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O dilema da gorjeta...

por Paulina Mata, em 13.04.16

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Há dias li o texto do Tiago Pais no Observador  "Nos Estados Unidos, há restaurantes a proibir as gorjetas. Porquê?". E pensei que eu, pessoalmente, gostaria que tal fosse uma prática generalizada.

 

Não me sinto de todo confortável a dar gorjetas. Às vezes penso "Gostarias que te dessem 1 euro ou 2 depois de um trabalho bem feito?". A resposta é - Não. De certa forma acharia ofensivo. Via-o como uma relação de poder injustificada da pessoa perante mim. Eu admito que não seja visto assim, admito até que com a política de (baixíssimos) ordenados acabe por dar muito jeito (se bem que, nos tempos que correm, esse complemento deva ser cada vez menor). Mas que não me sinto confortável a dar gorjetas, não sinto mesmo. Que por vezes acho que não devo, ou nem sou capaz de o fazer... acontece frequentemente.

 

Se já considerei não fazê-lo nunca? Sim, estou em processo de decisão. Ler o artigo do Tiago e os diversos argumentos ajudou. Situações, como acontecem em Inglaterra, em que na ementa se diz logo que será adicionada à conta uma taxa de serviço facultativa de 12,5%  são cómodas, mas para mim estão longe de ser o desejável. O ideal seria que fossem pagos ordenados dignos e que isso fosse reflectido já no preço na ementa. Afinal  o serviço faz parte da oferta do restaurante, porque é que não há-de estar incluído no preço apresentado na ementa?

 

Gosto  da decisão do Danny Meyer de proibir as gorjetas nos seus restaurantes e de não as substituir por uma taxa de serviço, mas antes por aumentos de cerca de 20% nos preços na ementa, de modo a poder aumentar também todos os salários e promover uma distribuição de rendimentos mais justa entre quem gere, quem cozinha e quem está na sala. Era bom que se generalizasse...

 

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