Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Assins & Assados

Como é que eu vivi sem isto até hoje? As coincidências que me abriram a porta para o mundo do chocolate.

por Paulina Mata, em 13.02.18

IMG_20180206_121610.jpg

 

castanho escuro.jpg

 

Há duas semanas no suplemento sobre comida do The Guardian  que sai ao sábado - Feast - li uma secção que se chama How I Eat, em que há uma pessoa que diz o que geralmente come ao pequeno almoço, almoço, jantar e em snacks. Lia aquilo e só pensava "Mas porque carga de água foram escolher para isto uma pessoa que obviamente não gosta de comer?". No final, já na parte dos snacks, referiu, com algum entusiasmo, uns chocolates que andava a comer. Eram quatro e vinham na última caixa que tinha recebido da Cocoa Runners. Apesar de ser a única parte interessante do que disse, não voltei a pensar nisso. Uma semana depois comprei a National Geographic Food, que tinha um artigo sobre chocolate. No final do artigo sugeriam cinco sites a visitar. O primeiro de todos era dos Cocoa Runners e dizia "Members' club selling bean-to-bar chocolate from around the world, plus smart gifts and tasting courses." Imediatamente me lembrei do senhor que odiava comer, mas pertencia a este club. Fui ver do que se tratava.

 

No site falavam do que está a mudar no mundo do chocolate, a que chamavam a revolução do chocolate. Falavam de pequenos fabricantes que adquirem cacau a pequenos produtores, e que transformam as favas do cacau em tabletes numa escala pequena, falavam dos altos padrões de qualidade e da diversidade dos chocolates que produziam. Diziam que adquirir estes chocolates não era fácil, e por isso eles iniciaram o projeto Cocoa Runners. Sendo a missão deles descobrir e tornar acessível. Assim, correm o mundo para conhecer quem produz o cacau e fabrica as tabletes. Dizem que desde 2013 já provaram mais de 6000 tabletes diferentes e dessas escolheram as melhores. Que neste momento têm para venda 800 diferentes de mais de 80 fabricantes. Fui à página dos fabricantes, 94, não conhecia quase nenhum. Aliás, que tenha consciência disso, só comi chocolates de 4 deles.

 

Conclusão, era mesmo disto que eu estava a precisar na minha vida! Chocolates de qualidade, diferentes, e quem mos mostrasse com algum critério. Tudo isto à distância de um click e, claro, do número do cartão de crédito. Mas a despesa nem era grande, por 18.95 libras por mês recebia em casa 4 tabletes criteriosamente escolhidas, com informação sobre os produtores, os fabricantes e notas de prova. Mais, prometiam que não repetiam as tabletes, que desde que começaram já mandaram nas caixas mensais mais de 250 chocolates diferentes. Fiz logo a minha subscrição, e 3 dias depois o carteiro enfiava pela caixa do correio esta caixa com 4 tabletes (1 de chocolate de leite e 3 de chocolate preto).

 

O chocolate de leite, de cacau de Madagascar, produzido por um dos dois únicos fabricantes de chocolate em Madagascar, a Menakao; do Peru, um cacau albino que esteve quase extinto e está a ser recuperado, para a tablete produzida pela Original Beans, uma empresa holandesa; cacau da Jamaica foi transformado numa deliciosa tablete em Inglaterra pela Pump Street Chocolate, finalmente cacau da República Dominicana foi transformado pela empresa catalã Blanxart. Todos completamente diferentes, uns frutados, outro com notas de caramelo, rum e passas, e ainda outro com notas de frutos secos. Maravilhoso!

 

IMG_20180206_122618.jpg

 

 

Como é que eu vivi sem isto até agora? Espero ansiosamente que o carteiro traga a próxima!

 

 

6 comentários

Comentar post