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Assins & Assados

Coincidências com sabor a chocolate

por Paulina Mata, em 04.10.17

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Gosto muito quando, por coincidência, acontecimentos que percepcionava como desligados passam a estar inter-relacionados e a adquirirem outra dimensão.

 

Há dias, numa área de serviço passei numa loja e vi vários livros de cozinha em saldo. Um sobretudo chamou-me a atenção: A New Way of Cooking with Chocolate da empresa de chocolate inglesa Hotel Chocolat. Há alguns anos que de vez em quando compro coisas nas lojas deles. Passei as páginas do livro, gostei muito, pois não tinha apenas receitas de doces mas de todo o tipo de pratos, as receitas pareceram-me interessantes e, sendo o preço de venda inicial 20 £, estava à venda por 5 £.  Trouxe o livro, de que ainda gostei mais quando o vi com mais atenção à noite em casa. Deixei-o em cima da mesa da sala para ir lendo os vários capítulo sobre temas relacionados com o cacau.

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Sabia também que a Hotel Chocolat têm lojas / restaurantes com outra imagem e características, como é o caso da Rabot 1745 em Londres, junto ao Borough Market, onde já tinha ido. Mas quatro dias depois de ter comprado o livro, estando em Londres com uma amiga, antes de um passeio pelo Borough Market, apeteceu-nos sentar a conversar e a comer qualquer coisa. Estávamos em frente do Rabot 1745 e entrámos.

 

 

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Quando vi no balcão uns scones com pepitas de chocolate e laranja, achei que estava escolhido... assim foi, e quando me trouxeram o prato com o scone acompanhado de uma ganache de chocolate e de uma manteiga com chocolate, achei que a escolha tinha sido óptima. Que mais podia pedir?

 

Hoje passei pelo livro e de repente pensei "Como é que eu não associei as coisas? As receitas devem estar aqui!". E estavam! Todas! Foi bom lê-las e recordar sabores. E breve, breve vou ter manteiga de chocolate no frigorífico... 

 

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2ª e 3ª fotos DAQUI

 

 

Pepino cozinhado - tão pouco habitual e tão bom!

por Paulina Mata, em 08.10.16

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Durante muitos anos não gostei de pepino. Depois passei a gostar, com moderação. Temos por hábito comer o pepino sempre cru. Há uns anos provei-o cozinhado, num restaurante chinês. Depois disso já o comi cozinhado diversas vezes, mas sempre em restaurantes chineses (por exemplo no Peixe Assado que referi no post de ontem) e acho bastante bom. Nem consigo entender porque é que é tão raro encontrá-lo cozinhado.

 

Há umas semanas estava numa livraria a passar as páginas de um livro de cozinha chinesa (de que não sei o nome) e lá estava uma receita de pepino salteado. Pequei no telemóvel e tirei uma foto.

 

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Uns dias depois fui comprar fruta e vegetais e lembrei-me da dita receita. Trouxe também um pepino. Experimentei. E ao jantar comi um pepino inteiro salteado. É mesmo bom!

 

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Continuando a viagem ao Irão...

por Paulina Mata, em 23.02.16

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No post de ontem falei de uma viagem à mesa ao Irão. Gostei da comida, mas faltou-me um sabor doce e exótico para terminar. Decidi continuar a viagem, no dia seguinte, à minha mesa.

 

Depois de googlar um pouco e de ter visto várias receitas, criei a minha receita de Sholeh Zard, aquilo em que me tinham ficado os olhos na carta do restaurante. O resultado foi o que está na foto acima, diferente do nosso arroz doce, mas muito bom...

