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Assins & Assados

Pepino cozinhado - tão pouco habitual e tão bom!

por Paulina Mata, em 08.10.16

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Durante muitos anos não gostei de pepino. Depois passei a gostar, com moderação. Temos por hábito comer o pepino sempre cru. Há uns anos provei-o cozinhado, num restaurante chinês. Depois disso já o comi cozinhado diversas vezes, mas sempre em restaurantes chineses (por exemplo no Peixe Assado que referi no post de ontem) e acho bastante bom. Nem consigo entender porque é que é tão raro encontrá-lo cozinhado.

 

Há umas semanas estava numa livraria a passar as páginas de um livro de cozinha chinesa (de que não sei o nome) e lá estava uma receita de pepino salteado. Pequei no telemóvel e tirei uma foto.

 

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Uns dias depois fui comprar fruta e vegetais e lembrei-me da dita receita. Trouxe também um pepino. Experimentei. E ao jantar comi um pepino inteiro salteado. É mesmo bom!

 

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Continuando a viagem ao Irão...

por Paulina Mata, em 23.02.16

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No post de ontem falei de uma viagem à mesa ao Irão. Gostei da comida, mas faltou-me um sabor doce e exótico para terminar. Decidi continuar a viagem, no dia seguinte, à minha mesa.

 

Depois de googlar um pouco e de ter visto várias receitas, criei a minha receita de Sholeh Zard, aquilo em que me tinham ficado os olhos na carta do restaurante. O resultado foi o que está na foto acima, diferente do nosso arroz doce, mas muito bom...

 

Aqui fica a receita  (para 4 a 6 pessoas):

 

O meu Sholeh Zard

1 chávena (200 ml) de arroz basmati

4 chávenas (800 ml) de água

1 pitada muito generosa de açafrão (do verdadeiro, não do das Índias)

2 cardamomos verdes

1 pau de canela

1 a 2 chávenas de açúcar (só usei 1)

2 colheres de sopa de manteiga

2 colheres de sopa de água de rosas (ou a gosto)

1/2 chávena de amêndoas cortadas

canela e amêndoas para decorar

 

Lava-se muito bem a arroz, até a água sair límpida. Põe-se então o arroz num tacho com a água e leva-se a cozer em lume brando cerca de 20 minutos, até estar cozido.

Entretanto mói-se o açafrão com os dedos (pode-se usar já moído), e põe-se de molho em 2 colheres de sopa de água quente.

Tira-se a casca do cardamomo e pressionam-se os grãos levemente.

Quando o arroz está cozido, adiciona-se o açafrão e a água em que esteve de molho, os grãos de cardamomo, o pau de canela e o açúcar. Deixa-se ao lume até engrossar (cerca de 20 minutos).

Junta-se a manteiga, mexe-se bem. Retira-se do lume e adiciona-se a água de rosas e as amêndoas. Mexe-se bem, retira-se o pau de canela e deita-se em taças.

Decora-se com canela em pó e amêndoas.

 

Yorkshire Pudding - um prato que adoptei

por Paulina Mata, em 05.02.16

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A propósito do Yorkshire pudding de que falei ontem, este para além de ser um dos componentes fundamentais do Sunday Roast, é também por vezes servido nos pubs apenas com o molho (gravy), que pode ser de carne ou de cebola. Um bom petisco.

 

É um daqueles pratos que embora não seja da “minha criação” (como diz o meu Pai) se veio a tornar uma comida conforto depois de ter vivido um ano no Yorkshire. Apesar de não ser um prato português, as minhas filhas comem-no desde crianças e está associado às suas memórias gastronómicas mais antigas. Por tudo isto há muito que cozinho o Yorkshire pudding. Até estou em vias de começar a testar versões vegan para que a minha filha mais nova possa continuar a comer.

 

Por outro lado, a porta do forno muitas vezes funciona para mim quase como que um ecrã de TV, fico ali sentada a olhar para a evolução dos alimentos enquanto cozem. O Yorkshire pudding é particularmente interessante deste ponto de vista. Começa com um pouquinho de uma massa líquida, tipo massa de crepes, e acaba assim:

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Aqui fica a receita adaptada do livro Delia Smiths’s Complete Illustrated Cookery Course.

 

Yorkshire Pudding
(dá 4 pudins com cerca de 10 cm de diâmetro)


75 g de farinha
1 ovo
75 ml de leite
55 ml de água
Sal e pimenta

2 colheres de sopa de gordura do assado (uso normalmente óleo)

Para fazer a mistura, peneire a farinha para uma tigela, faça um buraco no meio, deite o ovo no buraco e bata-o, gradualmente incorpore a farinha, o leite, a água e o tempero (pode usar uma batedeira que é mais rápido). Transfira a massa para um jarro para ser mais fácil deitar nas formas. Esta massa não necessita de descansar, faça-a quando precisar dela.

Ponha a gordura no recipiente onde vai fazer os pudins (pode ter tamanhos variados, desde um recipiente de ir ao forno com 28x18 cm, até uns muito comuns no Reino Unido com 4 espaços com cerca de 10 cm de diâmetro e 2 de profundidade, ou até aqueles tabuleiros para fazer queques – de preferência de metal).  Leve ao forno, na prateleira mais alta, a 220 ºC cerca de 15 minutos, até a gordura começar a fumegar. Então, tão rapidamente quanto possível para que não arrefeça (é muito importante que a forma e a gordura estejam bem quentes), deite a massa nas formas (fica com 1 a 2 cm de altura, não mais) e leve ao forno a cozer cerca de 25 minutos para crescerem e ficarem ocos, dourados e estaladiços. Sirva tão rapidamente quanto possível e com muito molho. No entanto, muitas vezes congelo e quando quero ponho no forno quente e ficam muito razoáveis.