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Numa outra vida devo ter vivido num país asiático (II)

por Paulina Mata, em 22.04.17

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- São também umas patas de galinha com feijão preto.

 

- Viveu em Macau?

 

- Não, nunca.

 

- Ah! É que só os portugueses que viveram em Macau é que pedem isto.

 

 

Estou mesmo fora se moda... e gosto.

por Paulina Mata, em 20.04.17

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"I hate the phrase "Fine Dining". The era of sitting in a restaurant for hours, eating eight courses, is over." 

Claude Bosi (Revista Jamie - Abril 2017)

 

Estou mesmo fora de moda, para mim das coisas boas da vida é estar sentada à mesa muitas horas, a comer oito pratos ou mais...

 

 

 

 

Óleo para fritar com ZERO calorias!

por Paulina Mata, em 01.04.17

 


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Batatas fritas, estaladiças, douradinhas. Apetitosas! Deliciosas! E se lhes disser que brevemente as poderá comer sem culpas? Sem mais calorias do que uma batata cozida? Tal é já possível, e brevemente estará ao seu alcance.

 

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Nas prateleiras dos supermercados surgirão garrafas de óleo para fritar que não é metabolizado pelo organismo humano, e portanto contribuirá com 0 calorias. Tão saudável que emagrece só de olhar! Um sonho!

 

PS

Não vai chegar nada às prateleiras dos supermercados... Mentira de 1º de Abril.  :)

Porém, nem tudo é mentira. O óleo existe há muito. Amanhã explico tudo.

 

 

 

 

Numa outra vida devo ter vivido num país asiático (I)

por Paulina Mata, em 31.03.17

 

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Não sei se temos várias vidas. Mas, se tal acontece, numa outra devo ter vivido num país asiático, já que as minhas visitas a países asiáticos foram muito poucas, e os sabores e texturas das comidas asiáticas nunca me parecem estranhos. Raramente decorre muito tempo entre duas refeições asiáticas, já que lhes sinto a falta e se torna urgente.

 

Por vezes há situações divertidas. Há dias no The Old House ao pedir para sobremesa Bing Fen, que já tinha comido numa visita anterior, o empregado de mesa (chinês) perguntou-me, meio desconfiado, se já tinha comido alguma vez. Disse-lhe que sim.

 

Chegou o Bing Fen, com os pedaços de gel de agar praticamente sem sabor, penso que feitos apenas com água, que misturei bem com o caramelo e o xarope, e ainda as sementes de sésamo, bagas de goji e outros frutos secos. Pouco tempo depois de ter começado a comer chegou um outro empregado que me perguntou, muito desconfiado, se gostava. Disse-lhe que sim, que gostava muito. Ao que ele respondeu: "Os portugueses nunca comem esta sobremesa". 

 

 

Momentos especiais que alimentam a alma

por Paulina Mata, em 25.03.17

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É um momento muito especial, daqueles que mudam o dia, ir à Amazon e ver o livro dela...

 

 

E o Diners Club Lifetime Achievement Award 2017 vai para...

por Paulina Mata, em 13.03.17

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Heston Blumenthal vai receber o Diners Club Lifetime Achievement Award 2017 no próximo mês de Abril em Melbourne na cerimónia dos World's 50 Best Restaurants. Uma notícia que me deixou muito contente. Admiro o seu trabalho e a sua aproximação à cozinha baseada num conhecimento aprofundado. Para mim uma cozinha extremamente revolucionária. 

 

 

After 20 years of The Fat Duck, I now feel like I’m just starting – and those 20 years were my apprenticeship. [...]  The future is very exciting.

 

 

 

A Alheira é de Soja, a Tripa é de Vaca. Absurdo!

por Paulina Mata, em 26.02.17

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Toca o telefone.

- Mãe, o que significa tripa 100% natural?  

- Significa tripa animal.

- Íamos comer a alheira de soja que nos compraste, mas antes fomos ler o rótulo. Já viste isto, uma alheira vegetariana com tripa animal!!!???

