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Natal sem bolo Rei, não é Natal!

por Paulina Mata, em 09.12.17

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O bolo rei nasceu na Confeitaria Nacional, sendo a sua receita secreta seguida rigorosamente desde meados do séc. XIX. Foi inspirado no Gâteau des Rois, cuja receita, trazida de França pelo filho do fundador, foi modificada por vários mestres confeiteiros. Portanto uma tradição natalícia relativamente recente, mas rapidamente adoptada por todo o País. Tem os seus adeptos, mas também quem não aprecie, por não gostar da frutas cristalizadas. Penso que por causa disso foi criado, bem mais recentemente, o Bolo Rainha.

 

Eu gosto do Bolo Rei, e da graça e doçura que lhe dão as frutas. Um bolo que não dispenso nesta época. Ontem comi a primeira fatia deste ano. A escolha recaíu sobre o Bolo Rei da Alcoa. Uma estreia, dado que nunca tinha provado este Bolo Rei. A forma e a qualidade com que preservam a doçaria tradicional, e a renovam também, davam-me algumas garantias. É de facto é um bolo muito rico em frutas secas e cristalizadas e muito bom.

 

Natal sem Bolo Rei, não é Natal! E sem as luminações da Baixa também não. E sem mais uma série de outras coisas... Mas estas duas já me começam a fazer sentir na época! 

 

 

 

Uma feijoada com aromas e temperos

por Paulina Mata, em 15.10.17

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A feijoada é um dos principais pratos de referência nacional no Brasil, e no Aromas & Temperos é sempre o prato do dia ao almoço de sábado. Já me tinham dito que era muito boa, mas ainda não a tinha provado, mas agora já! E por experiência própria sei que é muito boa!

 

Comecei com o caldo da feijoada. Bem quente e saboroso!

 

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Veio depois a feijoada, com tudo o que lhe pertence. Com a sua riqueza de ingredientes, sabores e texturas! 

 

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Enquanto comia fui conversando com a Juliana. E não sobrou nadinha...

 

 

Aromas e Temperos

Travessa Rebelo da Silva, 2 (perto do Jardim Constantino), Lisboa

 

Coincidências com sabor a chocolate

por Paulina Mata, em 04.10.17

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Gosto muito quando, por coincidência, acontecimentos que percepcionava como desligados passam a estar inter-relacionados e a adquirirem outra dimensão.

 

Há dias, numa área de serviço passei numa loja e vi vários livros de cozinha em saldo. Um sobretudo chamou-me a atenção: A New Way of Cooking with Chocolate da empresa de chocolate inglesa Hotel Chocolat. Há alguns anos que de vez em quando compro coisas nas lojas deles. Passei as páginas do livro, gostei muito, pois não tinha apenas receitas de doces mas de todo o tipo de pratos, as receitas pareceram-me interessantes e, sendo o preço de venda inicial 20 £, estava à venda por 5 £.  Trouxe o livro, de que ainda gostei mais quando o vi com mais atenção à noite em casa. Deixei-o em cima da mesa da sala para ir lendo os vários capítulo sobre temas relacionados com o cacau.

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Sabia também que a Hotel Chocolat têm lojas / restaurantes com outra imagem e características, como é o caso da Rabot 1745 em Londres, junto ao Borough Market, onde já tinha ido. Mas quatro dias depois de ter comprado o livro, estando em Londres com uma amiga, antes de um passeio pelo Borough Market, apeteceu-nos sentar a conversar e a comer qualquer coisa. Estávamos em frente do Rabot 1745 e entrámos.

 

 

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Quando vi no balcão uns scones com pepitas de chocolate e laranja, achei que estava escolhido... assim foi, e quando me trouxeram o prato com o scone acompanhado de uma ganache de chocolate e de uma manteiga com chocolate, achei que a escolha tinha sido óptima. Que mais podia pedir?

 

Hoje passei pelo livro e de repente pensei "Como é que eu não associei as coisas? As receitas devem estar aqui!". E estavam! Todas! Foi bom lê-las e recordar sabores. E breve, breve vou ter manteiga de chocolate no frigorífico... 

