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Taberna Sal Grosso

por Paulina Mata, em 17.07.17

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De vez em quando vou à Taberna Sal Grosso, bem pertinho da estação de Santa Apolónia. Já era tempo de escrever um post sobre o que por lá se come. Tenho ido ao almoço, em que há um menu fixo (com mais do que uma escolha e a um preço acessível), e ao jantar em que se escolhe do quadro pendurado numa das paredes.

 

A sala não é grande, mas está sempre cheia. O ambiente é simpático e descontraído. Assim que chegamos colocam-nos sobre a mesa tremoços temperados e boas azeitonas. Não entendo porque é que tão poucas vezes se veem tremoços no couvert dos restaurantes, e fico sempre contente quando eles aparecem. Vem também um cesto de bom pão, um queijo e duas manteigas, uma simples e outra aromatizada com cerveja.

 

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Enquanto bebíamos o primeiro jarro de sangria (depois vieram mais uns 3 ou 4), além do couvert, fomos comendo também uns chips de batata doce.

 

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Veio ainda um queque de morcela, húmido, o sabor da morcela bem forte e com muitos cominhos (as que fazem parte das minha memórias de infância, nem sempre as morcelas me enchem as medidas, mas esta era muito boa). Sabor esse cortado pelo da maçã reineta em rodelas finas, sendo ainda aromatizado com um moscatel reduzido e por cima umas pedrinhas de sal. Diferente e muito bom!

 

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Na Taberna Sal Grosso, é impossível passar os Pastéis de Bacalhau (a foto não lhes faz justiça) quentes, estaladiços por fora, leves e húmidos no interior, muito saborosos. Com eles vem sempre um pequeno tachinho de açorda de coentros.

 

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Passando aos pratos propriamente ditos, o óptimo Arroz de Conchas com  ameijoas, lingueirão... bem malandrinho e tão saboroso!

 

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Comemos depois as Sardinhas Albardadas. No fundo um molho de escabeche, por cima as sardinhas e pão frito.

 

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Nas carnes, as Iscas de Pato são sempre uma boa escolha, com as óptimas batatas fritas.

 

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Mas também comemos a Barriga de Porco Fumada.

 

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E foi impossível passar a Bochecha de Porco, que vem com um puré de aipo e se come à colher. 

 

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Para a sobremesa, houve quem à chegada fosse logo pedir para guardar duas fatias da Tarte de Caramelo Salgado. É que é deliciosa.

 

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Mas o Doce da Casa e a Mousse de Chocolate são igualmente boas.

 

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Na Taberna Sal Grosso, há sempre propostas com sabores muito nossos. Vale a pena ir. Pena já ser muito difícil ir por impulso, é mesmo necessário reservar mesa, senão arriscamo-nos a chegar e ter que voltar para trás, como vi acontecer a muitas, muitas pessoas durante o último jantar.

 

Este é um daqueles projectos que fui acompanhando, mesmo antes de existir fisicamente, o Joaquim Saragga Leal foi / é meu aluno e muito o ouvi falar deste projecto. Agora, é sempre um prazer lá ir. E ficam sempre coisas para provar...

 

 

Taberna Sal Grosso - Calçada do Forte 22, Lisboa

 

 

 

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