- Tens a certeza? Que absurdo!

 

Cinco minutos depois tinha no meu email este link. Para um comunicado que dizia:

 

Na sequência de vários pedidos de esclarecimento, o Centro Vegetariano confirma que a Alheira de Soja da marca Casa da Prisca não é adequada ao público Vegetariano, por ter revestimento em tripa de vaca.

A referida alheira encontra-se com frequência à venda na secção de produtos vegetarianos de muitas lojas e supermercados. Na página web do produtor [1], Salsicharia Trancosense, indica que é “Ideal para uma dieta sem proteínas animais”, induzindo facilmente o consumidor em erro, ou confundindo, uma vez que adiante informa que “O seu invólucro é tripa salgada de vaca”. Para complicar ainda mais, é prática generalizada, desta e de outras marcas, não referir o invólucro dos enchidos como ingrediente. Isto porque existe a distinção entre alimento, invólucro e embalagem. O alimento é suposto ser consumido, e os seus ingredientes devem ser listados no rótulo, excepto se usados em quantidades reduzidas. O invólucro, quando existe, como no caso dos enchidos, não é considerado ingrediente, embora seja prática corrente de muitos consumidores ingeri-lo a par do recheio.

Contactada pelo Centro Vegetariano, a Salsicharia Trancosense afirma que, tendo estudado diversas alternativas de invólucro, não encontrou nenhuma que apresentasse as propriedades desejadas à produção da referida alheira pelos métodos que usa. No entanto, existem no mercado vários enchidos, sob diversas formas e marcas, com invólucros 100% vegetarianos. Por outro lado, contendo o produto um ingrediente de origem animal que o torna inadequado para consumo pelo público vegetariano, seria mais correcto da parte do produtor mencioná-lo no rótulo – prática que a Salsicharia Trancosense informou que poderia equacionar, mas à data de redacção deste comunicado não temos informação que esteja a ser posta em prática.

Independentemente do desfecho deste caso, o Centro Vegetariano agradece à Salsicharia Trancosense a celeridade com que prestou as informações. E apela a esta e a todas as empresas para que, a bem de todos os consumidores e do seu próprio nome, procurem informar e produzir rótulos com a máxima transparência, bem como para que coloquem no mercado produtos de qualidade, que sirvam a um público cada vez mais exigente, esclarecido e diversificado, designadamente ao crescente número de consumidores Vegetarianos.

 

[1] http://www.casadaprisca.com/produtos/detalhes.asp?categoria=1&produto=2 , em 30/01/2009

 

Copyright Centro Vegetariano. Reprodução permitida desde que indicando o endereço: http://www.centrovegetariano.org/Article-511-Comunicado--Alheira-de-Soja-da-Casa-da-Prisca-n-o---vegetariana.html

Inserido em: 2009.01.30 Última actualização: 2009.01.30

 

 

Reparem na data 30 de Janeiro de 2009. A 30 de Janeiro de 2017 a Alheira de Soja da Casa Prisca continuava com tripa animal!!!! Mas pelo menos está no rótulo... Mas para quem é aquela alheira de soja? Absurdo! Incompreensível!

 

Não perguntei o que aconteceu à dita alheira, mas tenho a certeza que foi parar ao caixote do lixo...

 

 

O prato é vegan, mas perguntam se quero de camarão ou galinha...

por Paulina Mata, em 13.02.17

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Com uma filha vegan, as minhas experiências em restaurantes com boas ofertas vegan são cada vez maiores. E por vezes as experiências são bem interessantes. Por exemplo, em restaurantes orientais em Inglaterra, por vezes no menu vegan temos a escolha do prato ser de galinha ou camarão, ou de galinha, vaca ou borrego (falsos, claro), ou de pedir um Pato à Pequim (falso, claro). O sabor não é o mesmo, mas tentam reproduzir a textura e o aspecto e até dar um sabor tão parecido quanto possível.

