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Coisas simples que mudam os dias

por Paulina Mata, em 31.07.17

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Coisas simples, mas que mudam os dias. Tão bonito!

 

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Há dois dias era tudo verde. Hoje já não.

por Paulina Mata, em 25.07.17

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Há dois dias era tudo verde. Hoje já não.

 

Foi aqui que eu nasci e passei a minha infância, e depois muitas férias. O fogo entrou dentro da terra. Felizmente não arderam casas, mas arderam hortas e quintais. Parte do nosso quintal ardeu. Ardeu o loureiro cujas folhas sempre usei para cozinhar. 

 

Estou longe, mas o pensamento está lá. E as notícias vão chegando de quem combate o fogo, de quem vive a tragédia de perto.

 

Tantas vezes ali, em criança fiz estes bolos em casa da minha Avó...


Cavacas de Envendos

Ingredientes:

  • 500 g de farinha de trigo ;
  • 2 dl de azeite muito bom ;
  • 1 cálice de aguardente ;
  • meia colher de sopa de bicarbonato de sódio ;
  • 18 ovos ;
  • 500 g de açúcar ;
  • azeite para untar

Confecção:

Batem-se muito bem 11 gemas com 2 ovos inteiros. Junta-se depois em fio, e batendo sempre, o azeite, até se obter uma massa espessa e esbranquiçada.
Adiciona-se em seguida a aguardente e a farinha peneirada com o bicarbonato. Amassa-se tudo muito bem.
Em seguida, começam a juntar-se os restantes ovos, uma um, trabalhando a massa. Se esta não estiver bem branda  junta-se mais um ovo.
Unta-se um tabuleiro com azeite onde se deita a massa com uma colher de sopa, devendo as colheradas ficar espaçadas umas das outras. Querendo, coze-se a massa em formas de queques untadas com azeite. Levam-se a cozer em forno brando, sendo esta cozedura bastante demorada.
Batem-se as restantes claras com o açúcar até se obter uma mistura bem espessa. Se as claras forem muito grandes, junta-se um pouco mais de açúcar.
Depois de frias, cobrem-se integralmente as cavacas com a cobertura de claras e açúcar. Põem-se a secar sobre uma camada de caruma de pinheiro.

 

 

 

 

Ao Pôr do Sol

por Paulina Mata, em 13.07.17

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Um pôr do Sol...

 

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Saboroso!

 

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Deixei-os lá. Mas com alho, sal e oregãos teriam ficado bem...

por Paulina Mata, em 11.07.17

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Numa panela de água com alho sal e oregãos teriam ficado muito bem. Mas deixei-os lá...

 

 

Verdade, verdade... ficaram lá pois eram muito pequenos ainda.

 

 

Hoje tinha que ser...

por Paulina Mata, em 12.06.17

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Hoje tinha mesmo que ser! Eram pequeninas, mas saborosas.

 

Uma entrevistas e outras memórias

por Paulina Mata, em 12.06.17

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O blog  Mesa Marcada, de  Duarte Calvão e do Miguel Pires, onde escrevi durante quatro anos, tem publicado ao longo dos últimos meses uma série de entrevistas a várias pessoas ligadas à gastronomia - Menu de Interrogação. Há precisamente uma semana foi publicada uma entrevista minha. Gostei muito de responder.

 

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Curiosamente a minha primeira entrevista, a 9 de Junho de 2004, foi precisamente ao Duarte Calvão, para o Diário de Notícias, tendo saído pouco depois. Quase exactamente 13 anos antes desta. Foi nesse dia que conheci o Duarte, mas já lia o que escrevia e identificava-me muito com as suas opiniões sobre restaurantes e vários outros assuntos. Logo a seguir o Duarte convidou-me a mim e à Margarida Guerreiro para escrevermos sobre ciência e cozinha no Boa Vida que coordenava no Diário de Notícias, aliás essa informação saiu logo no artigo que o Duarte escreveu. Fizemo-lo durante dois anos e meio, cerca de um artigo por mês. (Obrigada Duarte pelo "empurrão".)

 

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O Miguel "conheci-o" pouco depois, em Maio de 2005. E está entre aspas pois nem sequer falei com ele e só o descobri bem mais tarde. Pessoas com interesses comuns frequentam os  mesmos locais. Estivemos os dois no mesmo curso do prova de azeites na Casa do Azeite. Nesse curso estava na fila de trás um grupo de pessoas em que uma delas, não concordando com o que foi dito pela formadora (que tinha toda a razão), entrou em conflito com ela  e saiu. Eu e algumas pessoas que foram comigo estávamos logo à frente, e a meio da sala dois rapazes que entraram quando já estávamos sentados e por isso me lembro. Um deles era o Miguel. Quase 10 anos depois o Miguel falou sobre o curso e a discussão, eu ouvi e disse "Eras tu! Coincidências!". Voltámos a encontrar-nos depois, no início de 2006, no forum de discussão Os 5 às 8 e acabámos por nos encontrar e conhecer em jantares dos participantes do forum.

