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E o Diners Club Lifetime Achievement Award 2017 vai para...

por Paulina Mata, em 13.03.17

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Heston Blumenthal vai receber o Diners Club Lifetime Achievement Award 2017 no próximo mês de Abril em Melbourne na cerimónia dos World's 50 Best Restaurants. Uma notícia que me deixou muito contente. Admiro o seu trabalho e a sua aproximação à cozinha baseada num conhecimento aprofundado. Para mim uma cozinha extremamente revolucionária. 

 

 

After 20 years of The Fat Duck, I now feel like I’m just starting – and those 20 years were my apprenticeship. [...]  The future is very exciting.

 

 

 

Não pude resistir a esta desconstrução

por Paulina Mata, em 09.11.16

melonham.jpg Melón con jamón 2005   elBulli

 

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A associação entre o conceito de desconstrução e um prato surgiu para caracterizar alguns trabalhos da equipa do elBulli em que partiam de um prato bem conhecido, tradicional até, e usando os mesmos ingredientes os apresentavam numa outra forma, radicalmente diferente. Tentando preservar a essência do prato, alteravam temperaturas, texturas e apresentação de forma a provocar e surpreender quem o comesse.

 

Segundo descrito no livro A Day at elBulli - An insight into the ideas, methods and creativity of Ferran Adrià os métodos criativos usados eram uma síntese de vinte anos de experiências na cozinha, e muitas vezes só foram identificados como métodos criativos vários anos depois de terem sido desenvolvidos, através de um estudo e análise da evolução da cozinha no elBulli e considerando os métodos criativos usados nos campos da música, arte e moda. Aliás o termo desconstrução para caracterizar o trabalho acima referido foi sugerido por uma arquiteto, amigo e cliente do el Bulli. O termo era já usado em arquitetura, teoria literária e outras áreas, e sem pretender fazer um paralelo com o seu uso noutras situações, foi considerado que descrevia de forma perfeita o trabalho de re-imaginação de pratos clássicos ou tradicionais.

 

Este conceito foi posteriormente utilizado em muitos outros trabalhos nas cozinhas, mas não só... tudo é recuperado e democratizado. O que era vanguarda um dia, deixa de o ser, para dar lugar a outra vanguarda. E foi com um enorme sorriso que eu li o rótulo deste pacote de snacks. E não pude resistir a esta  desconstrução...

 

IMG_20161109_005119.jpg

 

1ª foto DAQUI 

 

Quem disse que os vegetais só servem para comer?

por Paulina Mata, em 10.09.16

vegetableorch.jpg

 

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Quem disse que os vegetais só servem para comer? Ou que não se brinca com a comida? Brinca-se sim, e de uma forma muito séria. E os vegetais também servem para fazer música. É o que faz a The Vegetable Orchestra que por sinal até já deu um espectáculo em Lisboa em Dezembro de 2015 (que infelizmente não vi).

 

A The Vegetable Orchestra foi fundada em 1988, está baseada em Viena, e tem dado concertos um pouco por todo o mundo. A sua particularidade é que todos os instrumentos são feitos com vegetais frescos, e portanto têm que ser feitos de novo para cada concerto. Geralmente com vegetais adquiridos no local do evento.

 

Segundo informação do site, não há fronteiras musicais para a The Vegetable Orchestra. O seu trabalho é uma fusão dos estilos musicais mais diversos - música contemporânea, House, música electrónica experimental, Free Jazz, Noise, Dub, Clicks'n'Cuts - o âmbito musical do conjunto expande-se de forma consistente, e os novos instrumentos vegetais e os seus sons, muitas vezes determinam o resultado final.

 

Desfrutem!

 

 

 

Foto DAQUI