 

Aqui fica a receita  (para 4 a 6 pessoas):

 

O meu Sholeh Zard

1 chávena (200 ml) de arroz basmati

4 chávenas (800 ml) de água

1 pitada muito generosa de açafrão (do verdadeiro, não do das Índias)

2 cardamomos verdes

1 pau de canela

1 a 2 chávenas de açúcar (só usei 1)

2 colheres de sopa de manteiga

2 colheres de sopa de água de rosas (ou a gosto)

1/2 chávena de amêndoas cortadas

canela e amêndoas para decorar

 

Lava-se muito bem a arroz, até a água sair límpida. Põe-se então o arroz num tacho com a água e leva-se a cozer em lume brando cerca de 20 minutos, até estar cozido.

Entretanto mói-se o açafrão com os dedos (pode-se usar já moído), e põe-se de molho em 2 colheres de sopa de água quente.

Tira-se a casca do cardamomo e pressionam-se os grãos levemente.

Quando o arroz está cozido, adiciona-se o açafrão e a água em que esteve de molho, os grãos de cardamomo, o pau de canela e o açúcar. Deixa-se ao lume até engrossar (cerca de 20 minutos).

Junta-se a manteiga, mexe-se bem. Retira-se do lume e adiciona-se a água de rosas e as amêndoas. Mexe-se bem, retira-se o pau de canela e deita-se em taças.

Decora-se com canela em pó e amêndoas.

 

Yorkshire Pudding - um prato que adoptei

por Paulina Mata, em 05.02.16

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A propósito do Yorkshire pudding de que falei ontem, este para além de ser um dos componentes fundamentais do Sunday Roast, é também por vezes servido nos pubs apenas com o molho (gravy), que pode ser de carne ou de cebola. Um bom petisco.

 

É um daqueles pratos que embora não seja da “minha criação” (como diz o meu Pai) se veio a tornar uma comida conforto depois de ter vivido um ano no Yorkshire. Apesar de não ser um prato português, as minhas filhas comem-no desde crianças e está associado às suas memórias gastronómicas mais antigas. Por tudo isto há muito que cozinho o Yorkshire pudding. Até estou em vias de começar a testar versões vegan para que a minha filha mais nova possa continuar a comer.

 

Por outro lado, a porta do forno muitas vezes funciona para mim quase como que um ecrã de TV, fico ali sentada a olhar para a evolução dos alimentos enquanto cozem. O Yorkshire pudding é particularmente interessante deste ponto de vista. Começa com um pouquinho de uma massa líquida, tipo massa de crepes, e acaba assim:

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Aqui fica a receita adaptada do livro Delia Smiths’s Complete Illustrated Cookery Course.

 

Yorkshire Pudding
(dá 4 pudins com cerca de 10 cm de diâmetro)


75 g de farinha
1 ovo
75 ml de leite
55 ml de água
Sal e pimenta

2 colheres de sopa de gordura do assado (uso normalmente óleo)

Para fazer a mistura, peneire a farinha para uma tigela, faça um buraco no meio, deite o ovo no buraco e bata-o, gradualmente incorpore a farinha, o leite, a água e o tempero (pode usar uma batedeira que é mais rápido). Transfira a massa para um jarro para ser mais fácil deitar nas formas. Esta massa não necessita de descansar, faça-a quando precisar dela.

Ponha a gordura no recipiente onde vai fazer os pudins (pode ter tamanhos variados, desde um recipiente de ir ao forno com 28x18 cm, até uns muito comuns no Reino Unido com 4 espaços com cerca de 10 cm de diâmetro e 2 de profundidade, ou até aqueles tabuleiros para fazer queques – de preferência de metal).  Leve ao forno, na prateleira mais alta, a 220 ºC cerca de 15 minutos, até a gordura começar a fumegar. Então, tão rapidamente quanto possível para que não arrefeça (é muito importante que a forma e a gordura estejam bem quentes), deite a massa nas formas (fica com 1 a 2 cm de altura, não mais) e leve ao forno a cozer cerca de 25 minutos para crescerem e ficarem ocos, dourados e estaladiços. Sirva tão rapidamente quanto possível e com muito molho. No entanto, muitas vezes congelo e quando quero ponho no forno quente e ficam muito razoáveis.