 

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2ª e 3ª fotos DAQUI

 

 

Burro al Tartufo

por Paulina Mata, em 16.09.17

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Há dias fui ao Leamington Food & Drink Festival, soava prometedor... mas chovia, o chão estava enlameado, e o festival era ao ar livre. Podia ter sido melhor... 

 

Numa das bancas, do Antonio Carluccio, com cogumelos e trufas estavam estes pacotes de manteiga com trufa negra de verão. Tão bonitos. Irresistíveis! Comprei um e meti-o no saco, passado um pouco fui tirar a carteira e o cheiro era maravilhos! Mas o melhor é que nos últimos dias me tem sabido mesmo muito bem!

 

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Cerejas com Origem

por Paulina Mata, em 01.07.17

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O fruto que mais associo à sua região de origem é a Cereja do Fundão, grandes, carnudas e doces, procuro-as todos os anos , pela sua imagem de qualidade.

 

Penso que tal é resultado das iniciativas desenvolvidas nesta região, com o apoio da Câmara Municipal do Fundão, de forma a promoverem a cereja e a transformarem-na num motor de desenvolvimento económico. De facto este produto já movimenta 20 milhões de euros por ano e que dá emprego a cerca de 1500 pessoas, o que é fundamental para a sustentabilidade económica da região.

 

Associados à cereja, quer sejam as cerejeiras em flor ou a apanha da cereja, são organizados programas turísticos e a Festa da Cereja. Tem havido também um investimento na forma de conservar cerejas para poderem ser consumidas todo o ano (embora o consumo de cerejas frescas esteja limitados à sua época). Têm sido criados produtos com cerejas, como é o caso dos pastéis de cereja desenvolvidos em colaboração coma a Escola de Hotelaria do Fundão.

 

A par de tudo isto, na época da cereja, é ainda organizada a Rota Gastronómica da Cereja, sendo convidados restaurantes de chefes de renome e bares para que criem menus e cocktails com cerejas do Fundão. Este ano, de 16 de Junho a 2 de Julho, decorreu a V Rota Gastronómica da Cereja do Fundão, com restaurantes e bares de Lisboa, do Porto e do Algarve.

 

Fui convidada para um jantar com representantes da Câmara Municipal do Fundão que decorreu no restaurante Panorama do Hotel Sheraton em Lisboa. Todos os pratos do menu continham cerejas:

 

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 Crocante de Cereja, Iogurte com Cardamomo e Creme de Cereja

 

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 Ostra, Neve de Cereja e Coco, Salada de Aipo, Água de Ostras

 

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 Leite Creme de Fois Gras, com Puré de Cereja e Jus de Coentros

 

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 Supremo de Pato com Beterraba, Cerejas do Fundão Assadas no carvão, Pele de Cavala Estaladiça e Jus de Rosas

 

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 Cerejas do Fundão com Sorvete de Maçã

 

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Mousse de Cereja do Fundão com Gelado de Cerefólio e Mel e Crocante de Parmesão

 

Uma variedade de interessantes propostas do Chef Miguel Paulino, em que as cerejas surgem em contextos pouco habituais mas que resultaram muito bem.

 

O jantar foi também acompanhado por vinhos D.O.C. Beira Interior:  o branco Alpedrinha Reserva de 2015 da Adega Cooperativa do Fundão, e o Colheita Seleccionada tinto de 2014 da Quinta dos Currais.

 

Excelente o trabalho realizado pelo Câmara Municipal do Fundão na promoção da Cereja apresentando-a como um produto de qualidade e desenvolvendo todo um conjunto de actividades em torno dela.

 

As primeiras sardinhas do ano são sempre no 1º de Maio

por Paulina Mata, em 01.05.17

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Todos os anos no 1º de Maio tenho a manifestação da CGTP mesmo à porta de casa.

 

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Tornou-se tradição as primeiras sardinhas do ano serem sempre compradas na banca de um qualquer sindicato e comidas em casa. Hoje não foi excepção. 

 

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E que bem nos souberam!

