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Assins & Assados

Cerejas com Origem

por Paulina Mata, em 01.07.17

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O fruto que mais associo à sua região de origem é a Cereja do Fundão, grandes, carnudas e doces, procuro-as todos os anos , pela sua imagem de qualidade.

 

Penso que tal é resultado das iniciativas desenvolvidas nesta região, com o apoio da Câmara Municipal do Fundão, de forma a promoverem a cereja e a transformarem-na num motor de desenvolvimento económico. De facto este produto já movimenta 20 milhões de euros por ano e que dá emprego a cerca de 1500 pessoas, o que é fundamental para a sustentabilidade económica da região.

 

Associados à cereja, quer sejam as cerejeiras em flor ou a apanha da cereja, são organizados programas turísticos e a Festa da Cereja. Tem havido também um investimento na forma de conservar cerejas para poderem ser consumidas todo o ano (embora o consumo de cerejas frescas esteja limitados à sua época). Têm sido criados produtos com cerejas, como é o caso dos pastéis de cereja desenvolvidos em colaboração coma a Escola de Hotelaria do Fundão.

 

A par de tudo isto, na época da cereja, é ainda organizada a Rota Gastronómica da Cereja, sendo convidados restaurantes de chefes de renome e bares para que criem menus e cocktails com cerejas do Fundão. Este ano, de 16 de Junho a 2 de Julho, decorreu a V Rota Gastronómica da Cereja do Fundão, com restaurantes e bares de Lisboa, do Porto e do Algarve.

 

Fui convidada para um jantar com representantes da Câmara Municipal do Fundão que decorreu no restaurante Panorama do Hotel Sheraton em Lisboa. Todos os pratos do menu continham cerejas:

 

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 Crocante de Cereja, Iogurte com Cardamomo e Creme de Cereja

 

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 Ostra, Neve de Cereja e Coco, Salada de Aipo, Água de Ostras

 

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 Leite Creme de Fois Gras, com Puré de Cereja e Jus de Coentros

 

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 Supremo de Pato com Beterraba, Cerejas do Fundão Assadas no carvão, Pele de Cavala Estaladiça e Jus de Rosas

 

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 Cerejas do Fundão com Sorvete de Maçã

 

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Mousse de Cereja do Fundão com Gelado de Cerefólio e Mel e Crocante de Parmesão

 

Uma variedade de interessantes propostas do Chef Miguel Paulino, em que as cerejas surgem em contextos pouco habituais mas que resultaram muito bem.

 

O jantar foi também acompanhado por vinhos D.O.C. Beira Interior:  o branco Alpedrinha Reserva de 2015 da Adega Cooperativa do Fundão, e o Colheita Seleccionada tinto de 2014 da Quinta dos Currais.

 

Excelente o trabalho realizado pelo Câmara Municipal do Fundão na promoção da Cereja apresentando-a como um produto de qualidade e desenvolvendo todo um conjunto de actividades em torno dela.

 

As primeiras sardinhas do ano são sempre no 1º de Maio

por Paulina Mata, em 01.05.17

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Todos os anos no 1º de Maio tenho a manifestação da CGTP mesmo à porta de casa.

 

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Tornou-se tradição as primeiras sardinhas do ano serem sempre compradas na banca de um qualquer sindicato e comidas em casa. Hoje não foi excepção. 

 

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E que bem nos souberam!

 

Manteigas - pequenos prazeres que mudam os dias!

por Paulina Mata, em 30.03.17

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Adoro manteiga! De preferência bem fresca. Um bom pão com manteiga (por vezes quase manteiga com pão), é delicioso.

 

Normalmente como manteiga de vaca. Quase sempre dos Açores. Mas ultimamente tenho alternado com estas manteigas de ovelha e cabra. É bom poder dispor de uma maior variedade de manteigas com sabores e texturas bem diferentes.

 

Pequenos prazeres que mudam os dias!

Produtos com Vida - Willie's Cacao

por Paulina Mata, em 28.03.17

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Gosto muito de produtos que para mim têm Vida - ou seja uma cara e uma história. Há alguns produtos de que conheci primeiro a história e as caras associadas, e que foi isso que me fez ir procurá-los.

 

Há uns anos li uma entrevista com Tania Harcourt-Cooze, em que ela falava da sua vida com Willie Harcourt-Cooze, o seu marido, da sua família e da paixão de Willie pelo chocolate, que era parte integrante da vida deles e a tinha mesmo moldado. Em que falava das fazendas de cacau que possuem e da criação da empresa Willie's Cacao e transmitia a ideia de um projecto que foi duro de construir, mas muito motivado pela paixão. Já tinha visto os chocolates, mas nunca os tinha provado, e fiquei com imensa curiosidade, pois projectos com estas características interessam-me muito. Comprei também o livro Willie's Chocolate Factory, que conta essa história, e inclui receitas (doces e salgadas) com cacau e chocolate.

 

Depois disso já comprei várias vezes chocolates da Willie's Cacao. Gosto muito da coleção das Single Estate Bars, há tempos comprei várias para as provar com as minhas filhas e para que se apercebessem da variedade de características que o chocolate podia ter. Foi uma prova bem interessante, não só a percepção da variedade de características, e a tentativa de as descrever, mas também descobrir como variavam as preferências.

 

Há dias precisava de um chocolate. Acho sempre que é uma boa ajuda para períodos menos bons. Tenho até no quarto, há muitos anos, um postal que diz o seguinte:

 

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Passei no Club del Gourmet do El Corte Ingles, fui pegando em vários chocolates, e quando vi os da Willie's Cacao trouxe um de chocolate com laranja, uma combinação de que gosto muito. 

