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A Massa Mãe do Sangue na Guelra e o meu Pão

por Paulina Mata, em 28.05.17

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Há pouco mais de três semanas fui ao Simpósio Sangue na Guelra. Lá Carlos Fernandes, David Jesus e José Avillez concluíram a sua apresentação, cujo tema era o pão, dizendo que este está muito ligado ao conceito de partilha, e esta foi simbolizada distribuindo pelo público um pouco de massa mãe para que a usassem para fazer pão. Tinha sido começada cerca de dois meses e meio antes quando iniciaram o trabalho que ali levaram. Pediram-nos que tratássemos bem dela, como se a nossa vida dependesse disso.

 

Era um pedacinho muito pequeno de massa mãe, mais ou menos do tamanho de uma noz. Para poder fazer pão com ela, era importante começar por alimentá-la e fazê-la crescer. Assim fiz. Uma semana depois já tinha um pedaço de massa mãe bem maior. Dividi-o ao meio, com uma parte continuei o processo de fazê-la crescer, alimentando-a. Com a outra metade fiz um pão. A quantidade ainda era pequena e eu não queria usar mas nenhuma levedura. Portanto fiz um pão pequeno, com cerca de 400 g.

 

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A metade restante foi crescendo e hoje já tinha cerca de 400 g.

 

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Dividi-a em duas, alimentei uma das partes para que crescesse de novo. Com a outra parte fiz um pão. Desta vez bem maior, tem 1,207 kg.

 

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Foi também um bom pretexto para refletir um pouco sobre o Simpósio Sangue na Guelra e o que lá vi (a verdade é que tenho pensado bastante nisso).  Um simpósio como aquele merece que se pense sobre o que ali passou, que se analise, que se expressem diferentes opiniões. Não sei se isso aconteceu ou não. Aquilo a que tive acesso limitou-se a relatos, mais ou menos factuais, ou então carregados de alguma emoção e pouco críticos. Sinto a falta de uma análise com características diferentes sobre o que por lá se passou, porque acho que só assim se pode crescer. À falta dela, nos próximos dias darei a minha contribuição.

 

 

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