 

A foto inicial do post é de parte de um menu vegan, em baixo estão mais alguns exemplos:

 

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Sopa de noodles com "galinha"

 

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Prato de "carne de vaca"

 

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"Pato" à Pequim

 

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Prato de "peixe"

 

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 Prato de "camarão"

 

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Pratos de "peixe" atrás e de "camarão" à frente

 

 

 

O renovado Mercado de Arroios

por Paulina Mata, em 28.01.17

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O mercado de Arroios é bem pertinho de minha casa.  Vai fazer este ano 75 anos e frequento-o há 40 anos. Não tantas vezes quanto gostaria... os horários dos mercados não são muito amigos de quem trabalha a semana inteira e, ainda menos, se ao sábado quer preguiçar um pouco. Hoje dei uma saltinho até lá, era o dia da re-abertura depois de um longo período de obras de remodelações. Tinha curiosidade de ver como estava. 

 

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Ao entrar fiquei contente e bem aliviada. Um mercado mais animado e frequentado do que o via há muito (dia de re-abertura e curiosidade certamente), mas o que encontrei foi o mercado do costume, com as caras do costume.

 

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Foi bom, o processo de gentrificação a que os mercados têm sido sujeitos não me encanta, nem me atrai. Sempre defendi que se deveria pensar nos mercados como mercados e actualizá-los, seja integrando nas bancas produtos com outras características, seja dando formação aos vendedores para que as coisas possam ser mais atraentes (mais qualidade, melhor apresentação), seja alterando horários e tornando-os mais compatíveis com o nosso modo de vida... mas devem ser mercados. Felizmente o meu mercado continua um mercado!

 

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Ainda há bancas por ocupar, e esperemos que breve o mercado ofereça uma maior diversidade de produtos, e que esses representem a diversidade étnica da freguesia de Arroios. No centro há uma zona para eventos e, segundo compreendi, no último fim de semana de cada mês terá lugar um mercado com artesanato e produtos regionais.

 

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Os mercados também devem ser espaços de educação, e este vai ter essa componente. Estão previstas acções de educação sobre alimentação para crianças e jovens e há um espaço criança.

 

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Lembro-me muitas vezes de um espaço que vi uma vez no mercado de Leeds onde as pessoas se podiam inscrever e eram dadas aulas sobre conhecimentos básicos de cozinha para pessoas que não sabiam cozinhar. Isto como forma de educação alimentar. As aulas começavam com as compras no próprio mercado, para que conhecessem novos produtos e aprendessem a escolher, e continuavam com a sua preparação e finalmente eram cozinhados alguns pratos. Achei uma iniciativa interessante, que se calhar poderia ter lugar nestes mercados que se pretendem re-animar.

 

Vai ainda ser construída no topo do mercado uma estufa hidropónica, sem recurso a solo, uma iniciativa da start-up Lisbon Farmers, com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa e da Junta de Freguesia de Arroios. Serão ali produzidos alimentos hortícolas e ervas aromáticas que serão escoados no próprio mercado. 

 

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Nos últimos meses já abriram alguns restaurantes nas lojas exteriores do mercado. Embora tenham janelas, e mesmo entradas, do lado do mercado, entra-se principalmente pelo exterior.

 

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Este último é de Paulo Dionísio que tem um talho ao lado. Hoje estava no talho a atender os clientes, mas já fui algumas vezes jantar ao restaurante (que serve boa carne) e vejo-o sempre por lá.

 

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Irão abrir outros espaços, nomeadamente o Mezze dinamizado pela associação Pão a Pão - Projecto de Integração de Refugiados.

 

Foi hoje, no Mercado de Arroios, também lançada a marca "Mercados de Lisboa" que envolverá os 25 mercados de Lisboa, cuja imagem e qualidade serão melhorados.

 

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Hoje fiquei com vontade de ir mais vezes ao mercado, e tenho muita curiosidade de ver como vai evoluir. 

Noutra dimensão...

por Paulina Mata, em 22.01.17

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O que será que tenho as mãos?