cujas folhas sempre usei para cozinhar. 

 

Estou longe, mas o pensamento está lá. E as notícias vão chegando de quem combate o fogo, de quem vive a tragédia de perto.

 

Tantas vezes ali, em criança fiz estes bolos em casa da minha Avó...


Cavacas de Envendos

Ingredientes:

  • 500 g de farinha de trigo ;
  • 2 dl de azeite muito bom ;
  • 1 cálice de aguardente ;
  • meia colher de sopa de bicarbonato de sódio ;
  • 18 ovos ;
  • 500 g de açúcar ;
  • azeite para untar

Confecção:

Batem-se muito bem 11 gemas com 2 ovos inteiros. Junta-se depois em fio, e batendo sempre, o azeite, até se obter uma massa espessa e esbranquiçada.
Adiciona-se em seguida a aguardente e a farinha peneirada com o bicarbonato. Amassa-se tudo muito bem.
Em seguida, começam a juntar-se os restantes ovos, uma um, trabalhando a massa. Se esta não estiver bem branda  junta-se mais um ovo.
Unta-se um tabuleiro com azeite onde se deita a massa com uma colher de sopa, devendo as colheradas ficar espaçadas umas das outras. Querendo, coze-se a massa em formas de queques untadas com azeite. Levam-se a cozer em forno brando, sendo esta cozedura bastante demorada.
Batem-se as restantes claras com o açúcar até se obter uma mistura bem espessa. Se as claras forem muito grandes, junta-se um pouco mais de açúcar.
Depois de frias, cobrem-se integralmente as cavacas com a cobertura de claras e açúcar. Põem-se a secar sobre uma camada de caruma de pinheiro.

 

 

 

 

Ao Pôr do Sol

por Paulina Mata, em 13.07.17

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Um pôr do Sol...

 

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Saboroso!

 

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Deixei-os lá. Mas com alho, sal e oregãos teriam ficado bem...

por Paulina Mata, em 11.07.17

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Numa panela de água com alho sal e oregãos teriam ficado muito bem. Mas deixei-os lá...

 

 

Verdade, verdade... ficaram lá pois eram muito pequenos ainda.