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As 50 Melhores Tascas de Lisboa - um guia que já me foi muito útil!

por Paulina Mata, em 25.04.16

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Há umas semanas apeteceu-me arroz de cabidela, é daqueles pratos que já não é fácil fazer em casa e que se comem nos restaurantes. Só que não sabia onde ir comê-lo, pois não é assim muito comum encontrá-lo.

 

Dois dias depois, ao folhear o guia As 50 Melhores Tascas de Lisboa do Tiago Pais, encontrei forma de resolver o meu problema. O Tiago para cada uma das 50 tascas que escolheu incluí algumas fotos, um texto onde faz referência a alguns aspectos que considera relevantes ou pitorescos, e indica os pratos do dia. Em vários restaurantes o arroz de cabidela fazia parte dos pratos do dia. Mesmo que não houvesse outras razões (e há-as), para mim este guia já tinha valido a pena.

 

Das 50 tascas referidas o Tiago destaca 7 com um Palito D'Ouro, as que considerou que melhor representam os seguintes princípios que nortearam a escolha dos restaurantes a incluir:

comida tradicional de grande qualidade, serviço eficaz, castiço, generoso até, e preços que não só não ofendem como chegam a comover.

 

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Havendo em duas destas arroz de cabidela como prato do dia à 6ª feira, decidi que logo que possível iria a uma delas. Por acaso, na sexta feira passada tinha um compromisso ao final da manhã não muito longe de uma - o Zapata na Rua do Poço dos Negros. Quando terminei, já passava das 13 h e 30 m e, cheia de fome, dirigi-me para lá com muitas interrogações: Será que os pratos do dia ainda eram os referidos no guia? Será que o arroz de cabidela ainda era à sexta feira? Dado que quando chegasse seriam quase 14 h, será que já teria esgotado? Tive sorte! E pouco tempo depois de chegar tinha este tachinho sobre a mesa:

 

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O restaurante estava cheio e com uma clientela muito diversificada. Numa mesa ao lado da minha, o Sr. Moreira, eu não o conhecia e também não passei a conhecer, mas era cliente habitual. Do outro lado, uma família de franceses com um guia na mão. Gostaram da comida.

 

O serviço... classificaria como castiço. Tudo era deixado em cima da mesa. Em qualquer lugar. Cabia-nos a nós arrumar. À parte isto era eficiente. Eficiente também era o trabalho da cozinha, cerca de 5 minutos depois de ter pedido tinha o arroz na mesa.

 

Tal como os franceses gostaram do que pediram, eu também gostei do arroz de cabidela. Muito saboroso, muito bem confeccionado.

 

Disse que o guia do Tiago para mim já tinha valido a pena. Mas vale por muito mais. Há pratos que já pouco se fazem em casa. Por dificuldade de acesso aos ingredientes, ou por falta de conhecimentos. Pratos que acabarão por se perder se não forem mantidos vivos por restaurantes. Este, para mim, é um papel fundamental dos restaurantes tradicionais.

 

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O tipo de restaurantes que o Tiago escolheu para o seu guia, um pouco por toda a cidade, fazem isto bastante bem. E fazem-no de uma forma não elitista, mantendo estes pratos acessíveis para uma grande faixa de consumidores. Ambiente simples, comida tradicional de qualidade, preços acessíveis. Contudo, há muito pouca informação sobre eles, raramente são referidos na comunicação social. Um factor extremamente relevante neste trabalho do Tiago Pais, é o chamar a atenção para restaurantes que mantêm viva e acessível a nossa cozinha tradicional.

 

Todas as fotos, excepto a 3ª, DAQUI

 

Zapata - Rua do Poço dos Negros, 47- 49, Lisboa

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