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Especiarias - um mundo a descobrir

por Paulina Mata, em 23.01.17

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As especiarias desde sempre me fascinaram, as cores, os aromas, os sabores que conferem aos pratos, os aspetos culturais, e toda uma componente quase misteriosa e mágica que lhes está associada. O Museu do Oriente organiza regularmente um workshop sobre especiarias em que são tratados aspetos relacionados com história, rotas comerciais e usos tradicionais das especiarias. O workshop é da responsabilidade de Luís Mendonça de Carvalho, biólogo, mestre em bioquímica de plantas e com um doutoramento em sistemática e morfologia de plantas que é professor no Instituto Politécnico de Beja e director do Museu Botânico de Beja. Há algum tempo que planeava ir e, finalmente, fui no início deste ano.

 

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Quatro horas, que voam, de uma sessão onde se fala de especiarias, de muitas, mas sobretudo em que podemos ver e tocar em amostras de todas as espécies estudadas. De facto, sobre a mesa, há dezenas (calculo que bem perto de uma centena) de pequenos sacos com amostras devidamente identificadas.  Muitas delas bem pouco comuns e que nunca tinha visto, como por exemplo estes enormes cardamomos da Etiópia, que deveriam ter cerca de 3 cm de comprimento; ou as  folhas do loureiro da Índia.

 

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E ainda outras que já conhecia, mas que nem sempre se vêem como a noz moscada, a semente de um fruto:

 

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que aqui pudemos observar:

 

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Falámos de canela e tive oportunidade de pegar num gigantesco pau de canela do Vietname (post anterior), mas também em gigantescos paus de canela de Ceilão, a verdadeira canela.

 

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Aprendemos a distinguir a Canela de Ceilão, de um conjunto de outros produtos, que geralmente consumimos como canela e que na verdade são parentes desta, como por exemplo a Cássia da Batávia. Provei as duas, e de facto reconheci que o aroma que associo à canela é o da cássia, de facto até é o que me atrai mais pois me é mais familiar.

 

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A verdadeira canela é a da imagem à esquerda. um conjunto de  camadas  que são fáceis de partir:

 

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já a cássia, em cima à direita, é formada apenas por uma única camada e dá um pau de "canela" mais rijo e difícil de quebrar.

 

Vimos objectos feitos com canela, como esta caixa:

 

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Mas também uma caixa feita com cravinho, um botão floral que não abriu, e que aromatiza tanto do que comemos:

 

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Ficámos a conhecer várias pimentas desconhecidas, e a saber muito mais sobre a omnipresente pimenta preta. Esta, Piper Nigrum L., é produzida por estes arbustos, colhida quando está quase madura e seca.

 

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A pimenta branca e a verde provêm da mesma planta. A verde, tal como o nome indica,  é colhida ainda verde e depois seca ao sol ou liofilizada, pode ainda ser conservada numa salmoura. Já a branca é colhida completamente madura, colocada em sacos de serapilheira em água corrente e depois seca, sendo a parte externa raspada.

 

Enfim! Um mundo de coisas... Saímos todos mais ricos de conhecimentos, mas também mais ricos de especiarias, pois foram-nos fornecidas amostras de mais de duas dezenas de especiarias, umas oferecidas pela Margão, outras adquiridas pelo Luís, sobre esta falarei noutros posts.

 

Um workshop que vale muito a pena frequentar! Está já um outro previsto para 4 de Março.

 

 

1ª foto (açafrão), 5ª, 12ª, 14ª, 15ª e 16ª dos power point apresentado no workshop.

 

 

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