 

Em resumo, há mais de um década que o Miguel e o Duarte têm sido companheiros de análise e discussão do que se passa no mundo da gastronomia. Muitas horas de conversa, e há sempre mais e mais assuntos, algumas discussões acessas, porque todos gostamos muito de gastronomia e nem sempre estamos de acordo, e porque gostamos os três de argumentar. Muitas refeições à mesma mesa. É muito bom acompanhar a evolução da gastronomia a nível mundial com, e por vezes pelos olhos de, outras pessoas. Obrigada Miguel e Duarte por tudo isso e pela entrevista também.

 

Uma supresa em dose múltipla

por Paulina Mata, em 03.06.17

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Quando era miúda e se partia um ovo e ele tinha duas gemas era uma festa. Era inesperado, era uma surpresa, era divertido. Com o passar dos anos isso foi acontecendo cada vez menos. Justificava-o com o facto de os ovos que consumíamos quando era criança serem ovos caseiros e actualmente já não o serem, e estarem sujeitos a um controlo de qualidade em que eventualmente removeriam esses ovos. Não sei se tem algum fundamento, mas sempre achei que era uma possível razão.

 

Há dias, ao partir uns ovos para estrelar, partir um e tinha duas gemas. Inesperado! Parti segundo, e tinha duas gemas. Inesperadíssimo! Parti terceiro, e tinha duas gemas. Já nem tenho adjectivo para mais do que inesperadíssimo. Foi de facto uma surpresa a triplicar e muito divertida. 

 

Ainda tenho o resto da caixa, e estou na expectativa. Será que os outro três também têm duas gemas? 

 

 

A Massa Mãe do Sangue na Guelra e o meu Pão

por Paulina Mata, em 28.05.17

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Há pouco mais de três semanas fui ao Simpósio Sangue na Guelra. Lá Carlos Fernandes, David Jesus e José Avillez concluíram a sua apresentação, cujo tema era o pão, dizendo que este está muito ligado ao conceito de partilha, e esta foi simbolizada distribuindo pelo público um pouco de massa mãe para que a usassem para fazer pão. Tinha sido começada cerca de dois meses e meio antes quando iniciaram o trabalho que ali levaram. Pediram-nos que tratássemos bem dela, como se a nossa vida dependesse disso.

 

Era um pedacinho muito pequeno de massa mãe, mais ou menos do tamanho de uma noz. Para poder fazer pão com ela, era importante começar por alimentá-la e fazê-la crescer. Assim fiz. Uma semana depois já tinha um pedaço de massa mãe bem maior. Dividi-o ao meio, com uma parte continuei o processo de fazê-la crescer, alimentando-a. Com a outra metade fiz um pão. A quantidade ainda era pequena e eu não queria usar mas nenhuma levedura. Portanto fiz um pão pequeno, com cerca de 400 g.

 

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A metade restante foi crescendo e hoje já tinha cerca de 400 g.

 

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Dividi-a em duas, alimentei uma das partes para que crescesse de novo. Com a outra parte fiz um pão. Desta vez bem maior, tem 1,207 kg.

 

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Foi também um bom pretexto para refletir um pouco sobre o Simpósio Sangue na Guelra e o que lá vi (a verdade é que tenho pensado bastante nisso).  Um simpósio como aquele merece que se pense sobre o que ali passou, que se analise, que se expressem diferentes opiniões. Não sei se isso aconteceu ou não. Aquilo a que tive acesso limitou-se a relatos, mais ou menos factuais, ou então carregados de alguma emoção e pouco críticos. Sinto a falta de uma análise com características diferentes sobre o que por lá se passou, porque acho que só assim se pode crescer. À falta dela, nos próximos dias darei a minha contribuição.

 

 

A Cozinha é um Laboratório

por Paulina Mata, em 17.05.17

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Há oito anos saiu a Cozinha é um Laboratório, um livro que escrevi a quatro mãos com a minha amiga Margarida Guerreiro. De tal forma foi a quatro mãos que nenhuma de nós é capaz de identificar de facto o que escreveu. Foi um livro que nos deu muito prazer escrever e que reflectia trabalho de divulgação de ciência, usando temas de cozinha, que tínhamos feito em colaboração com a Ciência Viva durante 8 anos, .

 

Gostámos muito de o escrever. Gostamos muito do livro. Rapidamente a primeira edição, em 2009, esgotou e em 2010 fizemos mais duas edições, e todos os 3500 livros se venderam. Muitas vezes nos perguntavam pelo livro, perguntavam se sairia de novo... "Gostávamos muito", era a única resposta que podíamos dar. Até que recentemente surgiu uma nova editora, a NOVA.FCT Editorial, ligada à faculdade onde trabalho, a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. Propusemos fazerem uma nova edição do livro. A proposta foi aceite. Há dois dias recebi um email a dizer que os livros tinham chegado da gráfica.

 

O lançamento da editora foi hoje. o nosso livro faz parte do conjunto dos três primeiros livros que foram apresentados. Hoje também fui buscar os primeiros exemplares. Mudou mesmo o meu dia! 

 

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Um conselho muito sensato

por Paulina Mata, em 13.05.17

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Quantas vezes estamos ali, sentados à mesa, mas não estamos ali? Por vezes numa mesa de várias pessoas, ninguém está ali...

 

Um conselho mesmo muito sensato!

 

 

Foto tirada no restaurante Hansi - Salsicharia Vienense no Cais do Sodré.