 

Manteigas - pequenos prazeres que mudam os dias!

por Paulina Mata, em 30.03.17

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Adoro manteiga! De preferência bem fresca. Um bom pão com manteiga (por vezes quase manteiga com pão), é delicioso.

 

Normalmente como manteiga de vaca. Quase sempre dos Açores. Mas ultimamente tenho alternado com estas manteigas de ovelha e cabra. É bom poder dispor de uma maior variedade de manteigas com sabores e texturas bem diferentes.

 

Pequenos prazeres que mudam os dias!

Produtos com Vida - Willie's Cacao

por Paulina Mata, em 28.03.17

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Gosto muito de produtos que para mim têm Vida - ou seja uma cara e uma história. Há alguns produtos de que conheci primeiro a história e as caras associadas, e que foi isso que me fez ir procurá-los.

 

Há uns anos li uma entrevista com Tania Harcourt-Cooze, em que ela falava da sua vida com Willie Harcourt-Cooze, o seu marido, da sua família e da paixão de Willie pelo chocolate, que era parte integrante da vida deles e a tinha mesmo moldado. Em que falava das fazendas de cacau que possuem e da criação da empresa Willie's Cacao e transmitia a ideia de um projecto que foi duro de construir, mas muito motivado pela paixão. Já tinha visto os chocolates, mas nunca os tinha provado, e fiquei com imensa curiosidade, pois projectos com estas características interessam-me muito. Comprei também o livro Willie's Chocolate Factory, que conta essa história, e inclui receitas (doces e salgadas) com cacau e chocolate.

 

Depois disso já comprei várias vezes chocolates da Willie's Cacao. Gosto muito da coleção das Single Estate Bars, há tempos comprei várias para as provar com as minhas filhas e para que se apercebessem da variedade de características que o chocolate podia ter. Foi uma prova bem interessante, não só a percepção da variedade de características, e a tentativa de as descrever, mas também descobrir como variavam as preferências.

 

Há dias precisava de um chocolate. Acho sempre que é uma boa ajuda para períodos menos bons. Tenho até no quarto, há muitos anos, um postal que diz o seguinte:

 

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Passei no Club del Gourmet do El Corte Ingles, fui pegando em vários chocolates, e quando vi os da Willie's Cacao trouxe um de chocolate com laranja, uma combinação de que gosto muito. 

 

 

Ovos para quê?

por Paulina Mata, em 12.03.17

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Uns dias em Inglaterra e venho verdadeiramente impressionada com a variedade e qualidade dos bolos vegan. Em quase todo o lado há muito boas opções disponíveis. Mas, mais do que isso, cada vez mais abrem lojas exclusivamente de bolos vegan. 

 

A oferta é excelente.Texturas variadas, bolos leves e saborosos. Dá para perguntar: "Ovos para quê?". Comi vários e, numa prova cega, não os distinguiria de bolos "normais", sobretudo em termos de qualidade.

 

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E não é só em Londres, de onde são os bolos das fotos acima, da Vida Bakery em Brick Lane. Mesmo em pequenas cidades isso acontece. Como é o caso do Seaside Cake Parlour em Margate onde tivemos um excelente brunch. Nas duas lojas os produtos são exclusivamente vegan.

 

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Um Amor de Azeitonas

por Paulina Mata, em 04.01.17

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Esta semana comi dois pacotes de Oloves (Basil & Garlic e Chili & Oregano). As azeitonas são boas e souberam-me bem. Mas, sobretudo, fizeram-me pensar.

 

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Azeitonas, sem caroço e sem líquido, na forma de um snack, transportável, e em doses individuai. Azeitonas com um aspecto atraente, e um site muito bom.  Certamente atraiem novos consumidores, certamente induzem novas formas de consumo de azeitonas.

 

Tenho pena que por cá não sejamos mais exigentes com as azeitonas, tenho a sensação que o seu consumo é cada vez menor. Gostei muito das Oloves, e desejei que um dia tivessemos algo idêntico, ou seja formas de apresentação e consumo de azeitonas mais compatíveis com os tempos em que vivemos e que as promovam. 

 

 

1ª Foto DAQUI