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A Cozinha é um Laboratório

por Paulina Mata, em 17.05.17

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Há oito anos saiu a Cozinha é um Laboratório, um livro que escrevi a quatro mãos com a minha amiga Margarida Guerreiro. De tal forma foi a quatro mãos que nenhuma de nós é capaz de identificar de facto o que escreveu. Foi um livro que nos deu muito prazer escrever e que reflectia trabalho de divulgação de ciência, usando temas de cozinha, que tínhamos feito em colaboração com a Ciência Viva durante 8 anos, .

 

Gostámos muito de o escrever. Gostamos muito do livro. Rapidamente a primeira edição, em 2009, esgotou e em 2010 fizemos mais duas edições, e todos os 3500 livros se venderam. Muitas vezes nos perguntavam pelo livro, perguntavam se sairia de novo... "Gostávamos muito", era a única resposta que podíamos dar. Até que recentemente surgiu uma nova editora, a NOVA.FCT Editorial, ligada à faculdade onde trabalho, a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. Propusemos fazerem uma nova edição do livro. A proposta foi aceite. Há dois dias recebi um email a dizer que os livros tinham chegado da gráfica.

 

O lançamento da editora foi hoje. o nosso livro faz parte do conjunto dos três primeiros livros que foram apresentados. Hoje também fui buscar os primeiros exemplares. Mudou mesmo o meu dia! 

 

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Um conselho muito sensato

por Paulina Mata, em 13.05.17

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Quantas vezes estamos ali, sentados à mesa, mas não estamos ali? Por vezes numa mesa de várias pessoas, ninguém está ali...

 

Um conselho mesmo muito sensato!

 

 

Foto tirada no restaurante Hansi - Salsicharia Vienense no Cais do Sodré.

 

 

Numa outra vida devo ter vivido num país asiático (II)

por Paulina Mata, em 22.04.17

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- São também umas patas de galinha com feijão preto.

 

- Viveu em Macau?

 

- Não, nunca.

 

- Ah! É que só os portugueses que viveram em Macau é que pedem isto.

 

 

Estou mesmo fora se moda... e gosto.

por Paulina Mata, em 20.04.17

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"I hate the phrase "Fine Dining". The era of sitting in a restaurant for hours, eating eight courses, is over." 

Claude Bosi (Revista Jamie - Abril 2017)

 

Estou mesmo fora de moda, para mim das coisas boas da vida é estar sentada à mesa muitas horas, a comer oito pratos ou mais...

 

 

 

 

Óleo para fritar com ZERO calorias!

por Paulina Mata, em 01.04.17

 


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Batatas fritas, estaladiças, douradinhas. Apetitosas! Deliciosas! E se lhes disser que brevemente as poderá comer sem culpas? Sem mais calorias do que uma batata cozida? Tal é já possível, e brevemente estará ao seu alcance.

 

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Nas prateleiras dos supermercados surgirão garrafas de óleo para fritar que não é metabolizado pelo organismo humano, e portanto contribuirá com 0 calorias. Tão saudável que emagrece só de olhar! Um sonho!

 

PS

Não vai chegar nada às prateleiras dos supermercados... Mentira de 1º de Abril.  :)

Porém, nem tudo é mentira. O óleo existe há muito. Amanhã explico tudo.

 

 

 

 

Numa outra vida devo ter vivido num país asiático (I)

por Paulina Mata, em 31.03.17

 

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Não sei se temos várias vidas. Mas, se tal acontece, numa outra devo ter vivido num país asiático, já que as minhas visitas a países asiáticos foram muito poucas, e os sabores e texturas das comidas asiáticas nunca me parecem estranhos. Raramente decorre muito tempo entre duas refeições asiáticas, já que lhes sinto a falta e se torna urgente.

 

Por vezes há situações divertidas. Há dias no The Old House ao pedir para sobremesa Bing Fen, que já tinha comido numa visita anterior, o empregado de mesa (chinês) perguntou-me, meio desconfiado, se já tinha comido alguma vez. Disse-lhe que sim.

 

Chegou o Bing Fen, com os pedaços de gel de agar praticamente sem sabor, penso que feitos apenas com água, que misturei bem com o caramelo e o xarope, e ainda as sementes de sésamo, bagas de goji e outros frutos secos. Pouco tempo depois de ter começado a comer chegou um outro empregado que me perguntou, muito desconfiado, se gostava. Disse-lhe que sim, que gostava muito. Ao que ele respondeu: "Os portugueses nunca comem esta sobremesa". 

 

 

Momentos especiais que alimentam a alma

por Paulina Mata, em 25.03.17

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É um momento muito especial, daqueles que mudam o dia, ir à Amazon e ver o livro dela...

 

 

E o Diners Club Lifetime Achievement Award 2017 vai para...

por Paulina Mata, em 13.03.17

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Heston Blumenthal vai receber o Diners Club Lifetime Achievement Award 2017 no próximo mês de Abril em Melbourne na cerimónia dos World's 50 Best Restaurants. Uma notícia que me deixou muito contente. Admiro o seu trabalho e a sua aproximação à cozinha baseada num conhecimento aprofundado. Para mim uma cozinha extremamente revolucionária. 