 

 

Ovos para quê?

por Paulina Mata, em 12.03.17

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Uns dias em Inglaterra e venho verdadeiramente impressionada com a variedade e qualidade dos bolos vegan. Em quase todo o lado há muito boas opções disponíveis. Mas, mais do que isso, cada vez mais abrem lojas exclusivamente de bolos vegan. 

 

A oferta é excelente.Texturas variadas, bolos leves e saborosos. Dá para perguntar: "Ovos para quê?". Comi vários e, numa prova cega, não os distinguiria de bolos "normais", sobretudo em termos de qualidade.

 

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E não é só em Londres, de onde são os bolos das fotos acima, da Vida Bakery em Brick Lane. Mesmo em pequenas cidades isso acontece. Como é o caso do Seaside Cake Parlour em Margate onde tivemos um excelente brunch. Nas duas lojas os produtos são exclusivamente vegan.

 

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Um Amor de Azeitonas

por Paulina Mata, em 04.01.17

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Esta semana comi dois pacotes de Oloves (Basil & Garlic e Chili & Oregano). As azeitonas são boas e souberam-me bem. Mas, sobretudo, fizeram-me pensar.

 

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Azeitonas, sem caroço e sem líquido, na forma de um snack, transportável, e em doses individuai. Azeitonas com um aspecto atraente, e um site muito bom.  Certamente atraiem novos consumidores, certamente induzem novas formas de consumo de azeitonas.

 

Tenho pena que por cá não sejamos mais exigentes com as azeitonas, tenho a sensação que o seu consumo é cada vez menor. Gostei muito das Oloves, e desejei que um dia tivessemos algo idêntico, ou seja formas de apresentação e consumo de azeitonas mais compatíveis com os tempos em que vivemos e que as promovam. 

 

 

1ª Foto DAQUI

 

 

Hoje comi um ralador de cozinha

por Paulina Mata, em 28.12.16

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Hoje comecei a comer este ralador de cozinha. 

 

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Para os próximos dias tenho para me deliciar uma tesoura e um novelo de fio.

 

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Tudo isto parte de um presente de Natal, uma caixa de bons e originais chocolates da Amazing Chocolate Workshop.Tudo no tamanho original, tudo com um ar muito real, mas tudo de chocolate.

 

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Passei também pela loja. Dá vontade de trazer tudo. Uma caixa de ravioli e a carretilha que os cortou, alicates, pregos ferrugentos, pincéis, bisnagas de tinta... tudo  dá vontade de comprar e comer.

 

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Uma das coisas mais espantosas é esta cafeteira para fazer café no tamanho real e com todas as partes que a compõem.

 

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Ideias muito criativas, produtos lindíssimos!

 

A delicadeza e sofisticação de um bolo de rolo

por Paulina Mata, em 20.11.16

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Enquanto vou saboreado uma fina fatia de bolo de rolo, oferta de uma aluna que terminou recentemente o mestrado em Ciências Gastronómicas, vou refletindo sobre a riqueza e delicadeza do bolo. Primeiro, o agradável e irresistível aroma do recheio de goiabada. Depois o sabor elegante e complexo que esta confere ao bolo. Impossível foi também resistir a medir a espessura das camadas de bolo. Sem grande rigor, digo que em média é de 2 mm, as de goiabada menos de 1 mm. Na parte mais alta o bolo tem pouco mais de 4 cm de altura. Penso que deve ser preciso muita destreza e prática para conseguir fazer um bolo com estas características. Como mais um pouco e espanto-me mais uma vez com a criatividade de sofisticação usada para transformar ingredientes comuns numa multiplicidade de de produtos, todos tão diferentes e alguns tão especiais.

 

Uma busca sobre a origem deste bolo, que tinha ouvido dizer serem as nossas tortas. O texto de Virgílio Gomes - Torta Enrolada, Rocambole e Bolo de Rolo que o confirma:

De facto verificamos que todas as versões são da mesma família de bolo enrolado. Assim a torta portuguesa deu o rocambole do Brasil. Depois do rocambole aparece o bolo de rolo de Pernanbuco que é um rocambole em que a massa de bolo é mais fina e pode enrolar em mais camadas.

 

Tão interessantes estas adaptações. Neste caso a origem é a nossa Torta de Viana, recheada com doce de ovos, sabores muito familiares... já o bolo de rolo, tem um sabor exótico que nos remete para outras paragens.

 

A cozinha, o que comemos, é fascinante. A sua complexidade e variedade permite que seja uma fonte diária de conhecimento e reflexão. E eu gosto tanto disso.

 

 

Finalmente sábado

por Paulina Mata, em 05.11.16

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E o sábado chegou! E com ele, como desejava, um pequeno almoço de cacau quente e arepas.

 

 

A surpresa chegou com a sobremesa

por Paulina Mata, em 25.10.16

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Num restaurante cuja especialidade são carnes, espera-se que esta seja boa e cozinhada da forma adequada. E o restaurante cumpriu essa expectativa. O que não esperava era ser surpreendida pela sobremesa.  Quando me sugeriram um mil folhas com doce de ovos, imaginei uma coisa bem diferente daquela que me chegou à mesa. Com um ar muito leve, era bastante boa, mas sobretudo bonita, e nós também comemos com os olhos.

 

Foi uma óptima surpresa!