 

 

After 20 years of The Fat Duck, I now feel like I’m just starting – and those 20 years were my apprenticeship. [...]  The future is very exciting.

 

 

 

A Alheira é de Soja, a Tripa é de Vaca. Absurdo!

por Paulina Mata, em 26.02.17

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Toca o telefone.

- Mãe, o que significa tripa 100% natural?  

- Significa tripa animal.

- Íamos comer a alheira de soja que nos compraste, mas antes fomos ler o rótulo. Já viste isto, uma alheira vegetariana com tripa animal!!!???

- Tens a certeza? Que absurdo!

 

Cinco minutos depois tinha no meu email este link. Para um comunicado que dizia:

 

Na sequência de vários pedidos de esclarecimento, o Centro Vegetariano confirma que a Alheira de Soja da marca Casa da Prisca não é adequada ao público Vegetariano, por ter revestimento em tripa de vaca.

A referida alheira encontra-se com frequência à venda na secção de produtos vegetarianos de muitas lojas e supermercados. Na página web do produtor [1], Salsicharia Trancosense, indica que é “Ideal para uma dieta sem proteínas animais”, induzindo facilmente o consumidor em erro, ou confundindo, uma vez que adiante informa que “O seu invólucro é tripa salgada de vaca”. Para complicar ainda mais, é prática generalizada, desta e de outras marcas, não referir o invólucro dos enchidos como ingrediente. Isto porque existe a distinção entre alimento, invólucro e embalagem. O alimento é suposto ser consumido, e os seus ingredientes devem ser listados no rótulo, excepto se usados em quantidades reduzidas. O invólucro, quando existe, como no caso dos enchidos, não é considerado ingrediente, embora seja prática corrente de muitos consumidores ingeri-lo a par do recheio.

Contactada pelo Centro Vegetariano, a Salsicharia Trancosense afirma que, tendo estudado diversas alternativas de invólucro, não encontrou nenhuma que apresentasse as propriedades desejadas à produção da referida alheira pelos métodos que usa. No entanto, existem no mercado vários enchidos, sob diversas formas e marcas, com invólucros 100% vegetarianos. Por outro lado, contendo o produto um ingrediente de origem animal que o torna inadequado para consumo pelo público vegetariano, seria mais correcto da parte do produtor mencioná-lo no rótulo – prática que a Salsicharia Trancosense informou que poderia equacionar, mas à data de redacção deste comunicado não temos informação que esteja a ser posta em prática.

Independentemente do desfecho deste caso, o Centro Vegetariano agradece à Salsicharia Trancosense a celeridade com que prestou as informações. E apela a esta e a todas as empresas para que, a bem de todos os consumidores e do seu próprio nome, procurem informar e produzir rótulos com a máxima transparência, bem como para que coloquem no mercado produtos de qualidade, que sirvam a um público cada vez mais exigente, esclarecido e diversificado, designadamente ao crescente número de consumidores Vegetarianos.

 

[1] http://www.casadaprisca.com/produtos/detalhes.asp?categoria=1&produto=2 , em 30/01/2009

 

Copyright Centro Vegetariano. Reprodução permitida desde que indicando o endereço: http://www.centrovegetariano.org/Article-511-Comunicado--Alheira-de-Soja-da-Casa-da-Prisca-n-o---vegetariana.html

Inserido em: 2009.01.30 Última actualização: 2009.01.30

 

 

Reparem na data 30 de Janeiro de 2009. A 30 de Janeiro de 2017 a Alheira de Soja da Casa Prisca continuava com tripa animal!!!! Mas pelo menos está no rótulo... Mas para quem é aquela alheira de soja? Absurdo! Incompreensível!

 

Não perguntei o que aconteceu à dita alheira, mas tenho a certeza que foi parar ao caixote do lixo...

 

 

O prato é vegan, mas perguntam se quero de camarão ou galinha...

por Paulina Mata, em 13.02.17

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Com uma filha vegan, as minhas experiências em restaurantes com boas ofertas vegan são cada vez maiores. E por vezes as experiências são bem interessantes. Por exemplo, em restaurantes orientais em Inglaterra, por vezes no menu vegan temos a escolha do prato ser de galinha ou camarão, ou de galinha, vaca ou borrego (falsos, claro), ou de pedir um Pato à Pequim (falso, claro). O sabor não é o mesmo, mas tentam reproduzir a textura e o aspecto e até dar um sabor tão parecido quanto possível.

 

A foto inicial do post é de parte de um menu vegan, em baixo estão mais alguns exemplos:

 

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Sopa de noodles com "galinha"

 

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Prato de "carne de vaca"

 

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"Pato" à Pequim

 

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Prato de "peixe"

 

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 Prato de "camarão"

 

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Pratos de "peixe" atrás e de "camarão" à frente